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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Voz aos Autarcas | “Virar a página”, por Vasco Estrela

Este ano de 2018, que ainda é uma “criança”, deverá marcar um tempo novo, um “virar a página”, naquilo que diz respeito à forma como vastas áreas do território de Portugal são vistas e são apresentadas. Muitas vezes, infelizmente, com pertinência para tanto.

Na verdade, o nosso País é extraordinariamente assimétrico no que diz respeito à esmagadora maioria dos indicadores, com que normalmente se “avaliam” os Concelhos e os territórios. Existe o Portugal do Litoral e o Portugal do Interior! Esta é uma realidade indesmentível e visível há dezenas de anos, que foi sinalizada, criticada e enfatizada inúmeras vezes pelas mais variadas Pessoas de todos os quadrantes políticos, académicos, pela sociedade…

Seria por isso irónico, se não fosse gravíssimo, que uma parte, urbana, pois claro, de Portugal tivesse despertado agora para o País que construiu. Descobriu pelas piores razões: descobriu com a destruição de Vidas, de património, de riqueza! Mas afinal, quem é que pode ter ficado surpreendido? Quantas vezes Alguns, nesta região, no País, disseram que isto ia acontecer? Que era e é insustentável a situação que se vivia e vive nestes territórios? Por isso, se nada for feito, é provável que volte a acontecer…

O que se pode esperar de um território abandonado, sem Pessoas, sem agricultura, sem qualquer humanização, um território esquecido?

Quem se inquieta com as previsões que apontam para que daqui a poucas dezenas de anos, 80% da população de Portugal viva no litoral? Que acontecerá ao resto de Portugal? Que Médio Tejo teremos em 2025, 2030, quando já hoje praticamente todos estes 13 Municípios perdem população de forma preocupante?

É pois urgente uma sensibilização das nossas comunidades para esta realidade, que não é agradável de encarar, de afirmar! Mas é a realidade…

Todos devemos contribuir no sentido de tornar de tornarmos esta Região, os nossos Concelhos territórios de futuro. Devemos contribuir para virar a página, não nos resignando a esta realidade e, mais do que isso, aquele que parece ser o nosso destino!

Presidente da Câmara Municipal de Mação

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