Em resultado de inquéritos realizados aos seus associados, a NERSANT – Associação Empresarial da região de Santarém iniciou o encontro “Viver o Tejo” desta quarta-feira, 15 de novembro, a defender a criação de uma entidade de turismo do Ribatejo. A divisão da região, que engloba sensivelmente o distrito de Santarém, entre Turismo do Centro e o Turismo do Alentejo não agrada aos empresários, que defendem outra solução para a estratégia de turismo a nível regional.
A reivindicação foi deixada logo na abertura do certamente pela presidente da NERSANT, Maria Salomé Rafael. “Temos um conjunto de características de facto para atrair pessoas à nossa região”, defendeu, mas é necessário uma reflexão conjunta entre empresários, autarquias e instituições.
“O nosso território tem um problema grave há algum tempo”, frisou, com uma divisão a meio da região, para fins de fundos comunitários: o Médio Tejo integra o Turismo do Centro e a Lezíria do Tejo o Turismo do Alentejo. “É um bocadinho do Ribatejo”, constatou olhando ao caso específico do Médio Tejo, inserindo numa região que vai até Viseu. “Sem estar a atacar seja quem for”, sublinhou, “isto interessa-nos? Acho que não”. O mesmo sucede com o Turismo do Alentejo, com uma fatia do seu território albergando o Ribatejo.
A responsável citou inquéritos realizados pela NERSANT ao setor do turismo na região, que revelam um nível de “insatisfação brutal” com esta situação. Mas “nós não somos a favor do Portugal dos Pequeninos”, salientou, destacando que se procura encontrar mais valias para o território. Porém “esta não é a solução”, sublinhou.
Apelou assim à união de todas as entidades públicas, dos municípios ao Governo, para pensar a criação de uma instituição de turismo do Ribatejo. Frisaria também a necessidade de trabalhar mais a nível da oferta, desde a hotelaria à animação turística. “Também temos que nos qualificar cada vez mais”, afirmou.
Ao mediotejo.net, Maria Salomé Rafael esclareceu que a NERSANT está preocupada com as consequências desta divisão territorial ao nível do desenvolvimento do território. “Não estão em causa as pessoas”, frisou, nem as suas capacidades técnicas, mas o “funcionamento” do setor turístico da região, com características próprias, e dividido por duas entidades regionais demasiado amplas. “Nós necessitamos de alguém que conheça bem as nossas raízes, a nossa cultura, o Ribatejo”, salientou.
O desafio da NERSANT é assim que se unam entidades públicas e privadas e se comece a refletir sobre a funcionalidade do atual modelo, em prol de um outro que seria o do Ribatejo.

Na atualidade não podemos concordar com nada que crie divisas de mercado regional, por esse motivo que toda criação de politicas e entidades devem ser debatidas antes e em setores ma amplos. para não criar embates e divisas.
Lógico que o Ribatejo gostaria de estar ancorado a Fátima. Fátima anda sempre entre Santarém e Leiria, sempre entre montanhas. Por outro lado Fátima não tem de estar a servir de moletas. É algo ímpar, diferente. Culturalmente até pode atrair. Mas a fé atrai a uns e espanta a outros. Uns acham que tem de existir, que é a essência, que existe um Criador da Criação. Outros acham que não faz sentido e que quando morrer enterra-se como os coelhos e nada mais existe. E andamos nisto. Devemos é agreadecer estarmos a viver o bem por causa do mal dos outros. E lembrar que isto não dura sempre.