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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Eleito do BE renuncia ao mandato por ter feito acordos com CHEGA e PSD (atualizada)

O deputado municipal eleito pelo Bloco de Esquerda, Pedro Grave, vai renunciar ao mandato. Na base da sua saída está a decisão de ter aceitado integrar uma lista com o Partido Social Democrata e o Chega para a Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo, o que foi criticado pela concelhia e pela distrital bloquista.

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Em comunicado, a Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Abrantes, liderada por Armindo Silveira, “condena e distancia-se” dessa decisão. Acrescenta que o referido deputado, confrontado pela Coordenadora Concelhia, “assumiu a sua responsabilidade exclusiva por esta decisão e comunicou que renunciará ao mandato”.

A Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Abrantes acrescentou ainda que “tomou conhecimento pela Comunicação Social que o deputado eleito pelo Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal integrou uma lista para a Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo com elementos do PSD e do Chega”.

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Pedro Grave foi cabeça-de-lista à Assembleia Municipal de Abrantes pelo Bloco de Esquerda e o único eleito para aquele órgão nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

A CDU, igualmente em comunicado, acusou o PSD e o BE de se aliarem ao Chega, numa lista conjunta onde constam elementos também do movimento independente ALTERNATIVAcom, para integrar a Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT).

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Um dos pontos que esteve em discussão na Assembleia Municipal de Abrantes, na passada sexta-feira, foi a eleição de quatro elementos para integrar a Assembleia da CIMT, tendo sido apresentadas duas listas; a A, do PS, e a B, juntando os partidos da oposição, exceto a CDU, que declinou o convite.

A lista A proposta pelo PS integrava António Mor, Piedade Pinto, Manuel dos Santos, António Veiga, Tiago Ricardo e Sérgio Lopes (os dois últimos como suplentes). A lista B, proposta pelo PSD, integrava João Fernandes (PSD), José Rafael Nascimento (ALTERNATIVAcom), Pedro Grave (BE), Luís Carloto (Chega), João Paulo Rosado (PSD) e Sónia Pedro (ALTERNATIVAcom), sendo os dois últimos suplentes.

A lista A obteve 12 votos e a lista B oito votos, tendo sido eleitos dois elementos de cada lista de acordo com o Método de Hondt, que, no caso, favorece a lista menos votada, permitindo a eleição do segundo elemento da lista B, porque o quarto elemento teria 4 votos (ou seja, 12 a dividir por três ou 8 a dividir por 2).

Feitas as contas, foram eleitos como representantes da Assembleia Municipal de Abrantes na Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo António Mor e Piedade Pinto (PS), João Fernandes (PSD) e José Rafael Nascimento (ALTERNATIVAcom). 

Distrital do BE condena acordo com partidos de direita

Em comunicado, o secretariado da Comissão Coordenadora Distrital (CCD) do Bloco de Esquerda de Santarém disse ter tomado conhecimento, “através da comunicação social, do acordo existente entre o Bloco de Esquerda, o Partido Social Democrata, ALTERNATIVAcom e o Chega para apresentar lista alternativa à do PS”, para representação da Assembleia Municipal de Abrantes na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, reprovando o ato.

“A CCD de Santarém não foi consultada nem se revê em qualquer acordo formal ou informal com partidos de direita, distanciando-se da decisão de integração de listas, ou ações que apoiem ou promovam políticas de direita em qualquer contexto”, refere.

Neste sentido, na mesma nota, o secretariado da CCD de Santarém diz que “reprova o acordo na Assembleia Municipal de Abrantes assim como o levado a cabo na freguesia de Alvega e Concavada, no concelho de Abrantes, que num entendimento com o PSD inviabilizou uma solução à esquerda provocando eleições intercalares para a respetiva União de Freguesias”.

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A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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