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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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VN Barquinha | Concelho afirma-se como referência no estudo dos Templários (c/fotos e vídeos)

Agradecimentos, revelações e desafios marcaram a inauguração do Centro de Interpretação Templário – Almourol (CITA) no dia 18 de novembro em Vila Nova da Barquinha. A expectativa era grande e por isso, o Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha foi pequeno para acolher as centenas de pessoas que pretendiam ver em primeira mão o novo equipamento cultural mas sobretudo as peças únicas e inéditas em exposição, com uma apresentação fundamentada por Manuel Gandra.

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Este investigador, nomeado Curador do Centro e da nova Biblioteca Templária, fez algumas revelações sobre os achados arqueológicos em exposição e sobre a Ordem dos Templários com todo o mistério que a envolve.

Ao apoio financeiro do Turismo de Portugal, juntaram-se vontades e doações que culminaram naquele que é o único espaço de exposição e estudo da temática Templária em Portugal.

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A arquiteta Teresa Furtado doou um valioso espólio bibliográfico e Manuel Gandra doou livros, publicações periódicas, folhetos, monografias, postais ilustrados, manuscritos, microfilmes, filmes, documentos vegetais, peças filatélicas, entre outros objetos. A estes dois beneméritos juntou-se o Regimento de Engenharia n° 1 que cedeu, através de um protocolo, os valiosos objetos encontrados durante as escavações arqueológicas de 1898, entre medalhas, fivelas, esporas e outros materiais.

Daí que o presidente da Câmara não tivesse poupado os agradecimentos a todos os que contribuíram para que o Centro de Interpretação Templário e a biblioteca a ele associada se concretizassem. Fernando Freire assume que este novo Centro pretende afirmar o seu território como uma referência no estudo da temática Templária a nível regional, nacional e até internacional. E este é apenas o primeiro passo de um projeto com um horizonte de três anos, nesta fase, durante os quais se pretendem lançar novos desafios.

Na nota introdutória do catálogo do Centro, o autarca da Barquinha considera essencial “perceber que a valorização do património é um recurso económico que deve ser aproveitado”. “A cultura e o turismo têm um valor económico significativo, são um privilegiado campo de atuação, potenciadores de inovação e desenvolvimento”, defende Fernando Freire.

O presidente da Câmara afirma que “o nosso território regional já está profundamente pensado sob diferentes ângulos de atuação”, mas lamenta que “não dispõe, neste momento, de uma visão de conjunto fundamentada numa ampla e segura caracterização, permanentemente atualizada de modo a defender uma estratégia que passa por saber cativar os visitantes do Castelo de Almourol, do Convento de Cristo e da Torre Templária de Dornes, para que eles permaneçam na nossa região”.

Sobre a inauguração do Centro, no qual se pretende preservar a memória da Ordem do Templo e de Cristo, disse que se trata “um espaço de todos nós, da comunidade e da academia”.

Fernando Freire não terminou o seu discurso sem deixar de lançar o desafio a outras personalidades no sentido de contribuírem com doações, para que as obras “possam estar disponíveis à consulta de todos”, tal como o fizeram Manuel Gandra e Teresa Furtado.

Visita guiada ao Castelo de Almourol pelo prof. Manuel J. Gandra, curador do Centro de Interpretação Templário – Almourol, em Vila Nova da Barquinha

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 18 de Novembro de 2018

“Uma referência” para “atrair mais visitantes”

Em entrevista aos jornalistas, o presidente do Turismo do Centro enalteceu as várias dimensões do Centro, primeiro “por respeitar o nosso legado histórico e a partir daí poder-se construir todo um texto de promoção e afirmação territorial nacional e até internacional”, para que seja possível atrair mais visitantes.

Pedro Machado referiu-se ao Centro de Interpretação Templário como “um espaço de cidadania, de formação”, que faz com que o território de VN Barquinha “participe no processo de afirmação turística nacional”.

Como curador do novo espaço, Manuel Gandra pretende que o CITA “se torne numa referência em termos de fidedignidade de informação e de profundidade do estudo” da temática Templária. Realça que é o único Centro do género no país e, no resto da Europa, “só existe um em Espanha e não tem este propósito”.

