Sábado, Fevereiro 27, 2021
- Publicidade -

Abrantes | ALTERNATIVAcom defende reforço de equipamentos e serviços de saúde

O movimento ALTERNATIVAcom defende “o reforço da cobertura de equipamentos e serviços de saúde no concelho e nas freguesias, sobretudo das mais rurais e periféricas, articulando com as instituições públicas e privadas de saúde”. Em comunicado, assume o compromisso de fazer chegar “os cuidados de saúde a todos os bairros e aldeias de Abrantes, assistindo todos e cada um dos cidadãos, não apenas numa perspetiva preventiva, mas também terapêutica e curativa”.

- Publicidade -

O movimento de independentes, liderado por Vasco Damas, que se apresenta como cabeça de lista à Câmara Municipal de Abrantes nas próximas eleições autárquicas, garante que “connosco, a saúde da população de Abrantes merecerá outra atenção e abordagem. Desde logo, não confundiremos a promoção da saúde dos cidadãos com a excessiva presença em atos protocolares e exposição da imagem pessoal. Seremos mais atentos, exigentes e cooperantes, naquilo que competir às entidades da administração central do Estado e IPSS. E seremos mais ambiciosos, inovadores e empreendedores, em tudo aquilo que tiver a ver ou puder ser assumido pela autarquia”.

O ALTERNATIVAcom recorda que “a saúde da comunidade constitui uma das principais atribuições do município, merecendo atenção prioritária dos autarcas empenhados no bem-estar das populações. Compete às câmaras municipais prevenir os perigos para a saúde ou segurança das pessoas, apoiar as atividades que contribuam para a promoção da saúde e prevenção das doenças, e prestar apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo as que permaneçam em instituições não legalizadas”.

- Publicidade -

No mesmo documento lê-se que “estas competências, bem como as das freguesias em matéria de cuidados primários de saúde, é exercida em parceria com as instituições da administração central do Estado e as IPSS, assim estabelece o regime jurídico das autarquias locais. Esta colaboração mútua, imprescindível em tempos de estabilidade e normalidade, torna-se crucial em períodos de crise como o que estamos a atravessar”.

Reconhecendo que município e as freguesias “têm realizado um trabalho satisfatório no apoio às referidas entidades, bem como às populações – sobretudo as mais frágeis e vulneráveis – residentes nos respetivos territórios” o movimento considera ser necessário, “ter a noção de que a responsabilidade e o envolvimento das autarquias em matéria de saúde não se pode limitar a aspetos logísticos relacionados com espaços físicos ou alimentação”.

O movimento sublinha que “se a ocorrência da atual pandemia veio pôr a nu as fragilidades da rede municipal de equipamentos e serviços de saúde, e realçar a importância e urgência de se reforçar e desenvolver os cuidados de saúde em todo o nosso concelho, acabou também por demonstrar a falta de adequada e suficiente articulação, coordenação e cooperação entre o município e as autoridades locais de saúde e solidariedade”.

Exemplifica com “o episódio verificado no passado mês de novembro (ainda por esclarecer) dos casos mal contabilizados de Covid-19, os quais determinaram a classificação do concelho em risco muito elevado de contaminação, levando à imposição de medidas fortemente penalizadoras de encerramento e confinamento”.

O movimento ALTERNATIVAcom assegura não desistir de “exigir ao município os prometidos esclarecimentos e apuramento de responsabilidades, sendo obrigação deste responder com rigor às questões que colocámos”.

No comunicado considera que “o processo de vacinação recentemente iniciado veio revelar novas disfunções e fragilidades do sistema, ao marginalizar as autarquias deste processo. Na realidade, ao não se envolver os municípios e as freguesias na discussão e definição dos critérios de prioridade, permitiu-se que fosse negligenciada e protelada a vacinação nos centros de dia, casas de acolhimento, estruturas residenciais para idosos e domicílios apoiados, onde se encontram muitos utentes acamados e dependentes”.

Por esta razão, continua o movimento “e pelo facto de não terem sido estabelecidos mecanismos de controlo apropriados, gerou-se uma desnecessária confusão, a qual permitiu o aproveitamento ilegítimo e doloso, por parte de indivíduos sem carácter e oportunistas, do processo de vacinação. O movimento ALTERNATIVAcom entende que estes casos devem ser identificados e divulgados, dando-se aos eventuais prevaricadores a possibilidade de se justificarem ou retratarem”.

Considera, ainda, que “a emergência imposta pela pandemia por SARS-CoV-2 não pode levar a ignorar nem paralisar os normais cuidados de saúde à população, cujas necessidades se mantêm ou agravaram, tanto no que respeita à saúde física, como mental. Além do dever de manter atualizado o portal municipal, o qual contém informação obsoleta e omite outra essencial em matéria de Saúde (e não só), o executivo camarário tem a obrigação de manter os munícipes informados sobre a taxa de cobertura e a perspetiva de acesso a médico de família”.

Entende também que o município “deve publicar periodicamente os indicadores de desempenho dos Centros de Saúde e das novas USF, onde investiu verbas significativas, assim como informar publicamente sobre a execução do Regulamento n.º 247/2020, de 17 de março, respeitante aos incentivos financeiros a médicos das unidades de saúde familiar”.

O movimento ALTERNATIVAcom insiste para que “não continuem a ser descurados os princípios democráticos de transparência e prestação de contas”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).