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Abrantes | ALTERNATIVAcom acusa PS de confundir “partido e município”

Dentro de sete meses, os abrantinos voltarão às urnas para escolher novos autarcas, os quais cumprirão até 2025 um mandato de quatro anos. O movimento ALTERNATIVAcom é um dos candidatos à Câmara de Abrantes e acusa hoje o PS de confundir “partido e município”, e que a “força” do executivo “não resistiu ao populismo e vitimização”.

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Em comunicado, o movimento liderado por Vasco Damas considera que “esta oportunidade não deverá ser desperdiçada, pois Abrantes precisa de acertar o rumo, afinar a máquina autárquica e evoluir para um patamar mais exigente de desenvolvimento e bem-estar. É preciso pôr fim a este longo ciclo da nossa história autárquica e iniciar um novo ciclo, mais estimulante e profícuo”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.

O movimento ALTERNATIVAcom alerta em comunicado que em Abrantes “ficar na mesma” significa, “em termos de progresso e desenvolvimento, marcar passo ou andar para trás. E foi isso que aconteceu: nos últimos 10 anos, Abrantes perdeu aproximadamente 12% da população e 1/4 dos alunos do ensino básico e secundário, com maior incidência no 1º ciclo do básico (35%). Ao nível económico, o concelho viu desaparecer 8,4% das empresas e 10% do emprego, delapidando a nossa capacidade produtiva e de serviços. Grosso modo, temos estado a ‘desaparecer’ inexoravelmente 1% em cada ano”.

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Em comunicado indica que “os números de Abrantes revelam-se quase sempre piores do que a média dos treze municípios do Médio Tejo. No sector do Turismo, por exemplo, entre 2018 e 2019 o número de hóspedes nos estabelecimentos de alojamento turístico diminuiu 1,6% em Abrantes e aumentou 11,2% no Médio Tejo. Já no sector da Cultura, entre 2015 e 2019 o número de visitantes de museus cresceu 29% em Abrantes (com o contributo do Museu MDF), mas aumentou 46% na região do Médio Tejo”.

Por isso considera o movimento de cidadãos independentes que “chegou o momento de exigir uma prestação de contas transparente e de avaliar o desempenho dos atuais autarcas. Não está em causa a boa vontade e a dedicação pessoal, que se reconhece, mas apenas a competência com que decidiram, realizaram e cumpriram os compromissos assumidos. Neste balanço, não pode ser ignorado que a maioria socialista eleita em 2017 deu continuidade, não só ao anterior mandato, mas ao projeto socialista iniciado há 28 anos, ou seja, há 7 mandatos consecutivos”. Nota o ALTERNATIVAcom que “metade dos atuais abrantinos nunca conheceu outro projeto político ou outra maneira de governar Abrantes”.

Uma realidade eleitoral, distinta da maioria dos municípios portugueses que, segundo o movimento “não reflete as caraterísticas sociológicas do nosso concelho, explica-se pela combinação de dois fatores: a opção do PS por um projeto de poder e não de princípios, e a ausência de projetos alternativos e credíveis de governação autárquica. Se não era para melhorar (terão julgado os eleitores), era preferível que tudo ficasse na mesma, como dantes”.

Lembra o movimento que Manuel Jorge Valamatos “o atual presidente da Câmara, há mais de 20 anos ligado ao executivo municipal do PS, foi adjunto do presidente de 2000 a 2004, vereador de 2004 a 2019 e presidente desde então”, ou seja, lembra o movimento “participou em todas as decisões tomadas e foi corresponsável por elas, não podendo eximir-se de nenhuma. Se não votou contra, deve assumir a responsabilidade por todas. Substituiu a antecessora quando esta quebrou o compromisso de cumprir integralmente o seu mandato, decorria 1/3 do mesmo, e assumiu de imediato o slogan ‘forte, inteligente e gentil’, inspirado num conhecido cartaz de parede”.

Dois anos depois, os independentes concluem que “‘força’ não resistiu ao populismo e à vitimização, a ‘inteligência’ não se traduziu em visão estratégica e políticas coerentes, e a ‘gentileza’ não vingou em lamentáveis momentos de autoritarismo e agressividade. Sobrou, reconheça-se, uma maior atenção dada às freguesias, sobretudo as mais rurais e periféricas, algum esforço no sentido de fechar dossiês deixados pela sua antecessora e a iniciativa de algumas medidas avulsas e voluntaristas, sempre embrulhadas em excessiva propaganda, paga a peso de ouro pelos munícipes”.

Contudo, o ALTERNATIVAcom aponta retrocessos. “Foram cancelados projetos culturais de vulto, gorou-se a expetativa de importantes investimentos empresariais, abandonou-se o Orçamento Participativo, continuou a degradar-se o património edificado e ficou por cumprir a promessa de saneamento básico em algumas aldeias. Ademais, permanece a ameaça de encerramento de grandes empresas, repetem-se os atentados ambientais no rio Tejo, prepara-se a demolição do edifício histórico do Mercado, mantém-se o mercado diário confinado em edifício desertificado e avança-se para mais investimentos duvidosos, sem estudos prévios de viabilidade”.

Em termos de desempenho autárquico, dizem assistir-se “a uma ausência de genuíno debate democrático, à confusão entre partido (PS) e município (Estado), ao equívoco entre democratização das instituições e descentralização de competências para as freguesias, e à insensata desvalorização de normativos legais e regulamentares. A mais simples responsabilidade autárquica é sistematicamente considerada ‘muito complexa’ e encarada com um registo sofrido, paternalista e salvífico, servindo agora a pandemia para justificar todos os falhanços da governação”.

Deste modo, “a avaliação do desempenho dos autarcas socialistas, cuja postura pública é geralmente acrítica e seguidista, empobrecendo o debate democrático, só pode ser considerada genericamente negativa, estando a sua capacidade de governação autárquica definitivamente esgotada e a prejudicar o presente e o futuro dos abrantinos. A agravar esta evidência, está o facto de os órgãos locais do PS não terem a coragem de exigir ao Governo do seu partido o respeito pelos compromissos assumidos para com Abrantes e a região, comprometendo assim seriamente a defesa dos legítimos direitos e interesses das nossas populações”, lê-se também no comunicado.

Termina dizendo que “desde a sua constituição que o movimento ALTERNATIVAcom tem alertado os abrantinos para estes e outros problemas, avançando com ideias inovadoras e linhas de orientação política para a recuperação de Abrantes e suas freguesias, de modo a projetá-las na senda de um progresso equilibrado e sustentável. Assumimo-nos, em nome da cidadania e da regeneração de Abrantes, como candidatos a um novo ciclo de governação autárquica, comprometido com a democracia e o desenvolvimento em todo o território, esperando vir a merecer a confiança da maioria dos eleitores”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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