Assim, “além de Tomar, Almourol perfila-se como o segundo lugar Templário mais importante de Portugal porque fica associado definitivamente a achados arqueológicos que revelam uma prática de cavalaria espiritual”. Para o investigador “torna-se evidente que Almourol é um espaço de espiritualidade Templária fortíssimo”.

As medalhas e arreios de cavalos encontradas durante as escavações arqueológicas feitas dentro do castelo, em 1898, nunca foram mostradas desde então, realça Manuel Gandra. E sendo a primeira vez que se mostram “assumem uma importância extraordinária”.

Numa interpretação das imagens contidas nas medalhas, Gandra conclui que na época “havia uma forma de pensar distinta daquela que a ortodoxia religiosa impunha e houve uma continuidade das práticas gnósticas dos Templários em Almourol”.

“Os cavaleiros Templários reuniam-se no castelo de Almourol para fazer exercícios de destreza militar cavaleiresca mas também espiritual, uma espécie de yoga a cavalo”, explica o investigador que tem dedicado toda a sua vida a esta temática. A sua tese baseia-se não só nas imagens das medalhas mas também em textos que vão até ao séc. XVII.

A própria localização do castelo de Almourol, numa ilha no rio Tejo, próximo da foz do rio Nabão que era designado por “rio claro, o que traz a luz”, tem ligação ao carácter espiritual das práticas Templárias.

“Almourol, juntamente com Tomar, são os dois únicos sítios Templários de todo o mundo onde há memória física da doutrina Templária e não apenas teorias acerca dela”, garante Manuel Gandra.

Em jeito de desafio, deixou o convite aos participantes na visita ao castelo da parte da manhã e na inauguração do CITA, da parte da tarde, para futuras investigações, “que se juntem nesta cruzada de conhecer a cultura material e espiritual Templária”.

Inauguração do Centro de Interpretação e da Biblioteca / Arquivo Templário de Almourol, em Vila Nova da Barquinha

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 18 de Novembro de 2018

Viagem no tempo

Conforme explicou durante a visita inaugural Manuel Gandra, a exposição do CITA compõe-se por três principais blocos: a história da Ordem do Templo a nível local, nacional e internacional, o chamado túnel do tempo com as datas mais marcantes da história da Ordem, três vitrinas com objetos e dois manequins vestidos à Templário.

Na conferência que se seguiu, desenvolveu o tema dos Templários lembrando que “o Portugal Templário continua, o Presidente da República é o atual grão-mestre”. Ou seja, os Templários nunca foram extintos, foram apenas suspensos, mas eles “nunca nos abandonaram”.

“Está bem viva a memória dessa ordem militar e religiosa”, frisou.

Obediência, castidade e pobreza eram os três votos a que tinham de se submeter os Templários e só assim lhes era permitido o uso do manto branco com a respetiva cruz rubra. Em todo o mundo, segundo Manuel Gandra, eram poucos milhares os Templários, dadas as exigências da Milícia, mas eram dedicados à causa de forma carismática.

Destaca o facto de a epopeia dos Descobrimentos se dever à Ordem de Cristo “que não era mais do que a Ordem dos Templários nacionalizada”.

Visita guiada ao Castelo de Almourol pelo prof. Manuel J. Gandra, curador do Centro de Interpretação Templário – Almourol, em Vila Nova da Barquinha

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 18 de Novembro de 2018

Um catálogo com 300 páginas

O catálogo do CITA, que contém textos de vários autores sobre os Templários, o Castelo de Almourol e o Turismo Militar, inclui a compilação do essencial das investigações que Manuel Gandra fez sobre o tema.

São cerca de 300 páginas profusamente ilustradas e um grafismo que facilita a leitura. Está à venda no Centro Cultural de VN Barquinha por 10 euros.

O domingo de 18 de novembro constituiu uma verdadeira jornada Templária no Concelho que começou com a visita guiada ao Castelo, seguida da inauguração do CITA e a palestra de Manuel Gandra. A intervalar estas atividades houve apontamentos de combates e danças medievais.

O grupo espanhol Baucan, de Toledo, fez várias demonstrações do que designam por “combate fraternal” inspirado nos Templários e na forma como guerreavam.

De Tomar veio a Escola de Danças Históricas da Associação Thomar Honoris e no palco do Centro Cultural atuou Alexandre Gabriel com a sua Harpa Céltica.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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