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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“WTC 17”, por Vasco Damas

Fez ontem 17 anos que nos cruzámos com o maior ataque terrorista da história da humanidade. Pelo menos o maior em termos de mediatização e de comoção generalizada em todo o mundo. Lembro-me bem desse dia. Recordo com nitidez onde estava e o que estava a fazer quando o segundo avião embateu numa das torres do World Trade Center. Ainda hoje guardo as memórias da minha incredulidade e de toda a incerteza sobre o que estava e ainda estaria para acontecer.

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Passaram-se 17 anos e aquilo que sinto é que o mundo não aprendeu nada com o 11 de Setembro de 2001. Penso mesmo que 17 anos depois, o mundo ainda consegue estar pior do que estava.

De acordo com Mia Couto “Na guerra, os pobres são mortos. Na paz, os pobres morrem”. Alargo o conceito de pobreza e à material, junto-lhe a pobreza de espírito que acrescida de uma ganância sem limites transformou o nosso mundo num local onde todos nos temos vindo a tornar cada vez mais pobres, incluindo aqueles que têm um grande desafogo material e isso aproxima-nos da morte, senão da física, certamente de uma que nos impede de reconhecer aquilo que nos rodeia.

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Esta pobreza generalizada tem sido provocada por uma violência gratuita cada vez mais frequente e onde praticamente tudo se permite a todos e quase sem o percebermos, vamos assistindo a uma vitória da ignorância sobre a educação. É essa a minha mais profunda convicção. Vitória da ignorância, alimentada pela intolerância, pelo terrorismo, pela corrupção, pela política, pela religião, pelo medo.

Ainda há exceções, é certo, mas esta tem sido a norma e temo que a força de contágio da sua toxicidade contamine o que ainda falta contaminar. Além do mais, como referi anteriormente, estamos a assistir a uma vitória da ignorância sobre a educação e, sinceramente, neste domínio, não observo alterações que me deixem otimista. Até porque é preferível continuar a repetir a receita dos opiáceos sociais que nos adormecem focando-nos no acessório e desviam a atenção daquilo que devia ser prioritário.

Regressando ao 11 de Setembro de 2001, aqueles que lá perderam a vida mereciam que os homenageássemos com a construção de um mundo melhor. Na prática, um mundo bem diferente daquele que existe hoje.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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