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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Sardoal | PS sugere três locais para futuras praias fluviais, PSD prefere a Lapa

O Partido Socialista entregou uma proposta com sugestão de três locais para futuras praias fluviais no concelho de Sardoal. Executivo do PSD prefere apostar na Barragem da Lapa e diz acreditar que durante o ano de 2021 a contenda com a Águas de Lisboa e Vale do Tejo fique resolvida.

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Os vereadores do Partido Socialista de Sardoal, Pedro Duque e Carlos Duarte, entregaram ao executivo do PSD uma proposta, a propósito das Grandes Opções do Plano para 2021, sugerindo um estudo de viabilidade da criação de uma Praia Fluvial no concelho de Sardoal.

Uma proposta que se divide em três locais a estudar: na Ribeira das Sarnadas, a jusante da Ponte do Vale Diogo, antes da confluência com a ribeira dos Panascos, na aldeia do Malhadal, e na aldeia de Andreus, a montante do acesso à Capela da Senhora dos Barbilongos.

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Os eleitos do PS explicam, em declaração de voto, após terem rejeitado as Grandes Opções do Plano da maioria PSD, que “a análise da criação destas Praias Fluviais nestes locais” prende-se com “a inexistência de ETAR a montante”.

O vice-presidente Jorge Gaspar (PSD) sugeriu ainda a Ribeira da Saramaga devido ao caudal com “mais água” lembrando que a ribeira dos Panascos “secou no ano passado” e que “a da Rosa Mana também secou”, tendo observado que “a de Andreus ficou com água muito reduzida”.

Por seu lado, Pedro Duque defendeu a ribeira de Vale Diogo para a criação de uma praia fluvial, “uma ribeira com nascente própria, embora com caudal muito reduzido, nascente que garantia o preenchimento do caudal necessário” e com melhores acessos.

Para o vereador socialista “é de extrema importância que exista no concelho um local desta natureza. Objetivamente é indiferente, tem é de existir!”.

“Passamos o ano inteiro a pedir às pessoas que venham a Sardoal e chegamos ao Verão, quando há maior afluxo de pessoas para a nossa zona, o Sardoal é o único concelho que não tem” uma praia fluvial. “Já deveria ter sido uma prioridade mas nunca é tarde!”, afirmou.

O PSD concorda com o conceito, notou Jorge Gaspar. “Também damos importância a uma praia fluvial no concelho. É indiscutível! Não foi feito a jusante da Barragem da Lapa apenas por motivos técnicos e de impossibilidade de existir”, disse, fazendo notar que “a haver um decisão” do espaço onde nascerá uma praia fluvial “tem de resultar de um estudo”.

No entanto, o executivo do PSD preconiza que em 2021 “o problema com as Águas de Lisboa e Vale do Tejo relativamente à Barragem da Lapa fique resolvido. As coisas já estão noutro patamar, a muito breve prazo vai ficar resolvido”, assegurou Jorge Gaspar.

Se porventura “as Águas de Lisboa e Vale do Tejo não manifestarem interesse na Barragem para fins de abastecimento público então que possa ser utilizada para efeitos de lazer”, reforçou.

O PSD apenas viabilizará um novo estudo para localização de uma praia fluvial “se de todo for impossível fazer uma praia fluvial na Lapa, na parte de cima da albufeira”, especificou o vice presidente da autarquia, dando conta de ser esta a opção preferida pelo executivo social democrata.

“Vamos propor que assim seja e com muitas valências”, nomeadamente “um parque de campismo e um parque ambiental” associados. “Tudo faremos para que a Barragem nos seja devolvida. Temos de aproveitá-la e rentabilizá-la”.

Lapa, Sardoal. Foto: mediotejo.net

Recorda-se que há precisamente um ano o verniz estalou entre a Câmara Municipal de Sardoal, proprietária da Barragem, e as Águas do Vale do Tejo, concessionária da exploração da mesma, e o desentendimento fez o caso avançar para Tribunal Arbitral como prevê o contrato.

Isto porque, passados 17 anos da sua entrada em funcionamento, a Barragem da Lapa, em Sardoal, continua a ser um “elefante branco” para o Município, sendo que atualmente já nem abastece de água a população do concelho.

O Município investiu cerca de 5 milhões de euros mas a obra nem sequer foi oficialmente entregue à Câmara do Sardoal porque o consórcio construtor da Barragem da Lapa, a empresa Lena Construções, nunca procedeu à correção das anomalias detetadas na infraestrutura hidráulica. O consórcio construtor da Barragem da Lapa foi notificado em 2004 para proceder às obras, sendo certo que o grupo Lena assumiu a responsabilidade pelas mesmas, mas nunca as realizou.

Já em 2014, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Miguel Borges explicava que o município se “recusa a rececionar a obra sem as devidas correções às anomalias” detetadas na infraestrutura.

Uma inspeção realizada em 2004 pelo Instituto Nacional da Água obrigou ao início de descargas controladas na Barragem da Lapa, em virtude de se verificar, “por deficiente construção”, uma fissura junto à parede do descarregador e a inexistência de tela de isolamento no paredão junto à fonte de captação, “deficiências que condicionam”, afirmou naquela época Miguel Borges, o total aproveitamento da barragem e respetivo enchimento.

Barragem da Lapa. Foto: DR

A Barragem da Lapa entrou em funcionamento em dezembro de 2002 sendo o equipamento para abastecimento de água à população do concelho, inaugurado pelo então ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Isaltino Morais, do Governo de Durão Barroso.

Uma obra que custou cerca de 5 milhões de euros, financiados em 55% pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) 30% pelo Instituto da Água e 15% pela autarquia. Na época era presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Fernando Moleirinho, do PSD.

A Águas do Vale do Tejo ganhou a concessão de exploração da barragem em 2009 por um prazo de 40 anos e deveria ter pago, inicialmente, uma verba de cerca de 1 milhão e 98 mil euros à autarquia correspondente “ao esforço municipal, ou seja à comparticipação nacional”, explicou ao mediotejo.net o presidente Miguel Borges, montante que nunca foi pago na totalidade, apenas cerca de 300 mil euros, permanecendo uma dívida à Câmara no valor de 798 mil euros.

A barragem aproveita a água da ribeira das Sarnadas e da ribeira do Vale Formoso, que confluem num local próximo da localidade da Lapa, constituindo a partir daí a ribeira de Arecês.

Refira-se, como elementos de interesse, que a barragem tem 21 metros de altura máxima. A largura do coroamento (topo) é de sete metros e o cumprimento do coroamento é de 143 metros. A área do plano de água é de 98.811,60 metros quadrados e a capacidade máxima de armazenamento é de 640.495,10 metros quadrados.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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