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Sábado, Outubro 23, 2021

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Diretora clínica do CHMT demitiu-se invocando “motivos de ordem pessoal”

Menos de uma semana depois de ter entrado de baixa médica, por “doença súbita”, a diretora clínica do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) regressou na quarta-feira ao trabalho mas, poucas horas depois, apresentou a demissão das suas funções. Contactado pelo mediotejo.net, o Conselho de Administração do CHMT confirmou que “a Senhora Diretora Clínica, Dra. Ana Maria dos Reis Vila Lobos, apresentou, dia 3 de fevereiro, o pedido de demissão das funções de direção clínica, alegando ‘motivos de ordem pessoal'”, acrescentando ainda que “o Conselho de Administração compreende e respeita a decisão” e que o pedido de demissão “seguiu a adequada tramitação, tendo sido de imediato comunicado à tutela”.

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O CHMT não adiantou mais detalhes sobre o processo de demissão da diretora clínica, nem confirmou se o anestesista Nuno Franco se manterá no cargo para que foi nomeado “temporariamente” na sexta-feira passada, em substituição da colega que entrara de baixa médica.

A diretora clínica do CHMT enviou ontem um e-mail aos colegas anunciando que estava de volta ao trabalho mas, duas horas depois, acabaria por demitir-se de funções. Créditos: mediotejo.net

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Tal como o mediotejo.net noticiou, na passada sexta-feira houve discussões acesas entre os profissionais de saúde do CHMT, depois de terem recebido instruções para cancelar todas as intervenções cirúrgicas a partir de 1 de fevereiro, incluindo as consideradas prioritárias, em virtude do agravamento da pandemia de covid-19 e o necessário aumento de camas em Cuidados Intensivos. A situação, que deriva de um despacho do Ministério da Saúde enviado para todos os hospitais do país, motivou um protesto dos Diretores dos Serviços Cirúrgicos e Anestesiologia junto da Administração do CHMT, preocupados com “as graves consequências para todos os doentes, sobretudo com doenças oncológicas”.

Ana Vila Lobos ter-se-á oposto a algumas decisões do Conselho de Administração, confirmou o mediotejo.net junto de profissionais dos hospitais do CHMT, mas na passada sexta-feira não revelou publicamente a sua posição, tendo-se ausentado do trabalho por “doença súbita” e comunicado aos colegas que entrava de baixa médica, sendo substituída no cargo pelo diretor do Departamento de Anestesiologia e Blocos operatórios, Nuno Franco.

O Conselho de Administração anunciaria ao final do dia de sexta-feira que teve em consideração as sugestões dos responsáveis clínicos, conseguindo garantir que se mantivesse em funcionamento um bloco de cirurgia em Tomar, para as “cirurgias inadiáveis”, além de três blocos em Abrantes.

A diretora clínica já tinha estado numa posição fragilizada em setembro de 2020 aquando da demissão da diretora do Serviço de Medicina Interna, Fátima Pimenta, que, como revelou o mediotejo.net, se opunha a medidas da Administração para o combate à pandemia – em sua opinião, estavam a ser “relegados para segundo plano doentes agudos não infetados”. Nessa altura, mais de 40 médicos subscreveram um abaixo-assinado em apoio de Fátima Pimenta, que viria a ser reconduzida como diretora de serviço na semana seguinte.

Ana Vila Lobos tinha sido nomeada diretora clínica há um ano, substituindo no cargo Cristina Gonçalves. A sua nomeação tinha sido efetivada com a publicação em Diário da República, a 11 de fevereiro de 2020, da designação dos membros do Conselho de Administração para um novo mandato no Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE., com Carlos Andrade Costa como presidente do Conselho de Administração. No despacho n.º 1964/2020, Ana Maria dos Reis Vila Lobos era apontada para o cargo de vogal executiva, com funções de diretora clínica, por três anos.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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