Voz aos Autarcas: Miguel Borges – Sardoal

Contrariar as consequências da interioridade de um Concelho como o de Sardoal tem sido assumido pelo executivo desta Câmara como um pilar fundamental na estratégia de desenvolvimento que prosseguimos.

Provar que, apesar da nossa pequena dimensão territorial e de estarmos afastados dos grandes centros urbanos, reunimos as condições necessárias para o crescimento e desenvolvimento socioeconómicos e, consequente, melhoria da qualidade de vida dos nossos Munícipes tem sido uma batalha que enfrentamos conscientes de que nem sempre é travada de forma igual. Contudo, baixar os braços e rendermo-nos ao que, por vezes, parece impossível é uma hipótese que nem sequer consideramos. O esforço e o trabalho não têm sido em vão e os resultados estão à vista.

Em 18 de fevereiro passado, abriu portas a Loja do Cidadão de Sardoal. Um investimento que orçou em cerca de 400 mil euros, mas que garante à nossa população a continuidade dos serviços públicos neste Concelho, permitindo-lhes o acesso aos serviços numa lógica de proximidade. Reabilitámos um edifício devoluto, onde funcionou a Panificadora União Sardoalense, contribuindo simultaneamente para a regeneração e requalificação urbana.

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Sabendo que o futuro assenta também, em grande parte, no nosso valioso passado e legado, este novo espaço alberga, igualmente, o Arquivo Municipal e o Arquivo Municipal Histórico, garantindo que documentos de elevado interesse e valor se encontram num local com as devidas condições para a sua conservação e manutenção.

A par disso, e porque os nossos empresários merecem a nossa maior atenção, procuramos dar-lhes as condições para que possam desenvolver os seus negócios e ideias. Foi deste conceito que nasceu o Espaço Empreende. Localizado no mesmo edifício da Loja do Cidadão, este espaço, especialmente pensado nos empresários e empreendedores, é uma mais-valia no âmbito da partilha de ideias, contactos e do fomento do coworking.

Estou consciente de que o crescimento e o desenvolvimento socioeconómicos pelo qual trabalhamos não passam apenas pelos fatores acima referenciados. A cultura é, também ela, um pilar fundamental nesta batalha, uma vez que a encaramos como uma força impulsionadora para os tão almejados objetivos.

Apostamos numa cultura de qualidade e diferenciadora, apresentando uma programação que, por um lado, desempenha um importante papel na formação de público e que, por outro lado, contribui para o “enriquecimento” e bem-estar da população.

O Centro Cultural Gil Vicente tem vindo a assumir-se, cada vez mais, como um pólo das artes e da cultura na nossa região.

Tratando-se de um equipamento merecedor de elevados elogios por parte de quem nos visita, é, também, reconhecido por dignos e conceituados nomes do meio artístico e cultural. Exemplos desse reconhecimento não faltam, contudo opto por vos apresentar três que marcaram indelevelmente os dois últimos anos de existência deste equipamento: o espetáculo ali apresentado pela Companhia Nacional de Bailado que, raras vezes, se apresenta fora de Lisboa e dos grandes centros urbanos; a exposição de pintura de Nadir Afonso, um dos mais conceituados pintores portugueses a nível mundial; e, mais recentemente, o concerto pelos premiados do Coimbra World Piano Meeting que juntou em palco os melhores entre os melhores.

Aproxima-se a Semana Santa. A celebração desta quadra no Concelho de Sardoal assume-se como um importante Património de Fé e Religiosidade, que se traduz na entrega de toda a comunidade a um relevante número de eventos e atividades que não se esgotam no plano religioso.

As nossas tradições, mais que sentimentos de Fé, são marcas da nossa entidade coletiva. A sua força renova-se ano após ano, resistindo ao tempo e às mudanças sociais. Falo-vos de Fé e de Cultura. A nossa Semana Santa vai para além dos rituais litúrgicos, afirmando-se, cada vez mais, como uma marca simbólica que nos distingue dos outros e que é geradora de sinergias com influência positiva no desenvolvimento do turismo e da economia local.

O cenário que aqui se vive é um misto harmonioso de nostalgia, reencontro e alegria. A Paróquia, a Santa Casa da Misericórdia, as Irmandades, a Câmara Municipal e a comunidade cristã em geral são os impulsionadores destas celebrações.

Também os moradores, que se empenham na criação dos arranjos florais das capelas, assumem um papel essencial. São pessoas de todas as idades e classes sociais. Sem o seu trabalho generoso, arte e dedicação, a nossa Semana Santa não seria o que é. É o trabalho e empenho de todos que vai perpetuando a nossa Cultura e contribuindo para o nosso crescimento.

Sardoal – Património de Fé e Religiosidade – é um conceito que vos convidamos a conhecer não só na Semana Santa, mas durante todo o ano!

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