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Sábado, Outubro 23, 2021

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Abrantes | ALTERNATIVAcom lamenta “angustiante novela” sobre Central do Pego

Afirmando que o caso da Central Termoelétrica do Pego está “lamentável e desnecessariamente, transformado numa embaraçada e angustiante novela” o movimento ALTERNATIVAcom exorta o próximo executivo municipal a adotar uma postura “mais dialogante, inclusiva e transparente”.

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“Passou apenas uma semana das eleições autárquicas e já os abrantinos recebem, de uma só vez, três “murros no estômago”: 1) O governo adia por três meses a decisão sobre o novo concessionário da Central Termoelétrica do Pego, terminando entretanto a licença de exploração sem se saber o que acontecerá aos trabalhadores e fornecedores; 2) A empresa que gere a central avança com uma providência cautelar para suspender o concurso público de atribuição do ponto de ligação à rede; 3) O dinheiro proveniente do Fundo de Transição Justa será para dividir por mais concelhos e regiões, e não apenas por Abrantes, Sines e Matosinhos” refere o movimento ALTERNATIVAcom em comunicado enviado ao mediotejo.net.

Em torno da Central Termoelétrica do Pego, o texto enviado, intitulado “Quanto custará (e quem pagará) esta trapalhada?”, o movimento de independentes (que elegeu Vasco Damas como vereador para o próximo executivo camarário de Abrantes) lamenta a “embaraçada e angustiante novela” que se tornou a questão da central, admitindo que tal era evitável “se tivesse havido suficiente diálogo e humildade democrática” por parte do até então executivo municipal que, diz, “optou por marginalizar as forças vivas do concelho e privilegiar a concertação externa com os seus pares partidários”.

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No comunicado, o ALTERNATIVAcom refere que “a ‘trapalhada’ foi criada pelo governo e contou com a conivência do executivo municipal de Abrantes”, apontando “falta de visão e de foco no essencial, aliadas a uma irrazoável credulidade e sucessivas incoerências, numa lógica de ziguezague” que fizeram “perder tempo precioso e oportunidades inadiáveis”.

Central do Pego. Foto: CorreiaPM/Wikipedia

Ainda no mesmo texto, o movimento lembra as intervenções feitas a este propósito nos órgãos executivo e deliberativo do concelho de Abrantes. “

“Em setembro de 2020, exortámos a Câmara e a Assembleia Municipal de Abrantes a ‘tomarem uma posição firme junto das entidades governamentais e empresariais, no sentido de que estas esclarecessem rapidamente e com total transparência qual o futuro que projetavam para a Central’ e a ‘adotarem uma atitude exigente face às intenções e planos do governo, das empresas e de quaisquer outras entidades envolvidas’. Mais, recomendámos que se ‘abstivessem de defender ou apoiar, e se necessário denunciassem, quaisquer soluções ou projetos técnica e economicamente mal fundamentados, insuficientes ou prejudiciais para Abrantes, ou com contornos políticos pouco claros, viessem eles de onde e de quem viessem” e que ‘assumissem o papel e a responsabilidade que lhes cabe no âmbito do Fundo para a Transição Justa’ “, é referido.

“Já este ano, em 26 de julho, alertámos os abrantinos para a necessidade de se prepararem para um ‘passo de valsa’ visando fazer sair a autarquia por cima, traduzido num acordo com o governo para a preservação dos postos de trabalho da Central. Esse passo foi dado – com a participação da autarquia na elaboração dos termos do concurso e no acordo firmado com os municípios de Sines e Matosinhos – mas, como provam os três reveses agora noticiados, tratou-se afinal de um ‘passo em falso’, dado por uma jogada eleitoral de ‘perna curta’ ”, acrescenta ainda o comunicado.

Mostrando abertura para cooperar com “todas as forças e dirigentes políticos que estejam honestamente dispostos a escutar, dialogar e acolher as perspetivas que se mostrem mais acertadas e beneficiosas para o nosso território e a nossa comunidade”, o ALTERNATIVAcom exorta ainda o próximo executivo municipal a adotar “uma postura mais dialogante, inclusiva e transparente”.

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Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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