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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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ZêzereArts | Ópera de Romeu e Julieta promete deslumbrar público este fim de semana (c/vídeo)

É um género raro fora das grandes cidades mas o Festival ZêzereArts volta a trazer ópera aos palcos da região, com duas encenações marcadas para Tomar (6 e 7 agosto) e uma para Ferreira do Zêzere (8 agosto). O mediotejo.net assistiu a um dos ensaios de I Capuleti I Montecchi, de Bellini, e levanta o véu sobre o que esperar do espetáculo que encerrará o ZêzereArts deste ano.

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Desde o espetáculo Bodas de Fígaro, levado a palco em Ferreira do Zêzere no ano de 2018, que o ZêzereArts não trazia ópera até à região do Médio Tejo. Este panorama vai mudar com a subida a palco da ópera I Capuleti I Montecchi, através de dois espetáculos no Cineteatro-Paraíso, em Tomar, no dia 6 e 7 (sex e sáb), ambos às 21h. A lotação do espaço está restrita a 200 pessoas por noite, devendo os bilhetes, cujo preço simbólico é de €3, ser adquiridos na bilheteira do Cine-Teatro Paraíso (tel. 249 329 190).

Esta ópera ruma depois no dia 8 (dom) até Ferreira do Zêzere, mais concretamente até à Quinta Queiroz e Mello. Neste caso, o espetáculo que tem início às 17h é gratuito mas limitado a 50 lugares, devendo os ingressos ser solicitados no Posto de Turismo de Ferreira do Zêzere (tel. 249 360 151).

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A realização de uma ópera tem sempre um cunho especial, na perspetiva de Luís Cunha (diretor pedagógico dos cursos de cordas do Festival ZêzereArts), uma vez que “dentro da música erudita, ou clássica, é de facto o género de eleição, aquele que sempre teve grande popularidade, seja no século XIX mas também ao longo do século XX, pois é realmente um grande espetáculo, o mais completo, que envolve todas as artes performativas, desde o teatro, a música, a dança (embora neste caso em específico não haja dança) ou audiovisuais. É o ‘espetáculo total’, como dizia Wagner”.

Ensaio da ópera I Capuleti I Montecchi, de Bellini, apresentada nos dias 6, 7 (Tomar) e 8 de agosto (Ferreira do Zêzere). Foto: mediotejo.net

Luís Cunha explicou ao mediotejo.net que neste espetáculo é representada uma história anterior à versão shakespeariana. A história de Romeu e Julieta é uma história antiga que tem a ver com a relação com dois importantes grupos, os Guelfos e os Gibelinos, onde os Capuleti faziam parte da família dos Guelfos, e os Montechi dos Goblinos. Assim, enquanto que na versão de William Shakespeare não se entende bem quais as razões na origem do antagonismo entre as famílias, nesta versão há claramente uma dicotomia que envolve a relação com o Papa, em que, já antes dos problemas que emanaram da relação de Romeu e Julieta, as famílias tinham de facto a tradição de se guerrearem.

Conforme revelado por Luís Cunha, os traços essenciais da versão shakespeariana estão também patentes em Bellini, embora com uma particularidade específica, que é a de Julieta não morrer. “Neste caso morre só o Romeu, mas de qualquer das formas há uma mensagem que fica, que é a de se o amor pode vencer a morte. Então há uma mensagem de paz lançada sobre as próprias famílias, no sentido de que o sacrifício do Romeu sirva como motivo para acabar com os antagonismos e para que reine finalmente a paz.”

Nesta versão de Bellini da dramática e romântica história de Romeu e Julieta, Iria Perestrelo é a responsável por interpretar Giulietta, enquanto que Beatriz Miranda ficou com o papel de Romeo. Oswaldo Iraheta (Tebaldo), Conall O’Neill (Lorenzo) e Ricardo Rebelo da Silva (Capellio) completam o elenco. No que toca à encenação, esta ficou a cargo do britânico Christopher Cowell, enquanto que Brian MacKay é o responsável pela direção musical da Ensemble Orquestral Musicamerata.

Estando na região desde o dia 15 de julho, não só, mas também, a trabalhar nesta produção, as expectativas para de adesão do público são boas, conforme disse Luís Cunha, ainda havendo, no entanto, bilhetes disponíveis. À data da conversa o espetáculo de sábado estava quase esgotado, mas o de sexta ainda tinha várias vagas, tal como revelou este que é um dos diretores do festival, que deixou ainda um apelo: “Venham a este fantástico teatro para ver este espetáculo de ópera encenada que será uma estreia absoluta em Tomar. Não deixem de vir, espero que gostem.”

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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