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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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Especial Abrantes | Retrato das Freguesias: Pego

No âmbito das Festas da Cidade de Abrantes, que assinala no dia 14 de junho o seu centésimo primeiro aniversário de elevação a Cidade, o mediotejo.net visita o Concelho, dando a conhecer um pouco da história de cada uma das 13 freguesias que o compõem.

A localidade do Pego é conhecida por “Aldeia das Casas Baixas”. É uma das Freguesias mais antigas do Concelho, sendo os registos mais antigos que se conhecem de 1332. Em 1758 a antiga freguesia de Santa Luzia do Pego, no termo de Abrantes era do senhorio da duquesa de Abrantes, tendo passado mais tarde a freguesia independente.

Sendo Portugal rico em Lendas ao redor das origens dos nomes, Pego não é excepção: A palavra poderá ter origem na derivação de “peligues”, que significa poço sem fundo, ou noutra lenda: Uma bela pegacha que foi vender fruta ao castelo de Abrantes. Aí encontrou um capitão Francês, que se apaixonou pela beleza dela. Ele ofereceu uma borla de ouro, dizendo em mau português “Pegue”.

A freguesia do Pego está situada no centro do Concelho de Abrantes, e é uma das 3 freguesias que está exclusivamente rodeada de outras freguesias pertencentes ao mesmo Concelho. Tem como vizinhos as Mouriscas a nordeste, Alvega e Concavada a leste, São Facundo e Vale das Mós e São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo a sul e Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede a noroeste. É ribeirinha à margem esquerda do rio Tejo ao longo dos limites com Abrantes e as Mouriscas.

Tem a palavra… Maria Florinda Salgueiro (Bia), 55 anos. Está no cargo pelo PS desde 2013.

O que tem de melhor e de pior a sua freguesia?
De pior, o estacionamento, atendendo a que o Pego é uma freguesia com muita restauração (restaurantes e cafés). Os lugares de estacionamento que existem junto à EN 118 são poucos e os habitantes do Pego, bem como os visitantes, ainda não se habituaram a estacionar noutros locais, como por exemplo junto à Junta de Freguesia. Existe ainda o Jardim do Cruzeiro. A mudança feita foi para tentar melhorar uma situação desagradável para a população que residia junto do mesmo, contudo, o novo jardim “roubou” muito do espaço verde ali existente e que era o rosto deste local.

O que temos de melhor, as nossas “GENTES”, a nossa TRADIÇÃO, a nossa IDENTIDADE e a nossa GASTRONOMIA (os tão conhecidos petiscos de bucho e tripa às quartas feiras, as nossas migas carvoeiras com entrecosto, as couves com feijão e bacalhau assado, entre outros bons petiscos).

Não somos melhores, não somos piores, somos diferentes, somos Pego. Os pegachos (as) são um povo simples e humilde, mas com um bairrismo que nos une e nos distingue das outras freguesias:

Nos usos e costumes (Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pego), que é tão somente o grupo mais antigo do Ribatejo (64 anos de existência) e já levou o nome do Pego além fronteiras (França, Espanha, Suíça), bem como, às ilhas dos Açores e da Madeira, e que preservam e divulgam como ninguém a memória Coletiva do Pego.

No desporto (Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego) no futebol masculino a lutar sempre pelos lugares de destaque no desporto Distrital, bem como, toda a dedicação aos jovens da aldeia, nos vários escalões jovens que por aqui se pratica, no futebol feminino, que teve a sua iniciação este ano no Nacional da modalidade, com uma excelente prestação, na pratica de Judo, numa modalidade nova e que foi uma aposta de futuro, o Paintball, o resultado do trabalho desta equipa vai resultar na colocação do sintético no Parque de Jogos do Pego.

No desporto Motorizado e de Lazer (CAMP – Clube de Aventura e Motorizado do Pego), onde se realizam Passeios Pedestres, Passeios Todo o Terreno, Passeio de Automóveis Clássicos, a presença da fantástica equipa de patinagem, nos vários campeonatos de Patinagem Artística e a tão famosa prova do Campeonato Nacional do Troféu de Perícia Automóvel, onde estamos sempre representados pelo “nosso” piloto e campeão, residente no Pego.

Na caça e pesca, CAPEC, (Clube de Amadores de Pesca e Caça do Pego), que comemora este ano 50 anos de existência, ao serviço deste nobre desporto, e que através do CAPEC já trouxeram para Portugal, e através de um Pegacho uma medalha de bronze do Campeonato do Mundo de Veteranos de Pesca Desportiva, ou seja o terceiro melhor do Mundo em Pesca Desportiva é do Pego.

