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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Abrantes | ALTERNATIVAcom defende “saúde de proximidade” em proposta de deliberação

O vereador Vasco Damas, do movimento ALTERNATIVAcom, deu conta de duas propostas de deliberação que serão votadas na próxima reunião de executivo de Abrantes, dia 23 de novembro. Uma sobre Cuidados de Saúde Primários e outra sobre a conservação das fontes e fontanários do concelho.

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O vereador Vasco Damas entregou duas propostas de deliberação, na última reunião de Câmara municipal de Abrantes que serão votadas na próxima reunião de executivo, dia 23 de novembro.

Na primeira, sobre Cuidados de Saúde Primários, intitulada ‘Cuidados de Saúde primários: Não Deixar Ninguém para Trás!’ o movimento independente lembra que “segundo a Organização Mundial de Saúde, os Cuidados de Saúde Primários decorrem de um compromisso com a justiça e equidade social e do reconhecimento do direito fundamental ao nível mais elevado possível de saúde, havendo evidências de que reduzem os encargos totais com a saúde e melhoram a eficiência, reduzindo os internamentos hospitalares”.

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E enumera sete medidas que o movimento defende para uma “saúde de proximidade”. São elas: 
“1- Seja feita uma identificação isenta e rigorosa das necessidades e carências de serviços médicos, de diagnóstico e de enfermagem, numa ótica de proximidade e solidariedade, assim como a avaliação – junto dos autarcas e da população residente nas treze freguesias de Abrantes – da satisfação com o acesso e fruição desses serviços, abrangendo a saúde física, mental e social (incluindo o combate à solidão);
2- Sejam urgentemente encontradas, com as autoridades locais de Saúde, soluções para os problemas já conhecidos e que se arrastam sem solução estável há demasiado tempo, incluindo a falta de médicos e de enfermeiros nas extensões de saúde;
3- Seja feita uma avaliação isenta e rigorosa do cumprimento do Regulamento n.º 247/2020 (Incentivos Financeiros a Médicos das USF), incluindo os resultados obtidos e, se for o caso, as recomendações de melhoria;
4- Seja feita uma avaliação isenta e rigorosa da resposta dada pelo serviço de Transporte a Pedido aos cidadãos (e acompanhantes) que precisam de se deslocar a unidades de saúde locais e regionais (incluindo o regresso);
5- Sejam analisadas as possíveis vantagens e benefícios da aquisição e disponibilização de Unidades Móveis de Saúde (apoio médico, de enfermagem e psicossocial), à semelhança do que já acontece noutros municípios, como Grândola, Mértola, Covilhã, Esposende, Proença-a-Nova, Carrazeda de Ansiães, etc;
6- Não estando o SNS em condições de garantir respostas firmes e de curto prazo, se procure nos sistemas privado e social de Saúde as soluções – definitivas ou provisórias – que respondam de forma sustentável às necessidades e anseios das populações, à semelhança do que fizeram outros municípios, como Idanha-a-Nova, Oeiras ou Cascais;
7- Todas as propostas anteriores – ou aquelas que forem aprovadas – sejam concretizadas e apresentadas ao executivo municipal até ao primeiro trimestre do próximo ano (2022).”

Reunião de Câmara de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Em comunicado o ALTERNATIVAcom considera que “os Cuidados de Saúde Primários, disponíveis e praticados no nosso concelho, não satisfazem quem deles precisa, nem garantem a atratividade do território. Há demasiados anos que as nossas populações se queixam da falta de serviços médicos, de enfermagem e de radiodiagnóstico. Várias freguesias rurais têm vindo a perder serviços de proximidade, sem que os seus habitantes – sobretudo os mais idosos e dependentes – sejam compensados com adequados serviços de transporte e de acompanhamento. Mais dramático, ainda, é o facto de estas carências estarem a ser perigosamente ‘normalizadas’, com base no absurdo mito da “impossibilidade”.

O movimento independente defende não ser “normal, nem aceitável, que haja freguesias com edifícios e equipamentos desaproveitados, sem um único médico e em que o enfermeiro, escalado apenas meia hora por semana, nem esta ridícula frequência cumpre há vários meses (alegadamente por estar no centro de vacinação anti-COVID-19). E que a ‘Carrinha do Cidadão’, equipada para prestar serviços de saúde, não os preste, ou que a USF D. Francisco de Almeida (Abrantes), com amplas e excelentes instalações, não realize exames básicos de diagnóstico (como RX) e não passe atestados médicos para renovação da Carta de Condução”.

Para o ALTERNATIVAcom “também não é normal, nem aceitável, que o Centro de Saúde não tenha instalações adequadas e a população se queixe da dificuldade de acesso a consultas de recurso, ou que haja idosos a queixar-se do frio que, por estes dias, faz no centro de vacinação junto aos Bombeiros. Ou que, em Abrantes, os setores privado e social não ofereçam serviços subsidiários ou alternativos ao SNS, ao nível do que oferecem noutras cidades e concelhos comparáveis. Ou, ainda, que não existam estatísticas e outras informações básicas de Saúde, tanto do lado da oferta como da procura, o que indicia uma reprovável falta de transparência e ausência de responsabilização”.

O movimento independente defende que “os cuidados de saúde cheguem com proximidade espacial e temporal a todos os bairros e aldeias de Abrantes, assistindo todos e cada um dos cidadãos, não apenas numa perspetiva preventiva, mas também terapêutica e curativa”. E que seja “reforçada a cobertura de equipamentos e serviços de saúde no concelho e nas freguesias, sobretudo das mais rurais e periféricas, articulando com as instituições públicas e privadas de saúde”.

ÁUDIO | VASCO DAMAS, VEREADOR ALTERNATIVAcom CM ABRANTES:

O vereador eleito pelo movimento independente deixou ainda uma proposta de deliberação para incluir na ordem do dia da próxima reunião de Câmara relativa às fontes e fontanários do concelho, no que afirmou ser “uma preocupação” do movimento ALTERNATIVAcom.

Uma proposta, esclareceu Vasco Damas, que “pode ser aprovada na sua totalidade ou ponto por ponto”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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