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Terça-feira, Julho 27, 2021

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TAGUS envolve escolas no Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação

A TAGUS- Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior assinalou o Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação com a apresentação de trabalhos realizados pelas escolas de Abrantes, Constância e Sardoal.

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A iniciativa, dinamizada por videoconferência no âmbito do projeto “Combate à Desertificação do Ribatejo Interior”, envolveu a participação dos agrupamentos de escolas nº2 de Abrantes, de Constância e Sardoal, EPDRA – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, os municípios que compõem o Ribatejo Interior, a FUNDEC – Associação para a Formação e Desenvolvimento em Engenharia Civil e Arquitetura do Instituto Superior Técnico de Lisboa, a TAGUS e os seus parceiros.

A sessão procurou dar visibilidade aos trabalhos realizados pelos alunos do ensino secundário e profissional, através da auscultação de João Santos, Josyany de Pina, Lígia Teodoro, Maísa Martins e Sara Vicente que, em representação da Escola Básica e Secundária Luís de Camões, EPDRA, Escola Básica e Secundária Dra. Maria Judite Serrão Andrade e Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Fernandes, revelaram os principais resultados obtidos e apresentaram aos presidentes dos municípios de Abrantes, Constância e Sardoal algumas medidas que, na sua perspetiva, poderiam ajudar a contribuir para o combate à desertificação e incentivar os jovens a permanecer na região.

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Ao longo do 1ºsemestre de 2021, os alunos do ensino secundário e profissional, desenvolveram um questionário nas disciplinas de Sociologia, Cidadania e Psicologia de 12ºano a propósito da temática, disponibilizado através das redes sociais e cujos resultados foram por eles analisados. De igual modo, tiveram a oportunidade de fazer algumas entrevistas no território e foram ainda desafiados a pensar nas potencialidades que o Ribatejo Interior tem elaborando, para tal, alguns postais promocionais e recorrendo também à fotografia para evidenciar os recursos disponíveis. Para partilha de resultados foi dinamizado um fórum interescolar, em maio, que potenciou a reflexão conjunta dos alunos sobre as questões da desertificação em Abrantes, Constância e Sardoal.

Este trabalho, previsto no “Combate à desertificação do Ribatejo Interior” teve como intuito sensibilizar os jovens para a importância de combater a desertificação e, sobretudo, coloca-los a refletir sobre o território onde residem, em particular, sobre as suas potencialidades.

Ao nível de ensino superior foi facultado um questionário aos alunos da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, do Instituto Politécnico de Tomar, para perceber qual é a sua opinião em relação à região onde se encontram a estudar e saber se, após conclusão dos estudos, tencionam permanecer nesta ou porventura deslocar-se para outro local. Foi ainda dinamizado, no início de junho, com o apoio da FUNDEC, um workshop de reflexão que se focou principalmente nas questões de marketing territorial.

O “Combate à Desertificação do Ribatejo Interior” é um projeto aprovado no âmbito da operação 20.2.4 – Assistência técnica da Rede Rural Nacional, área 4 “Observação da agricultura e dos territórios rurais”, temática “Jovens nos Territórios Rurais e Luta contra a Desertificação”, que resulta de uma parceria entre a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, a Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, a EPDRA – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, a FAJUDIS – Federação das Associações Juvenis do distrito de Santarém e o TAGUSVALLEY – Tecnopolo do Vale do Tejo.

O objetivo geral é contribuir para o combate à desertificação do Ribatejo Interior, através da sensibilização das entidades e população local, da reflexão sobre os constrangimentos existentes e potencialidades endógenas de Abrantes, Constância e Sardoal e dando a conhecer boas práticas de luta contra a desertificação. Estão previstos workshops, grupos focais, ações de benchmarking e um ciclo de reflexão sobre as oportunidades dos territórios rurais.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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