“Todos temos que ser ‘Arlindo’ “, por Duarte Marques

Arlindo Marques é conhecido como o Guardião do Tejo. Foto: DR

A empresa Celtejo decidiu “provocar”, “amedrontar”, “perseguir” o nosso conterrâneo Arlindo Consolado Marques com um processo em tribunal. A Celtejo sabe que o Arlindo tem um salário humilde, que não trabalha numa grande ONG como a QUERCUS ou a ZERO, que não recebe financiamentos de ninguém e que portanto terá elevados custos para se defender em tribunal. Esqueceu-se foi que o Arlindo “somos todos nós”.

PUB

Esta empresa esqueceu-se que o Arlindo tem razão. Esta empresa esqueceu-se que ela própria decidiu antecipar o seu plano de valorização ambiental e iniciar desde então a construção de uma nova ETAR e a compra de uma nova caldeira. Se a empresa decidiu investir, e muito bem, 70 milhões de euros para reduzir a sua poluição e aumentar a sua eficiência, então é porque o Arlindo tinha razão.

A Assembleia Municipal de Mação sempre soube-se unir-se naquilo que é o superior interesse do concelho. Nesta última reunião aprovou duas moções por unanimidade, uma sobre a discriminação do governo para com o nosso concelho, onde não chegam os apoios após a tragédia dos incêndios, e outra para nomear o Arlindo como porta-voz do concelho na matéria de defesa do rio Tejo.

O Município considera que Arlindo Marques atuou como porta-voz de Mação e que uma ação contra ele é uma ação contra todos os cidadãos de Mação.

Todos seremos chamados a ajudar e a colaborar na defesa do Arlindo. Se ontem dissemos “todos somos Tejo”, hoje é dia de dizer “todos somos Arlindo”.

PUB
Artigo anteriorCeltejo desafia caluniadores a apresentar provas com “rigor científico”
Próximo artigoCeltejo reclama 250 mil euros a Arlindo Marques, o ambientalista que denuncia casos de poluição
Duarte Marques, 38 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros. Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

4 COMENTÁRIOS

  1. Muito bem! Eu também sou Arlindo!
    Seria ridículo ver a justiça, que absolve as Fabrióleos todas deste país, a condenar um cidadão que zela pelo nosso bem.

  2. O Arlindo pode contar com o meu apoio.
    Ele actuou em nome de toda uma região que defendeu, a qual se estende desde V.V.Ródão até Constância, pelo menos. As pessoas desta zona devem muito ao Arlindo e é a altura certa para retribuir, ajudando-o a enfrentar o “adamastor”.

  3. O Arlindo tem tido a coragem de denunciar aquilo que todos nós, cidadãos dos concelhos ribeirinhos do Tejo – a partir de V. V. Ródão, temos visto e sentido ao longo dos últimos anos.
    Está na hora de lhe retribuirmos e não permitir que o “elefante” Celtejo pise a “pulga” Arlindo. Força!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here