Briefing quinzenal do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais Foto: Fernando Baio/CM ABT

A partir de 1 de agosto, a Câmara de Abrantes vai reforçar as competências do Serviço Municipal de Proteção Civil e do Gabinete Técnico Florestal, que será alargado à vertente do desenvolvimento agrícola. Será nomeado novo Comandante Operacional Municipal (COM) e contratado um engenheiro técnico florestal.

Conjuntamente com um engenheiro agrónomo e uma engenheira geógrafa que já integravam o quadro de recursos humanos da Câmara, constituirão uma equipa pluridisciplinar que irá reforçar o trabalho que o município tem vindo a fazer em matéria de proteção civil e defesa da floresta, integrado numa rede alargada de parceiros e que funciona como pilar do sistema montado há alguns anos.

O anúncio foi feito pela Presidente da Câmara Municipal, Maria do Céu Albuquerque, durante a realização do briefing quinzenal do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais no concelho de Abrantes, aberto à participação dos eleitos pelas várias forças políticas na Assembleia Municipal, realizado no dia 12 de julho.

Estiveram presentes as várias entidades diretamente envolvidas no sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios: Câmara Municipal; Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários; Serviço Municipal de Proteção Civil; Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação – Sapadores Florestais; AFOCELCA; RAME; GNR; PSP; Gestiverde, entidade gestora da ZIF de Aldeia do Mato, Hélder Silvano (Perito em Meteorologia) e os presidentes das Juntas de Freguesia.

Estiveram presentes no briefing as várias entidades diretamente envolvidas no sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios – Foto: Fernando Baio/CM ABT

A maioria das entidades fez o resumo da sua área de intervenção. Identificaram-se boas práticas e pontos críticos. Abordou-se as ações das várias entidades em matéria de prevenção e aludiu-se aos meios disponíveis no terreno, em caso de incêndio, colocados ao serviço da comunidade abrantina, para proteção dos cidadãos e dos seus bens, tendo sido sublinhado pelo Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém (CDOS), Mário Silvestre, que “os bombeiros têm sido de uma disponibilidade a toda a prova” e que tem havido uma “boa capacidade de resposta” no terreno.

Este trabalho de articulação das várias entidades (públicas e privadas), foi reconhecido por todos, pela capacidade de organização e de gestão de meios, bem como de articulação de todos os intervenientes. Sublinhe-se que em caso de necessidade, são também acionados os meios de combate do dispositivo distrital. No entanto, também foi reconhecido que há um caminho a fazer e que tem de ser aperfeiçoado.

Máquina de rasto telecomandanda

A Presidente da Câmara informou que vai ser testada a capacidade de atuação de uma máquina de rasto telecomandada, vocacionada para trabalhos de desmatação em espaço de difíceis acessos, cujo protótipo foi desenvolvido por dois jovens engenheiros da freguesia de Fontes. Se tecnicamente se confirmar a pertinência da sua operacionalidade, a Câmara equaciona propor a aquisição de dois equipamentos para servirem o norte e o sul do concelho, podendo a sua gestão ficar a cargos das entidades gestores das ZIF´s.

As novas Zonas de Intervenção Florestal oficialmente constituídas no sul do concelho que, com o alargamento da ZIF de Aldeia do Mato, abrangem quase a totalidade da área florestal do concelho, foram também abordadas como uma oportunidade para os privados aderirem a este modelo de gestão florestal para que possa ser feito um trabalho mais sistemático de prevenção. O caso da ZIF de Aldeia do Mato, uma das primeiras em Portugal a ser constituída, é hoje reconhecido a nível nacional e considerado um exemplo de bom ordenamento da floresta.

Como contributo para o país, todos os intervenientes foram unânimes em considerar urgente uma mudança estrutural do território, em particular no ordenamento florestal, mas também mais investimento e antecipação da prevenção, tendo em conta as alterações climáticas dos últimos anos e as transformações socioeconómicas ocorridas nas últimas décadas no mundo rural, num processo em que todos os intervenientes – Estado, privados e sociedade civil -, têm de assumir as suas responsabilidades.

Da parte da Câmara Municipal, a presidente aludiu às candidaturas apresentadas a fundos comunitários para desenvolvimento de ações, como a consolidação de áreas ardidas nas freguesias de Martinchel e Fontes; ações de defesa da floresta contra incêndios abrangendo as freguesias de Abrantes e Alferrarede, Rio de Moinhos, Martinchel, Aldeia do Mato, Souto, Mouriscas, Carvalhal e Fontes e para intervenção de faixas de proteção no norte do concelho.

O nome do novo COM não foi ainda divulgado.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *