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Domingo, Agosto 1, 2021

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“We are all family”, por Massimo Esposito

Este sábado, dia 8 de abril, às 18:30, decorre a inauguração da minha exposição “We are all family” na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça.

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O que é “We are all family”?

É o meu novo projeto, que espero poder continuar por muito tempo. Sublinha a importância de haver união entre homens de todas as nações e crenças, eliminando as fronteiras sociais e demonstrando claramente que somos todos da mesma família.

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Estou cansado de ver imagens de mortes, violência, racismo, intolerância, guerra quando afinal somos todos “primos”. Não concordam?

Sim! É verdade! Há diferenças entre as diversas etnias e tribos ainda existentes na terra, sejam as cores, os traços físicos ou os costumes e crenças que fazem da humanidade um conjunto multifacetado de seres que se encaixam perfeitamente no ambiente em que vivem. Podemos encontrar animistas, muçulmanos, cristãos, politeístas, budistas, hindus e muito mais: Caçadores, comerciantes, pastores, guerreiros ou coletores que vivem no extremo norte ou nas selvas equatoriais. É possível que sejam polígamos, monógamos ou que tenham outros comportamentos familiares, que vivam praticamente nus, cobertos de peles animais ou de pinturas corporais, mas é certo que todos procuram o mesmo: paz, estabilidade, família, festa e alegria.

Um traço comum a todas as tribos que pesquisei é acreditarem num ser superior (Deus) ou num coletivo (panteão) sobretudo nos animistas africanos. Todos dispensam tempo e recursos para apaziguar e aproximar o seu Deus a eles próprios como indivíduos ou como grupo.

Como pintor vi que apesar das diferentes cores e nuances de cores de peles, afinal pintar humanos é sempre empolgante sobretudo a nível fisionómico. Os olhos podem ser mais estreitos ou o nariz mais largo, mas todos temos os mesmos elementos e estranhamente podemos encontrar lineamentos e costumes muitos similares entre tribos no norte América e no interior da Tailândia, ou entre os habitantes da Amazónia e os centros-africanos.

Usei várias técnicas: aguarela, grafite, sanguínea, acrílico, canetas lumocolor, lápis de cor aguarelável para também me aproximar mais da tez e texturas das várias etnias.

Vivi 20 anos em Alpiarça e amo a Casa dos Patudos, cofre de tantas belezas artísticas que aconselho a todos a visita. O seu curador é um homem de sabedoria e simpatia que transmite o legado de José Relvas da melhor maneira possível.

Por estas razões apresento este trabalho sobretudo com o intento de mostrar as “diferenças que acomunam” e que se nós realmente entendêssemos (e puséssemos em prática o respeito comum) teríamos mais paz e alegria.

Esperamos por um futuro melhor.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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