Médio Tejo | Deputados do BE e CDU preocupados com estado da saúde na região

O deputado do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, questionou recentemente o Ministro da Saúde, na Comissão Parlamentar, sobre as urgências no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), instaladas em Abrantes, e o deputado da CDU, António Filipe, esteve esta semana a inteirar-se dos problemas de contratação e acesso aos cuidados médicos na região, a par da situação profissional dos enfermeiros.

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Pela CDU, realizaram-se na quarta-feira, 25 de julho, dois encontros entre António Filipe, deputado do PCP na Assembleia da República e outros dirigentes regionais com a Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e com a delegação regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Nestes encontros, refere a CDU em comunicado, “foram reforçadas as preocupações do PCP relativamente às consequências de décadas de desinvestimento no SNS protagonizadas pela política de direita levada a cabo por sucessivos governos do PS, PSD e CDS-PP que ainda hoje se fazem sentir, tanto nas diversas unidades hospitalares do distrito, bem como na falta de resposta dos serviços de proximidade”.

Os principais problemas colocados à delegação comunista relacionam-se com a “manifesta falta de profissionais de saúde, nomeadamente médicos (com grandes dificuldades na sua contratação por parte das administrações hospitalares, sendo estas obrigadas a recorrer a prestações de serviços para colmatar as brutais dificuldades com que são recorrentemente confrontadas), enfermeiros, auxiliares de ação médica e restantes profissionais”.

Médio Tejo | Deputados do BE e CDU preocupados com estado da saúde na região
O deputado António Filipe reuniu com enfermeiros e com a admInistração do CHMT: Foto: DR

Segundo a CDU, “as insuficiências a este nível são tão graves, que tomando como exemplo o Hospital de Santarém, a recente contratação de cerca de 20 enfermeiros e mesmo o anúncio de abertura de concurso para mais 80, não responde às necessidades apuradas que apontam para a falta de 210”.

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Para além deste aspeto, sublinham, “mantêm-se problemas relativos às condições de trabalho dos profissionais, particularmente no que toca à excessiva carga horária a que estão submetidos, bem como ao não descongelamento das suas carreiras (que não evoluem desde 2005)”.

“O PCP reafirma a necessidade do atual governo do PS avançar com mais investimento e valorização dos profissionais da saúde”, e chama ainda a atenção para a “necessidade de se avançarem com as obras do Bloco Operatório do Hospital de Santarém, aspeto que já motivou uma pergunta do Grupo Parlamentar ao Ministério da Saúde, tendo em conta que este é reconhecidamente um elemento de maior valia e necessidade para a prestação de cuidados daquela unidade”.

BE questiona ministro da Saúde sobre Urgências do CHMT

O deputado do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, questionou recentemente o Ministro da Saúde, na Comissão Parlamentar, sobre as urgências no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), instaladas em Abrantes, referindo os problemas de picos de afluência e lembrando um Projeto de Resolução de 2016 para que os três hospitais do CHMT (Torres Novas, Tomar e Abrantes) dispusessem de serviços de urgência médico-cirurgica.

“Nas últimas semana de maio ocorreu mais um pico de afluência às urgências de Abrantes do CHMT. Mais um, gerando a confusão do costume, a degradação do atendimento, agravando ainda mais as condições difíceis em que os profissionais dos hospitais exercem as suas funções. E foi mais um porque é uma situação que se arrasta há vários anos. É uma situação conhecida de todos, de tal forma que no primeiro semestre de 2016 (já lá vão dois anos) foi aprovado aqui, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução em que se recomendava ao Governo que assegurasse que os três hospitais do CHMT (Torres Novas, Tomar e Abrantes) dispusessem de serviços de urgência médico-cirurgica, medicina interna, cirurgia e pediatria e que também fosse alargada o leque de valências disponíveis nos três pólos do Hospital, para além de Abrantes, Tomar e Torres Novas, contratando médicos e enfermeiros”.

“Um facto é que já lá vão dois anos e não há sinais de mudanças substanciais, para além do anúncio do alargamento e requalificação do espaço da urgência em Abrantes. Os problemas vão-se arrastando e agravam-se como este episódio de maio veio, mais uma vez, revelar. Portanto, senhor ministro, a pergunta que eu deixo é quando e se vai cumprir a recomendação aprovada há dois anos, creio que por unanimidade da AR, no sentido de reforçar e aumentar a capacidade de resposta dos pólos Tomar e Torres Novas, porque parece ser essa a única forma de prestar bons cuidados àquela vasta região.

O Ministro da Saúde respondeu dizendo que “a informação que temos é que as obras do CHMT, Abrantes, estão para arrancar e que, de facto, é uma das piores urgências que temos no país, em termos de espaço, e que só se resolve com uma reestruturação profunda”.

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