Na juventude, com a AJRCPEGO, (Associação Juvenil Recreativa e Cultural do Pego), com iniciativas como Exposições de Artesanato, Noite de Fados, criação da Pego TV (Meo 428008), Festas de Final de Ano, Canoagem e Jogos Tradicionais.

Na Caça, o Clube de Caçadores do Pego com as suas tão animadas e afamadas Montarias.

Na APEEPEGO (Associação de Pais e Encarregados de educação do Pego); no fantástico trabalho desenvolvido por esta equipa de pais; na criação de uma Escola de Música; na Feira de Artesanato; nas férias escolares com programas definidos para as crianças.

As minhas desculpas se ficou algum evento por mencionar, mas não deixa de ter tanta ou mais importância que todos os que muito rapidamente mencionei.

Nos festejos anuais do Pego, onde o envolvimento de 80 festeiros, são um retrato fiel da tradição do bem receber que temos no Pego. Na população Pegacha, na sua garra e determinação da defesa da sua “pequena” mas grande Aldeia do Pego.

Por tudo isto, o que temos de melhor no Pego, são as PESSOAS!

Como tem sido a relação da Junta de Freguesia com a Câmara Municipal?

Tem sido uma relação boa. O Município de Abrantes, liderada pela Presidente de Câmara Municipal, Maria do Céu Albuquerque, bem como todo o seu Executivo e os seus assessores, sempre nos apoiaram em todas as necessidades apresentadas por nós. Estas são apresentadas em reuniões de trabalhos e projetos a desenvolver que permitem que o trabalho possa ser feito em colaboração com o Município e a Freguesia.

Que dificuldades sente na gestão da freguesia?
A nível financeiro, trabalhamos cada vez com menos dinheiro (orçamento mais baixo) e temos cada vez mais despesas.

A Junta de Freguesia do Pego por exemplo, tem o orçamento anual para 2017 de 175.000,00€, o que significa que temos que governar a “Casa//Junta”, com apenas 14.000,00€ por mês (as despesas com os colaboradores, água, luz, seguros, aquisição de materiais de limpeza, despesas de pequenas reparações na freguesia, combustíveis, entre muitas outras despesas com outras necessidades). Resultado, o orçamento e os meios de financiamento ao dispor da Freguesia para este ano não permitem investimento, uma vez que, como é notório, o financiamento apenas cobre as despesa correntes e de gestão da Junta.

Ainda assim não é uma dificuldade, é apenas mais um motivo de arranjarmos mais motivação para o trabalho diário que se faz ao serviço da comunidade.

A maior dificuldade é mesmo conseguir trabalhadores que fiquem durante algum tempo a exercer as suas funções, pois a Junta recorre ao IEFP e muitas vezes estes trabalhadores conseguem trabalho na sua profissão e ficamos sem eles.

O que é mais gratificante no cargo de presidente de junta?
Ver o trabalho a que nos propusemos fazer ser desenvolvido, ter todos os dias um novo desafio, pois todos os dias temos algo diferente. Ouvir as pessoas e estar próximo delas, saber que estamos ali para ajudar e fazer tudo pela nossa terra.

Complete a frase: Não gostaria de terminar o meu mandato sem… ver concretizado o que nos propusemos fazer. Como exemplos, acabar com o grave problema das barreiras do Pavilhão Polidesportivo no Pego e tornar toda aquela zona envolvente num sitio agradável, incluindo a Casa Típica Pegacha. Gostaria ainda de ver o Pego com uma nova entrada, uma zona de lazer e uma zona verde para um Pego mais verde e alegre para quem vem e para quem está.

Retrato da Freguesia

Orago: Santa Luzia
Localidades: Pego e Coalhos
Área:  36,05 Km2
População: 2.431 habitantes

Ordenação heráldica do brasão: 18 de junho de 2001

Descrição do brasão: Escudo de azul, com casa térrea de prata, aberta de verde e coberta de vermelho; em chefe, ramo de oliveira de ouro, frutado do mesmo; campanha de burelas ondadas de prata e azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “PEGO – ABRANTES”.

Comecei numa das primeiras rádios locais do País, nos idos anos ‘80, passei pelas (então) novas áreas da informática, a par dos estudos da faculdade, e dediquei duas décadas à banca de investimento, até a Troika decidir mudar-me a vida. Troquei a capital por Abrantes e os números pelas letras. Não gosto do acordo ortográfico, continuarei a usar os "P" e dos "C", mesmo que não se leiam. A par da gestão e produção de vários projetos do grupo editorial do mediotejo.net fui desenvolvendo uma receita de compota de pimento que foi premiada em 2017 pela Inov’Linea e dois anos depois abri um espaço de restauração no centro histórico de Abrantes onde sirvo diariamente refeições com dois ingredientes especiais: amor e carinho.

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