Quinta-feira, Março 4, 2021
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Abrantes | ALTERNATIVAcom acusa Município de não saber “fazer tudo o que lhe compete” na prevenção da covid-19

O movimento independente ALTERNATIVAcom considera que o Município de Abrantes “não tem querido ou sabido fazer tudo o que lhe compete em matéria de prevenção dos contágios” de covid-19 “escolhendo ser cúmplice e complacente para com as autoridades de Saúde e Segurança Social”. O movimento que concorre às autárquicas de 2021, liderado por Vasco Damas, diz que “continuam por esclarecer e responsabilizar as abstrusas razões da má contabilização dos casos de covid-19 no concelho, no passado mês de novembro”.

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Em comunicado, considera o movimento que “a par da crise pandémica, outros problemas devem preocupar seriamente os abrantinos. Ainda não se sabe quando será reaberto o cineteatro São Pedro, que utilização terá e quanto custará a sua ampliação e reabilitação, mas o município já decidiu avançar com a demolição do antigo mercado, para aí construir mais um ‘multiusos’ para exposições, cinemas e garagens, com um custo de 2,7 milhões de euros, três vezes superior ao do falhado ‘multiusos’ onde jaz hoje o lúgubre mercado diário”.

Entretanto, afirma na mesma nota o movimento independente que “o espaço urbano continua a degradar-se” e que “a sua recuperação não passa de uma miragem criada pela máquina de propaganda que o município tem vindo a reforçar continuamente, à conta dos crescentes impostos, taxas e tarifas pagas pelos munícipes”.

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“Todos sabemos como as zonas históricas, os parques industriais, o património histórico e cultural, os acessos rodoviários e outras infraestruturas e equipamentos urbanos, apresentam níveis de degradação e negligência intoleráveis”, sublinha.

Igualmente “lastimável” para o ALTERNATIVAcom “tem sido a articulação e defesa dos interesses de Abrantes junto de entidades externas. Descontada a habitual bagatela política, sobra a inércia ou incapacidade para acautelar as consequências socioeconómicas do previsto encerramento da central termoelétrica do Pego, para exigir a prevenção e responsabilização dos consecutivos atentados ambientais no rio Tejo e para garantir a construção da travessia rodoviária junto a Tramagal, se necessário ponderando a possibilidade de chamar a si a responsabilidade municipal ou regional por tão retardada obra”.

Lembra o movimento de independentes ter começado o ano “com sérios motivos de preocupação, o primeiro dos quais é o funcionamento dos órgãos autárquicos, cujo aviltamento das boas práticas democráticas compromete o desenvolvimento do concelho. Alertámos para ele no anterior comunicado, a propósito do impacto que tem na gestão da crise sanitária, económica e social causada pela pandemia”.

Considera estes “alguns dos problemas que Abrantes enfrenta, arrastando-se sem solução muitos outros, grandes e pequenos, além dos novos que vão surgindo. As decisões da autarquia parecem ser errantes e vangloriosas, os compromissos parecem não ter prazos e a bolsa do município parece não ter fundo. Há muito que Abrantes perdeu a sua dinâmica e identidade, caindo num torpor crónico que só novas políticas e protagonistas poderão reanimar”.

O mesmo comunicado sublinha que “aquilo que escolhemos semear ou plantar hoje, será aquilo que colheremos amanhã. Todas as escolhas têm uma relação de causa-efeito, incluindo a escolha de nada fazer. Ou de fingir fazer, para que nada mude e tudo fique na mesma. 2021 será o ‘Ano de Abrantes’, como desejámos na Mensagem de Ano Novo, se todos fizermos por escolher bem e realizar melhor”.

O ALTERNATIVAcom defende a necessidade de “despertar e ser mais exigente. É esse o dever dos jovens, obrigados a partir em busca das oportunidades que não encontram na sua terra. É esse o dever dos trabalhadores e empresários, carecidos de emprego e de negócios. É esse o dever dos mais idosos, confrontados com novas realidades familiares e comunitárias. É esse o dever de todos”, conclui.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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