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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Pedopsiquiatria regressou ao hospital de Tomar e CHMT tem 2 médicos para 432 utentes

O Centro de Desenvolvimento da Criança regressou à Unidade de Tomar do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) em novembro. Para 432 utentes (crianças e adolescentes) conta com dois médicos pedopsiquiatras e um enfermeiro na Pedopsiquiatria. No total, o CHMT conta com 58 profissionais que acompanham 5.293 doentes na área da saúde mental. 

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A pandemia da covid-19 provocou um aumento de mais de 25% dos casos de depressão e de ansiedade no mundo em 2020, afetando sobretudo mulheres e jovens, estima um estudo divulgado em outubro deste ano.

Segundo a investigação publicada na revista médica The Lancet, os primeiros dados globais sobre o impacto da covid-19 na saúde mental recolhidos em 204 países e territórios indicam que, em 2020, a pandemia originou 53 milhões de situações depressivas adicionais e 76 milhões de casos de transtorno de ansiedade.

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Em Portugal e na sub-região do Médio Tejo, o cenário problemático no que diz respeito à saúde mental não foi diferente. Em agosto o mediotejo.net noticiava que a pandemia fez disparar os casos de crianças e jovens a necessitarem de acompanhamento psiquiátrico e o CHMT não estava a conseguir dar resposta célere a tantos pedidos.

Meses depois, o Centro de Desenvolvimento da Criança regressou à Unidade de Tomar do Centro Hospitalar do Médio Tejo, especificamente no início de novembro e não nas primeiras semanas de setembro como tinha sido anunciado.

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Em resposta a perguntas colocadas pelo nosso jornal o CHMT esclareceu que “no início de novembro a área de ambulatório pediátrico, que inclui as consultas de Pediatria Geral, Pediatria de Desenvolvimento e Pedopsiquiatria, regressaram à Unidade de Tomar”.

Deu conta de serem 58 os profissionais de saúde mental que trabalham no CHMT entre psiquiatras, pedopsiquiatras, psicólogos, enfermeiros e outros clínicos.

Detalhando, atualmente o CHMT conta com 22 médicos psiquiatras (dos quais 10 são internos da Especialidade), dois médicos pedopsiquiatras, 10 psicólogos clínicos, um terapeuta da fala, dois assistentes sociais, dois enfermeiros Psiquiatria (ambulatório), 18 enfermeiros psiquiatria (internamento) e 1 enfermeiro Pedopsiquiatria.

Profissionais que acompanham 5293 doentes, 4862 utentes na Psiquiatria (adultos) e 432 utentes na Pedopsiquiatria (crianças e adolescentes), dados do dia 30 de novembro de 2021.

Existem, no entanto, listas de espera para consulta (LEC) nas especialidades de
Psiquiatria e de Pedopsiquiatria; 116 utentes em LEC Psiquiatria e 89 utentes LEC Pedopsiquiatria. Sendo os os tempos médios de espera (TME) na Psiquiatria de 30 dias e na Pedopsiquiatria de 72 dias.

Questionado para quando a possibilidade de as consultas de desenvolvimento poderem começar a ser efetuadas nas três Unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, ou seja, além de Tomar, também Abrantes e Torres Novas, o CHMT informou que “a realização de consultas de desenvolvimento nas três unidades é um projeto que está em análise e que depende da evolução da situação pandémica, embora já estejam a ser realizadas consultas de Pedopsiquiatria nas três unidades”.

Hospital de Tomar. Foto: DR

De acordo com o estudo, as pessoas mais jovens foram as mais afetadas por situações depressivas e de ansiedade em 2020, com a faixa etária dos 20 aos 24 anos a registar a maior prevalência de casos.

“O fecho das escolas e as restrições que limitaram a capacidade dos jovens de aprender e interagir com seus colegas, combinadas com o aumento do risco de desemprego, significaram que os jovens foram mais fortemente afetados”, adiantou Alize Ferrari, do Centro de Pesquisa de Saúde Mental da Universidade de Queensland.

Refere o relatório ‘Rede de Referenciação Hospitalar – Psiquiatria da Infância e da Adolescência’ com números de 2018, “existe um importante grau de continuidade entre muitas perturbações da infância, e principalmente entre as da adolescência, e as da idade adulta. Cerca de 50% das doenças mentais que se manifestam ao longo da vida têm o seu início na adolescência e 70% delas antes dos 24 anos de idade. O suicídio é a terceira causa de morte entre os 15 e os 35 anos de idade e os comportamentos auto lesivos e atos suicidas a segunda entre 15 e os 19 anos de idade. A intervenção precoce pode prevenir ou reduzir a probabilidade de incapacidade a longo prazo”.

Acrescenta que “o número de Serviços, de nível regional e local, e de Unidades existentes no país é baixo e tem uma distribuição desigual, comprometendo a equidade no acesso da população aos cuidados especializados em psiquiatria da infância e adolescência”.

Em números, de maio de 2018, a ARS LVT oferecia um Serviço Regional, três Serviços Locais e 8 Unidades sendo que nesse ano o número de médicos no CHMT, no que toca à especialidade em apreço era igualmente dois, indica o mesmo documento.

Entretanto, a comissária europeia da Saúde avançou que a Comissão Europeia está a trabalhar conjuntamente com os Estados-Membros para tentar aproximar e garantir o acesso dos jovens aos serviços de saúde mental, além de outras medidas de apoio.

C/Lusa

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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