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Abrantes | Sobre fatura da água ALTERNATIVAcom diz que “verdade e transparência dispensam propaganda”

Na sequência do comunicado emitido pelo ALTERNATIVAcom “sobre o elevadíssimo preço que as famílias suportam com a fatura do ambiente – água, saneamento e resíduos sólidos –, mesmo quando não consomem ou utilizam os referidos serviços, a maioria camarária PS escolheu, como habitualmente, ‘matar o mensageiro’ e tentar justificar o injustificável”, criticou o movimento independente em comunicado.

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O movimento, cujo candidato à Câmara nas eleições autárquicas é Vasco Damas, considera que “em vez de se focar no essencial – identificar os problemas e seus verdadeiros motivos, reconhecer genuinamente os erros e resolvê-los, e esclarecer com rigor e transparência os cidadãos – apostam os dirigentes do PS em montar uma máquina de propaganda sofisticada e cara que nenhuma falta faz à verdade e à transparência, paga pelos próprios munícipes por ela manipulados”.

Acrescenta que “ficaram os cidadãos perplexos e sem saber se a exorbitante fatura do ambiente se deve à desculpa de que o ‘estudo da DECO é confuso, deixa muito a desejar e está a ser corrigido’, à acusação de que ‘outros se aproveitam de fake news para fazer extrapolações desnecessárias’, ou ao reconhecimento de que, afinal, o preço da água, do saneamento e da recolha de resíduos sólidos é efetivamente elevado, o que seria justificado ‘pela taxa de cobertura da rede, pela qualidade da água e dos serviços prestados, pelos investimentos efetuados e pela grande quantidade de equipamentos e trabalhadores dos SMA’. Tudo isto dito com um ar muito sério…”.

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Contradizendo estas justificações “– que aos abrantinos caberá julgar, sabendo que a ficha de avaliação da qualidade do serviço prestado pelos SMA e pela Abrantaqua comprova a continuada existência de ‘dados pouco fiáveis’ e ‘indicadores com avaliação insatisfatória’ – foi avançada a surpreendente promessa de baixar o preço da água, apesar de esse preço aumentar todos os anos. Ora, à beira de eleições autárquicas e acumulando cargos por natureza temporários, com que ética democrática e credibilidade se faz tal promessa eleitoralista? Os cidadãos eleitores conhecem a resposta e não deverão esquecê-la no momento de colocar a cruz no boletim de voto”, vinca o ALTERNATIVAcom.

O movimento independente considera ainda que “não deverão esquecer as muitas promessas com que têm sido enganados, digam elas respeito ao concelho ou às freguesias. Ninguém ignora que a promessa de ‘alargamento da rede de equipamentos culturais e criação da Oficina da Cultura’ se traduziu no encerramento do cineteatro São Pedro há mais de três anos, não se imaginando sequer quando será reaberto. Ou que a ‘requalificação do Parque Industrial de Abrantes’ envergonha e desespera quem ali está instalado e diariamente recebe clientes e fornecedores. Ou, ainda, que a ‘revitalização do Centro Histórico’ jamais se fará com a anunciada demolição do antigo Mercado, para nesse local investir milhões em mais um duvidoso multiusos, para onde se proíbe o regresso do mercado diário”.

No mesmo comunicado o ALTERNATIVAcom lembra que “a promessa de ‘reflorestação do território e criação do corredor ligando zonas verdes da cidade’ ficou na gaveta enquanto se decidia em reunião de Câmara dar parecer favorável à plantação de eucaliptos em mais de 90% da área de (re)arborização aprovada. A vã promessa de ‘promoção do Encontro Ibérico do Azeite’ foi complementada pelo cancelamento nunca explicado do 180 Creative Camp e do prestigiado Festival de Filosofia de Abrantes. E a promessa de ‘consolidação do Orçamento Participativo e reforço da transparência e participação’ resultou no seu cancelamento e no adiamento da concretização dos projetos anteriormente aprovados. Isto sim, ‘é obra’!”.

Ao nível das freguesias, refere “o panorama das ‘promessas feitas para não cumprir’ é semelhante. O caso da U.F. de São Facundo e Vale das Mós é paradigmático: Em 2013, o PS prometeu ‘criar condições de saneamento básico em Vale de Zebrinho’. Não criou. Em 2017, voltou a prometer ‘analisar a viabilidade de instalação de saneamento básico em Vale de Zebrinho’. Não analisou. De permeio, entreteve-se a confundir drenagem de águas residuais (rede de esgotos) com despejo de fossas, a anunciar diferentes taxas de cobertura de saneamento básico e a intimidar quem ousasse apontar situações de despejo ilegal”.

Para o ALTERNATIVAcom “também muitas medidas aprovadas em Assembleia Municipal não tiveram a sorte que mereciam, como aconteceu com a recomendação, há três anos esquecida, de ‘Reflorir Abrantes’. Mas, verdadeiramente terrível é o que se tem passado com as empresas e o emprego. Tragicamente, o presidente da Câmara e candidato do PS às eleições autárquicas vangloria-se com a criação de 100 empresas no ano passado, parte delas individuais e só com sede em Abrantes, mas nada diz sobre as que fecharam ou reduziram a atividade, escondendo que nos dois primeiros meses de 2021 abriram 9 e fecharam 25 (quase o triplo!) e que o desemprego em Abrantes representa 24% da região e é o mais alto dos 13 municípios, três vezes superior à média!”.

Por fim o movimento ALTERNATIVAcom assegura que “só a verdade deverá ter lugar na política e na autarquia, respeitando a dignidade e a inteligência dos cidadãos”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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