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Sábado, Junho 12, 2021

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Abrantes | ALTERNATIVAcom critica política de transportes e apresenta 12 propostas

O ALTERNATIVAcom criticou hoje a politica de transportes em Abrantes e apresentou 12 pontos relacionados com transportes e comunicações para o concelho.

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Em comunicado, o movimento independente afirma ter “plena consciência dos esforços, dos custos e do tempo” mas avança com de conjunto de medidas, “algumas das quais poderão requerer mais de um mandato garantindo”, assegurando que “correspondem a muito mais do que meras promessas ou boas intenções”.

Segundo o movimento independente, que se candidata à Câmara Municipal de Abrantes nas eleições autárquicas de 2021, as medidas apresentadas “traduzem uma alteração profunda nas prioridades autárquicas, uma determinação e coragem políticas que há muito faltam a Abrantes e o compromisso firme de quem tem a convicção de que poderá vir a assumir a responsabilidade de governar o município, trabalhando lado-a-lado com todos os abrantinos, independentemente das cores partidárias”.

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Falando numa “pesada herança da governação autárquica PS” dá conta de ter solicitado em 24 de junho de 2020 uma reunião com o Ministério da Coesão Territorial, “o qual ignorou” a solicitação. O movimento reforçou o pedido “em abril e maio do corrente ano, tendo a reunião sido recusada e endossada para a CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro”.

Afirma que “a política de transportes do município de Abrantes tem sido um verdadeiro desastre, caracterizada pela escassez de meios, desfasamento de horários e falta de segurança dos passageiros, situação que se agravou com as restrições impostas pela crise de pandemia (p.e. crianças a viajar de pé), que o município não soube gerir convenientemente”.

E o aBUSa “está longe de dar resposta às legítimas necessidades e expetativas de uma população cada vez mais envelhecida e com mobilidade reduzida, contribuindo negativamente para a crescente desertificação do centro histórico da cidade e declínio do comércio tradicional”.

Assim, assumindo o compromisso de “tudo fazer, tanto no que de nós depender, como no que haverá a influenciar e pressionar junto de outras instâncias e entidades” enumera as tais prioridades:

“1- Criar um serviço de transporte público regular, acessível a todos os cidadãos, que cubra toda a cidade e todo o concelho, todos os dias da semana e várias vezes ao longo do dia. É preciso facilitar e promover significativamente a mobilidade, a interação e a coesão social dentro do concelho, acrescentando valor a todos os cidadãos;

2- Com os concelhos vizinhos, a CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e os operadores de transporte rodoviário, analisar os resultados do projeto Transporte a Pedido e coordenar soluções inovadoras e mais favoráveis de transporte regional e inter-regional, incluindo carreiras regulares para a capital (Lisboa) e circuitos turísticos;

3- Promover a mobilidade sustentável, designadamente facilitando a circulação segura dos peões, incentivando a partilha de transportes, criando uma rede equilibrada, integrada e segura de ciclovias, garantindo interfaces de multimodalidade e oferecendo soluções de estacionamento onde este mais falta faça;

4- Assegurar, em articulação com as operadoras, 100% de cobertura do nosso território com adequada rede de comunicações, oferecendo bom sinal para telemóveis e boa velocidade de Internet. É preciso facilitar a generalizar a acessibilidade às comunicações móveis e de dados, facilitando o estudo, o trabalho, o consumo e a socialização à distância;

5- Disponibilizar acesso gratuito à Internet no espaço público, em determinados pontos da cidade e em todas as aldeias das freguesias rurais e periféricas;

6- Fixar um prazo definitivo para a construção da nova ponte sobre o rio Tejo em Tramagal, no âmbito da extensão do IC9 até Ponte de Sor ou, em alternativa, criar condições para que a referida ponte (ou sucedânea) seja construída pelos municípios interessados;

7- Realizar as diligências necessárias junto da IP – Infraestruturas de Portugal e outras entidades oficiais para que sejam construídos os viadutos que eliminarão as chamadas “curvas do Tramagal” na EN118;

8- Concretizar a operação estratégica (OE14) prevista no PUA – Plano de Urbanização de Abrantes de construção de variante à EN118/Avenida Avelar Machado, incluindo a requalificação de toda a envolvente em Rossio ao Sul do Tejo;

9- Concretizar as demais operações estratégicas do PUA que façam sentido, depois da revisão deste documento, estando completamente afastada a hipótese de demolição do antigo Mercado, defendendo-se o regresso do mercado diário ao seu edifício original, depois de requalificado;

10- Diligenciar junto da CP – Comboios de Portugal mais e melhor oferta de transporte ferroviário de passageiros (regular e especial/turístico), incluindo a criação de um serviço diário entre Abrantes (ou Ponte de Sor) e o Entroncamento, semelhante ao que existe entre Tomar e o Entroncamento, pensado para quem trabalha na capital (Lisboa) ou em localidades intermédias;

11- Com a IP – Infraestruturas de Portugal e os operadores rodoviários, proceder à renovação de todas as Estações, Apeadeiros e Terminais localizados no nosso concelho, os quais devem constituir dignas e acolhedoras portas de entrada, assim como impressivas montras da nossa riqueza natural e cultural;

12- Continuar a defender a opção Tancos como alternativa ao aeroporto do Montijo, ou mesmo como principal aeroporto internacional de Portugal, movimentando passageiros e carga, mobilizando todas as forças vivas das regiões envolventes para a defesa desta opção”.

O movimento ALTERNATIVAcom entende que “nos territórios interiores e em crescente declínio demográfico, mais do que em quaisquer outros, a mobilidade e as acessibilidades são fatores estratégicos de desenvolvimento, devendo os transportes e as comunicações ser considerados e tratados como um direito básico e universal das populações, acrescentando valor a cada indivíduo, família, empresa e comunidade”.

Isto significa que “todos devem ter acesso facilitado aos transportes e à mobilidade, nomeadamente entre as freguesias rurais/periféricas e a cidade, e entre os bairros/aldeias e os centros históricos e instituições públicas, administrativas e de serviços. Significa, também, que devem ser melhoradas as ligações regionais e à capital (Lisboa)”.

Mas para o movimento independente, Abrantes “revela outras debilidades clamorosas, como por exemplo ter apenas vendido e registado 1 veículo pesado de passageiros (e 7 de mercadorias) em seis anos (2014 a 2019). Ou de ter vendido e registado em 2019 apenas 9 veículos novos por mil habitantes, quando a sub-região do Médio Tejo vendeu e registou 13 (mais 46%). Ou de estar, em acidentes de viação com vítimas, bastante acima da média (+56%) dos treze municípios.

No domínio das comunicações, “todos devem ter acesso facilitado às comunicações analógicas e digitais, usufruindo de razoável sinal de rede móvel e velocidade de dados. Não é aceitável, nem do ponto de vista moral e de coesão social, nem do ponto de vista das estratégias de desenvolvimento local, regional e nacional, que persistam impedimentos, obstáculos e ineficiências de comunicação, designadamente nas povoações mais pequenas e isoladas”.

O ALTERNATIVAcom nota ainda que em “muitas aldeias de Abrantes, não é possível comunicar por voz e mensagem a partir de telemóvel (obrigatório para realizar operações bancárias e outras), a televisão é vista com muitas interferências e a velocidade da Internet é lastimável, apesar de os seus habitantes pagarem tanto quanto um cidadão a residir na capital, com rede 5G e fibra ótica. Mas não só, Abrantes tem cerca de metade dos postos telefónicos públicos e estações de correio, em equivalência de habitantes, quando comparado com a média da sub-região”, conclui.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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