Tomar | ZêzereArts levou música até ao Convento de Cristo (C/VIDEO)

Um concerto Coral Sinfónico, proporcionado pelo Coro e Orquestra Sinfónica ZêzereArtes, foi o mote que levou a música até ao Claustro D. João III do Convento de Cristo, na noite de sábado. Com o acompanhamento da voz da Soprano Isabel Alcobia e contando com a direção de Brian Mackay, a noite contou ainda com a estreia da peça encomendada ao compositor David Miguel, com o qual o mediotejo.net trocou algumas palavras.

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O maestro, e também diretor do Festival ZêzereArts, Brian Mackay, foi o responsável por guiar o coro e orquestra na viagem musical proporcionada aos presentes, onde apresentaram as peças “Gallia”, de Charles Gounod, e “Dědicové Bílé hory” de Antonín Dvořák.

Após contar com a apresentação das referidas obras, o Claustro D. João III, obra-prima da Renascença europeia, acolheu a estreia da apresentação da peça do compositor residente do festival, David Miguel. “Sorrow came and wept”, foi o nome da peça apresentada, que se baseou em textos em inglês de Fernando Pessoa. A escolha pelo inglês, tal como nos explicou o compositor, prendeu-se pelo facto de grande parte das pessoas do coro falarem inglês nativo.

Tal como revelou o responsável pela composição da obra, esta foi escrita numa linguagem em termos internacionais, que se insere numa corrente denominada “nova simplicidade”, absorvendo muito de compositores como Arvo Pärt e John Tavener, além do tipo de música mais “pesada” que David ouve.

David Miguel, compositor residente da oitava edição do festival, após a escolha do texto de Fernando Pessoa, tentou exprimir o texto através da música, como o coro haveria de transmitir o sentimento da tristeza, entre outros pormenores. O que, na palavra do compositor, teve um resultado muito feliz, pois “o coro conseguiu executar lindamente, tal como a orquestra, e tudo também por grande mérito de Brian Mackay, que é um grande maestro e montou tudo muito bem”, disse David Miguel.

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Quanto ao estado da composição de música atualmente em Portugal, o compositor confessa que o que falta são encomendas e ter o reportório tocado, que a música “não fique só na gaveta”, que é aquilo que os compositores muitas vezes enfrentam. “Não é uma questão de qualidade, mas sim de oportunidades”, considera David.

No que se refere ao número que pessoas que estiveram presentes no concerto, David Miguel considerou que “a afluência foi excelente. Ter o claustro do Convento de Cristo cheio é algo importante e marcante. Penso que as pessoas saíram daqui com uma boa sensação”, disse o compositor e professor.

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