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Chamusca | Um homem do Norte à conquista da Câmara pelo Chega (c/ áudio)

O sotaque não engana. Agostinho Carvalho é um homem do Norte que, aos 63 anos, já reformado da GNR, decidiu aderir ao partido Chega e aceitar o desafio de ser o candidato à presidência da Câmara da Chamusca.

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Até há poucos meses nunca esteve ligado à política, revela ao mediotejo.net. Mas, ao ouvir o presidente do Chega na televisão, começou a identificar-se com as ideias de André Ventura, líder do partido. Agostinho Carvalho vem de uma família tradicional de Vieira do Minho, no distrito de Braga, e chegou à Chamusca em 1987 para comandar o posto da GNR, concelho que acabou por escolher para viver com a sua família.

Identifica-se com os ideais do partido Chega e constata que “no nosso país há muita corrupção. O país podia estar muito mais adiantado se não fosse a corrupção”. Tudo fatores que o levaram a tornar-se militante, inscrevendo-se através do site do partido.

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Relata que depois disso foi contactado para liderar a estrutura concelhia do partido e mais recentemente encabeçar a lista para a câmara.

“Quero ser Presidente da Câmara”, afirma com convicção. No mesmo tom, acrescenta: “não sou racista, não sou xenófobo, não sou fascista”. Manifesta-se “contra todas as formas de corrupção, clientelismo e compadrio”.

“Por isso é que eu aqui estou e a dar a cara”, explica. De igual modo considera que o Chega não é xenófobo, nem racista, nem fascista. “É um partido democrático”, garante, acrescentando: “Nós não somos melhores, nem piores, somos diferentes”.

Na disputa eleitoral de outubro próximo, aponta como objetivo “ganhar a câmara”. “Não admito outro resultado. Quero ganhar”, afirma.

“As pessoas da Chamusca conhecem-me, todas sabem a pessoa que sou e de onde venho”, refere, adiantando que tem recebido mensagens de apoio.

Dirigentes do Chega na Chamusca. Foto: DR

De reformado da GNR a técnico de sinistros

Atualmente reformado da GNR, Agostinho Carvalho é técnico de sinistros e dedica-se a várias atividades em simultâneo. Como perito averiguador de sinistros, trata de acidentes de trabalho, rodoviários e de responsabilidade civil para várias companhias de seguros. A sua experiência na GNR leva-o a detetar muitas fraudes em acidentes.

Caçador desde muito novo, é presidente de três associações de caçadores: a Associação O Ninho das Cegonhas, a Associação de Caçadores e Pescadores Desportivos do Geraldo, estas duas no concelho da Chamusca, e ainda a Associação de Caçadores Nascente do Ave, em Anjos, Vieira do Minho, no sopé da Serra da Cabreira de onde Agostinho é originário. No âmbito desta atividade é representante dos caçadores no conselho cinegético da Chamusca.

Na pequena quinta onde reside com a família na Chamusca, dedica-se à agricultura biológica e é criador registado de galinhas de raças autóctones portuguesas, além de criar ovelhas e borregos.

Bom conversador, Agostinho Carvalho recorda que decidiu concorrer à GNR em 1980 depois de concluir o serviço militar. Nessa altura já tinha casado. Teve de deixar a mulher em Vieira do Minho e foi sozinho para Lisboa. Na GNR tirou vários cursos e foi subindo na hierarquia, primeiro cabo, depois sargento.

Nesta última promoção, em 1987, foi-lhe dada a missão de comandar a GNR da Chamusca, continuando a regressar à sua terra natal aos fins de semana.

Farto de estar sozinho durante a semana, instalou-se na Chamusca e trouxe a família do Norte. Tem três filhos. O mais velho é agente da PSP em Santarém e o do meio é militar na GNR. O mais novo teve graves problemas de saúde quando era criança e ficou com 92 por cento de deficiência, o que obriga a um acompanhamento diário por parte dos pais.

Depois de comandar a GNR na Chamusca durante 14 anos e já como sargento-chefe, foi nomeado comandante da GNR de Torres Novas onde esteve quase seis anos. Daqui seguiu para Abrantes onde foi adjunto do comando e onde acabou por sair para a reserva. Cinco anos mais tarde reformou-se.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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