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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Abrantes | ALTERNATIVAcom questiona presidente da Câmara sobre Festival de Filosofia

Após ser tornado público que o Festival de Filosofia de Abrantes não se realizaria este ano 2019, o movimento ALTERNATIVAcom questionou na quarta-feira, em comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Valamatos, sobre as “razões concretas” para a não realização do evento no presente ano mas só em 2020.

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O movimento, que já anunciou a sua candidatura de Vasco Damas às eleições autárquicas de 2021 para a Câmara de Abrantes, congratula-se com “a retoma do Festival de Filosofia de Abrantes” anunciado para 2020, mas pretende, ainda assim, “em nome do rigor, da transparência e do respeito pelos cidadãos” ver esclarecidas algumas “dúvidas que persistem”.

Em cinco perguntas interroga: “Quais foram os reais e concretos motivos que levaram ao cancelamento da edição 2019 do Festival de Filosofia de Abrantes? Pretendendo-se ‘retomar o Festival com determinação e com a grandeza que ele merece’, em que medida estes fatores foram negligenciados nas edições anteriores do Festival? Quando foi tomada a decisão de cancelar esta edição e quando é que a mesma foi comunicada a cada um dos parceiros envolvidos e personalidades convidadas? Como decorreu o processo de tomada de decisão que culminou com o cancelamento do evento, designadamente em termos de articulação com todos as entidades e personalidades envolvidas ou interessadas? Que preparativos e compromissos estavam já efetivados (formais e informais), designadamente envolvendo parceiros institucionais e personalidades participantes?”, lê-se no comunicado.

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O ALTERNATIVAcom considera não ter existido “até ao momento, qualquer esclarecimento plausível sobre as razões concretas” da decisão de realizar a terceira edição do Festival de Filosofia de Abrantes no próximo ano, ainda sem data definida.

“Julgamos mesmo que ela terá sido comunicada aos parceiros tardiamente e sem que o assunto tivesse sido objeto de discussão prévia em Reunião de Câmara, como em nossa opinião se justificava. Esta situação criou uma compreensível inquietude e frustração em todos quantos contavam com a realização do Festival no decorrer do passado mês de novembro, sentimento que a autarquia tem vindo a procurar acalmar”, com o anúncio da realização da próxima edição do Festival em 2020.

No mesmo documento, o movimento ALTERNATIVAcom lembra ter sido anunciado pelo atual presidente da Câmara Municipal de Abrantes, “aquando da sua tomada de posse no passado mês de fevereiro, que daria continuidade às políticas e iniciativas da sua antecessora”, considerando por isso estar “criada a legítima dúvida sobre a credibilidade dessa intenção e a orientação da autarquia em matéria cultural”.

Refere ainda que “na sessão de encerramento da última edição” do Festival, “a então presidente da Câmara Municipal de Abrantes considerou a iniciativa ‘um importante instrumento para ajudar a discutir o nosso futuro coletivo’ e anunciou que ‘começaremos amanhã a trabalhar na edição 2019 do Festival de Filosofia’. Esta confirmação, aliás, esperada, criou legítimas expectativas nos abrantinos e visitantes interessados neste evento, o qual se presumia anual”.

O Movimento ALTERNATIVAcom afirma atribuir “uma importância primordial à Política Cultural do concelho”, no conjunto das políticas que devem reger o município.

“A Cultura está, em nosso entender, na base das dinâmicas democráticas e de desenvolvimento que defendemos, ao estimular o conhecimento fundamental e aplicado, o pensamento crítico e criativo, e a iniciativa empreendedora e transformadora, em todos os domínios da vida cívica, académica, profissional e empresarial da nossa comunidade, a nível individual e coletivo”, pode ler-se no documento.

Mais acrescenta o comunicado que “as características demográficas e geográficas de Abrantes recomendam que a Política Cultural do concelho tenha um carácter eclético e abrangente, compreendendo desde as abordagens mais populares e tradicionais, até às mais eruditas e experimentais”.

Numa ótica de “mente sã em corpo são”, o Movimento ALTERNATIVAcom vinca valorizar “as expressões culturais de génese local, nacional e global, cruzando a preservação e o orgulho pelo nosso património material e imaterial com o conhecimento e fruição de outras representações culturais que traduzem a riqueza da diversidade humana do nosso planeta”.

É neste quadro que perspetiva o Festival de Filosofia de Abrantes, organizado pela Câmara Municipal de Abrantes, o qual teve a sua primeira edição em novembro de 2017, dedicada ao tema “O regresso da história”, e a segunda edição em novembro de 2018, dedicada ao tema “A inteligência artificial, o trabalho e o humano”.

Vasco Damas., 49 anos, apresenta-se como candidato independente à Câmara de Abrantes em 2021. Foto: mediotejo.net

Lembra ainda o movimento que o Festival “contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República” e teve como parceiros “o Clube de Filosofia de Abrantes, a Câmara Municipal de Mação, a Câmara Municipal de Sardoal, a Palha de Abrantes – Associação de Desenvolvimento Cultural, a Fundação Serralves e os Agrupamentos de Escolas dos Concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal”.

Conclui o comunicado recordando que as duas edições do Festival “traduziram-se em relevantes casos de sucesso, amplamente divulgados pela comunicação social local e nacional, e muito apreciados por quantos participaram nas diversas atividades do Festival. Abrantes saiu mais enriquecida, mais prestigiada e mais orgulhosa da sua capacidade de realizar eventos desta envergadura”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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