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Abrantes | ALTERNATIVAcom critica PS por “mais alta” taxa de desemprego da região

O movimento independente ALTERNATIVAcom manifestou “grande preocupação” como o número do desemprego e com o futuro das empresas no concelho de Abrantes. Em comunicado enviado às redações, o movimento afirma que “as empresas instaladas merecem outra atenção e consideração, exatamente a que têm necessitado e justamente reivindicado, mas não têm encontrado da parte do município”.

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Nota também que “dos treze municípios do Médio Tejo, Abrantes é responsável por 25,9% dos desempregados inscritos no IEFP (1.498), quase o dobro do município que se lhe segue (Ourém). Estes desempregados representam cerca de 10% da população ativa, a mais alta taxa da região. No mês passado (dezembro de 2020), o número de desempregados aumentou em Abrantes (+11,5%), tendo diminuído no Médio Tejo (-1%). São números arrasadores que nos devem preocupar e indignar”.

Além disso, os independentes, liderados por Vasco Damas, cabeça de lista do movimento à Câmara Municipal de Abrantes nas eleições autárquicas de 2021,  manifestam apreensão “quanto ao futuro da central termoelétrica do Pego e dos cerca de 300 trabalhadores permanentes e 500 ocasionais que lá trabalham, assim como dos 80 trabalhadores da insolvente FRASAM – Fundições do Rossio de Abrantes. No conjunto, estes trabalhadores diretos representam cerca de 12,5% do emprego por conta de outrem do concelho, devendo também ser tidos em conta os impactos indiretos. Esta é uma realidade que o município não pode ignorar ou apenas simular empenho, devendo pôr os interesses de Abrantes antes e acima dos interesses partidários ou outros”.

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Para o ALTERNATIVAcom os dados do desemprego “não surpreendem, se tivermos em conta que não há uma promoção séria do empreendedorismo e que os programas de incentivo ‘Abrantes Invest’ e ‘+ Comércio no Centro’ são um fracasso”.

Em maio do ano passado, o movimento questionou o município sobre esta matéria, “não tendo havido qualquer resposta. Permanece um manto de opacidade sobre os custos e a eficácia dos instrumentos municipais de desenvolvimento económico, incluindo o parque tecnológico Tagusvalley”, lê-se no comunicado.

Ainda assim, “foi revelado que ao abrigo do programa ‘+ Comércio no Centro’ foram investidos nos últimos seis anos 62.117,13 euros para apoiar o arrendamento e a criação de apenas 46 novos postos de trabalho em 34 novos estabelecimentos (aproximadamente 1 a cada dois meses). Todavia, nada se disse sobre os estabelecimentos encerrados e os postos de trabalho extintos no mesmo período (uma realidade que salta à vista de todos), sendo legítimo assumir que Abrantes tem regredido, não apenas em termos relativos (comparativamente com outros municípios), mas também absolutos”.

O movimento independente nota que “a máquina de propaganda do município reforça-se continuamente e procura fazer crer, sobretudo em vésperas de eleições autárquicas, que são feitos importantes investimentos e criados muitos e bons postos de trabalho. Tal até seria verdade, se as promessas políticas feitas na última década tivessem sido cumpridas, o que não foram”. Enumerando projetos anunciados como “Tectania, RPP Solar e Ofélia Club teriam criado mais de 2.650 postos de trabalho, absorvendo todo o desemprego de Abrantes e, até, fixando novos habitantes. Como se sabe, tal não aconteceu e nunca foram dados esclarecimentos plausíveis”.

Reconhece que “o novo restaurante McDonald’s criou postos de trabalho, a maioria deles precário e a tempo parcial, mas quantos estabelecimentos de restauração e bebidas encerraram? Com inusitada pompa e circunstância, foi inaugurado um stand automóvel nas instalações onde outro havia anteriormente soçobrado, mas quantas concessões e oficinas automóveis fecharam em Abrantes, um concelho onde algumas grandes marcas deixaram de estar representadas? O mesmo se passou em muitos outros ramos de atividade…”, refere o movimento.

O ALTERNATIVAcom acusa o município de esconder os números e diz que “basta consultar as estatísticas do INE para se ficar a saber que, entre 2015 e 2018, Abrantes perdeu peso (ou quota) empresarial no conjunto dos treze municípios do Médio Tejo, tanto no que se refere a grandes empresas, como a PME. Assim, enquanto o número de empresas na região cresceu 5,5%, em Abrantes cresceu menos de metade (2,6%), passando de uma quota de 13,2% para 12,8%. Esta quebra foi particularmente notória no sector das atividades administrativas e serviços de apoio, em que Abrantes decresceu 40,7%, contra um acréscimo de 11,8% no Médio Tejo”.

Quanto às empresas instaladas no parque industrial de Abrantes (zonas norte e sul) e nas zonas do Pego e Tramagal, considera o caso “paradigmático”.

Notando que as empresas são “atraídas por preços de instalação, condições de acesso e benefícios fiscais (que já não se diferenciam dos oferecidos por parques e zonas industriais de outros municípios), estas empresas têm visto as suas expetativas goradas por uma gestão amadorística destas infraestruturas, onde sobra em indisponibilidade, negligência e desinteresse o que falta em diálogo, conservação e melhoramentos. Sendo Abrantes um território industrial, a falta de investimento e promoção das zonas industriais explica muito da debilidade económica do concelho”, considera o movimento.

Apontando exemplos, destaca os “problemas de acessos, manobrabilidade, pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical, estacionamento, limpeza, eliminação de ervas, etc”. E ainda “dificuldades com comunicação e negociação, burocracia e demoras injustificadas, planeamento e captação de investidores, serviços partilhados de apoio, estudos de impacto social e ambiental, etc. Para que o parque e zonas industriais de Abrantes, Pego e Tramagal não sejam meros ‘depósitos’ de empresas, importa que se assuma uma efetiva orientação para o mercado e capacidade de resposta às necessidades dos investidores”.

Para o ALTERNATIVAcom, “aos municípios compete fomentar o desenvolvimento, promovendo e apoiando atividades económicas de interesse local. Só o desenvolvimento sustentável – baseado numa forte capacidade empreendedora e empresarial, de investimento e formação, de incentivo à fixação de pessoas e de baixos custos de contexto – pode gerar emprego, rendimentos e bem-estar. Os cidadãos são os principais atores económicos, sociais e culturais desta obra exigente, competindo aos órgãos locais do Estado abrir caminhos, regular, incentivar, apoiar e fiscalizar”, conclui.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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