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Abrantes | ALTERNATIVAcom propõe nova identidade para a cidade com Festa da Flor e estufa-fria

Tendo em vista as eleições autárquicas que se vão realizar este ano, o movimento ALTERNATIVAcom, que apresenta Vasco Damas como candidato à Câmara Municipal de Abrantes, promete hoje não só “florir a cidade”, como também “recuperar a antiga Festa da Flor e instalar uma estufa-fria floral”, visitável, num dos parques ou jardins.

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O ALTERNATIVAcom considera que em termos institucionais, Abrantes tem “definido e comunicado mal” a sua identidade territorial. Em comunicado, o movimento diz ter “mostrado com números, esta triste realidade; e apontado, com ideias, a maneira de a superar. Precisamos, definitivamente, de trilhar novos caminhos de liberdade, memórias, projetos e sensações”.

Para movimento independente candidato à Câmara de Abrantes nas próximas eleições autárquicas, a nova identidade deverá ser “integradora e não segregadora – e, para isso, questionámos recentemente os abrantinos e escutámos a sua sensibilidade. Sem surpresa, recebemos contributos diversificados porque Abrantes tem uma riqueza tangível e intangível, natural e edificada, muito variada. Ou não estivéssemos nós no centro de Portugal e de importantes eixos de transição, cruzados por múltiplas vias de comunicação, culturas e influências socioambientais. Num certo sentido, como disse um dos cidadãos inquiridos, Abrantes é ‘Portugal inteiro'”.

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Lembra que “Abrantes alberga o RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência, um corpo único, moderno e de primeira linha do Exército, com intervenção nacional (e internacional) diferenciada em contextos militares e civis. Aqui, a grande e histórica via fluvial que é o Tejo une duas realidades geográficas e antropológicas distintas, deixando-se acompanhar ou cruzar por duas linhas ferroviárias (da Beira Baixa e do Leste) e por cinco vias rodoviárias principais (A23, EN2, EN3, EN118 e IC9), enquanto a albufeira de Castelo do Bode oferece um potencial turístico extraordinário, para além de assegurar o abastecimento de água e eletricidade (tal como a Central Termoelétrica do Pego) à capital e ao país”.

Recorda também que Abrantes já foi “a ‘cidade florida’. Deixou de ser, por não perceber que as conquistas precisam de ser defendidas, conservadas e renovadas. Já se propôs, sem consistência nem sucesso, afirmar outras identidades: capital disto e capital daquilo – centenária, do basebol, dos doces, da energia, da criatividade, etc. – sem capitalizar absolutamente nada, a não ser abandono e decadência (com fina ironia, houve até quem sugerisse ‘capital da ferrugem’)”.

Acrescenta no mesmo comunicado que “a ideia de ‘cidade florida’, sendo hoje necessária mas não suficiente identidade, merecerá também valorização enquanto indelével dimensão identitária, como ficou demonstrado na manifestação popular de 2019 em defesa do antigo Mercado. Nesse sentido, propomos aos abrantinos, não só florir a nossa cidade, como também recuperar a antiga Festa da Flor e instalar uma estufa-fria floral, visitável, num dos parques ou jardins”.

Segundo o ALTERNATIVAcom “a identidade territorial, tal como a pessoal ou organizacional, é multidimensional e multifacetada, ou seja, não é composta por uma única dimensão, seja ela flores, doçaria, gastronomia, azeite, tradições, desporto, localização ou património natural e edificado. A identidade do nosso território são todas estas fantásticas dimensões, mas aquela que emerge e se destaca, como a copa de uma frondosa árvore, bem ramificada e enraizada, é a da centralidade e encruzilhada de caminhos, dos ‘caminhos da diver-cidade’, de todos os caminhos que vão dar a Abrantes” lê-se no mesmo documento.

Considera ainda que “Abrantes é inquestionavelmente, na região, a cidade que melhor corporiza esta ideia associada a centralidade, encruzilhada e diversidade, que, mais do que localização e dimensão, reflete história, património e orgulho de ser abrantino. Neste sentido, Abrantes é simultaneamente o meio, o fim (finalidade) e o princípio de tudo”..

O movimento ALTERNATIVAcom quer, pois, também no caminho para as próximas eleições autárquicas, “propor ao povo abrantino que esta seja a nossa identidade territorial, a marca que a próxima autarquia deve trabalhar para afirmar externamente Abrantes, com outra eficácia e outro benefício. Unamo-nos e inspiremo-nos – é este o nosso repto – à volta desta identidade, deste ‘leitmotiv’ que a todos sirva e de que todos se sintam parte responsável”.

Neste contexto, afirma fazer sentido apoiar “a construção do novo aeroporto de Tancos, acelerar a extensão do IC9 a Ponte de Sor, com travessia do Tejo em Abrantes, patrocinar o Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, valorizar o espelho de água e o Aquapolis (norte e sul), requalificar a envolvente das estações ferroviárias e apeadeiros do concelho, explorar o potencial turístico de Castelo do Bode e das estradas nacionais, em especial da Rota da EN2, e lançar uma iniciativa municipal – de investigação e debate – sobre Rotas Turísticas na Era Digital”.

Por fim explica que “a identidade é aquilo que permite reconhecer um território como único, distintivo e marcante. É a sua essência, o seu código genético, a sua vantagem competitiva face aos outros territórios, potenciando a capacidade de atração, satisfação e fidelização de visitantes. Ela contribui decisivamente para afirmar o território – suas pessoas e agentes económicos –, criar oportunidades e reforçar a resiliência perante as dificuldades”.

As eleições autárquicas são marcadas por decreto do Governo e deverão realizar-se entre 22 de setembro e 14 de outubro, de acordo com a lei.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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