Através da deputada Fabíola Cardoso, o Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República uma proposta para que seja incluída no Orçamento de Estado para 2020 a construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã.
Segundo os bloquistas, esta obra é considerada “estruturante para o distrito”, lembrando que “foi objeto de uma resolução aprovada por unanimidade na última legislatura”, e por isso “deve ser incluída como prioritária já para este Orçamento de Estado”.
Fabíola Cardoso desafia os restantes partidos, em especial os deputados eleitos pelo distrito de Santarém, “a passar das palavras aos atos e votar favoravelmente esta proposta a incluir no Orçamento de Estado para melhorar a vida das pessoas”.
Na nota justificativa da proposta, o BE refere que as duas faixas de rodagem da ponte, ao longo dos 756 metros da estrutura de ferro, “foram um enorme avanço em 1909, quando a ponte foi inaugurada e abandonadas as anacrónicas barcas que asseguravam a travessia do rio Tejo”.
Mas 110 anos depois, “esta ponte constitui um enorme estrangulamento que impede a fluidez do tráfego e asfixia a atividade económica da região. Tem, além disto, evidentes implicações na segurança das populações, pois já ficaram imobilizadas ambulâncias, no meio de trânsito”, argumenta o BE.

A Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, a chamada Ponte da Chamusca, na Estrada Nacional 243, entre a Chamusca e a Golegã, é a via rodoviária direta entre os dois concelhos.
