Constância | Ministro da Defesa Nacional impressionado na despedida do ORION18 (c/video e fotos)

O Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, esteve no Campo Militar de Santa Margarida no último dia do ORION18, exercício multinacional que testou as capacidades da Componente Operacional do Sistema de Forças do Exército Português entre 28 de abril e 8 de maio. A visita incluiu uma demonstração de capacidades e meios com fogos reais que o ministro considerou “espetacular”.

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O último dia do ORION18 foi assinalado com a visita do Ministro da Defesa Nacional ao Campo Militar de Santa Margarida (CMSM), acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico Rovisco Duarte, e o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira. A comitiva integrou ainda representantes de entidades regionais, nacionais e internacionais, no último caso com a presença dos militares espanhóis e lituanos que, juntamente com a Cruz Vermelha, participaram no ORION18.

A Brigada Mecanizada assumiu o comando deste exercício que tem como objetivo certificar a condução de operações reais no quadro da NATO ou da União Europeia e, este ano, decorreu nas áreas de Santa Margarida, Beja, Viseu, Açores e Madeira. Os pormenores foram dados a conhecer pelo Comandante da BrigMec, Brigadeiro-General Eduardo Mendes Ferrão, durante o briefing, juntamente com Tenente-General Guerra Pereira e o Major-General Marco Serronha, ambos do Comando das Forças Terrestres.

O Ministro da Defesa Nacional durante a visita à exposição estática. Foto: mediotejo.net

Seguiu-se a visita à exposição estática guiada pelo Comandante do Batalhão de Apoio de Serviços, Tenente-Coronel Félix, onde estavam presentes alguns dos mais de 2400 militares e de 500 viaturas – como o carro de combate Leopard 2 A6, viatura blindada de transporte de pessoal M113, viatura de artilharia M109, viatura blindada ligeira M11 Panhard e viatura de combate de infantaria Pizarro – envolvidos no ORION18. Destes, 1800 militares e 100 viaturas no âmbito da certificação.

Os CC Leopard e as VCI Pizarro participaram na demonstração de capacidades e meios com fogos reais realizada mais tarde na Carreira de Tiro D. Pedro. O cenário envolveu uma reação a emboscada conduzida por um pelotão lituano, um ataque deliberado com uma brigada de escalão de companhia com militares portugueses e espanhóis e o apoio de fogos de artilharia foi assegurado por duas baterias de artilharia espanholas e um pelotão de morteiros português.

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Demonstração de meios e capacidades. Foto: mediotejo.net

No final, o Ministro da Defesa Nacional considerou a demonstração “espetacular” e destacou que o exercício explicado momentos antes pelo Tenente-Coronel de Infantaria João Barros foi “executado de forma absolutamente exemplar”. Na sua intervenção salientou que “não se consegue competência, não se consegue capacidade sem treino exigente, sobretudo, sem a realização de exercícios tão próximos quanto possível daquilo que nós antecipamos e esperamos que nunca aconteça”.

O “trabalho invisível que envolveu milhares de pessoas das Forças Armadas Portuguesas, de Espanha e da Lituânia” e a forma “competente” como este exercício, que integra o plano dos realizados pela NATO, foi “preparado, planeado e executado” foram destacados por José Azeredo Lopes, a par da importância do trabalho desenvolvido em conjunto com o objetivo de assegurar a defesa comum.

Demonstração de meios e capacidades. Foto: mediotejo.net

Aos jornalistas acrescentou que “nos dias de hoje, a exigência do ponto de vista da capacidade e do ponto de vista operacional é de tal forma elevada que só conseguimos manter standards de competência internacionais e do mais alto nível, como é o nosso caso, se treinarmos e realizarmos o mais possível de exercícios”, não deixando de referir as “condições excecionais” do Campo Militar de Santa Margarida para “a realização de exercícios desta envergadura”.

A vertente multinacional do ORION voltou a ser apontada, tendo o ministro referido que “temos de trabalhar em conjunto, aliás essa é a razão da existência da NATO e da nossa participação cada vez mais intensa em conjunto com países aliados e amigos”. Desta forma, disse, assegura-se “maior competência e maior capacidade para enfrentar desafios quer operacionais, quer em geral das missões internacionais onde Portugal está a participar nos palcos mais exigentes”.

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