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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Voz aos autarcas | Município de Torres Novas: Pedro Ferreira

As zonas industriais de Riachos, do Entroncamento, e os seus dois terminais, constituem o principal porto seco do país.

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Decorria o ano de 2013 e publicamente foi divulgado o Relatório do Grupo de Trabalho Para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado (GIETVA). Dos 59 investimentos prioritários que faziam parte do ‘Plano Estratégico Dos Transportes E Infraestruturas-Pet 13+’, já constava entre os 23 primeiros a Variante de Riachos, ligando as plataformas logísticas de Riachos e Entroncamento à A23. Um projecto “last mile” que apontava para uma ligação de 6,7 Kms entre as Zonas Industriais de Riachos e Entroncamento e onde o investimento previsto na altura era de 16 milhões de euros.

Ainda em 2014, das prioridades enlencadas, apenas ficou definida para a nossa região a conclusão da modernização da linha do norte Entroncamento-Vale de Santarém e o reforço da ponte de Constância, esta para passar a receber também trânsito pesado e que não estava previsto no relatório do grupo de trabalho e que elegera 30 empreendimentos públicos para o período de seis anos (2014/2020).

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Mas a localização estratégica das zonas industriais de Torres Novas, Riachos e Entroncamento, complementadas com um enorme potencial da linha férrea e dos terminais TVT (Terminal Multimodal do Vale do Tejo) e MSC (Mediterranean Shipping Company) que movimentam cerca de 300 mil TEUS [1], mais do que o porto de Setúbal e próximo da movimentação de carga contentorial do porto de Lisboa, foram factores imbatíveis e o actual governo reconheceu a importância de voltar a considerar este processo como prioritário a bem do desenvolvimento económico da região e do país.

Falamos de zonas industriais que se complementam e onde se concentra a maioria dos fluxos import/export da região centro. Chamemos-lhe então o principal porto seco do país, como tecnicamente tem sido apontado.

Torres Novas já é uma referência industrial de grande importância a nível nacional. Segundo fonte Jornal de Negócio/INE, só em exportações a média anual do concelho rondará mais de 150 milhões de euros.

Perante a importância do projecto, os municípios de Torres Novas e Entroncamento irão formalizar brevemente Acordos de Gestão com as Infraestruturas de Portugal, para uma obra de mais de sete milhões de euros, onde 15% dos custos serão suportados pelos dois municípios, em percentagens que corresponderão às áreas afectadas em cada município. Do lado de Torres Novas cerca de 4,5 Kms e 0,5 Km do lado do Entroncamento.

É um projecto de enorme importância para a região e sobretudo para os concelhos de Torres Novas, Entroncamento e Golegã pois irá facilitar a captação de maior número de empresas, criação de mais postos de trabalho e garantir maior segurança rodoviária e pedonal, sobretudo desde a saída da A23/Nicho de Riachos até à zona industrial de Riachos.

Um bom exemplo de intermunicipalidade entre dois municípios.

Um reforço ao conceito de que TORRES NOVAS é a “PORTA NORTE DE LISBOA”!

Uma oportunidade que, a perder-se, seria um erro estratégico eventualmente irreparável!

***

[1] Nota da redação: TEU representa a capacidade de carga de um contentor marítimo normal, de 6m de comprimento, por 2,5m de largura e 2,5m de altura.

Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas

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