Voz aos Autarcas: Maria do Céu Albuquerque – Abrantes

Convento de S. Domingos, em Abrantes, que vai ser recuperado para dar lugar ao Museu de Arqueologia e Arte (Foto: mediotejo.net)

Recuperar património, apostar na cultura e atrair visitantes

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Num tempo em que o turismo português está na moda, importa que Abrantes faça também a sua parte.

A Câmara Municipal está a criar condições para instalar no centro histórico vários equipamentos culturais que se assumam num papel à escala regional e nacional fazendo parte de um conjunto de produtos turísticos que atraiam mais pessoas para o nosso território e que se juntem a outras áreas de interesse turístico incontornáveis: o castelo; as igrejas; a albufeira de Castelo do Bode e o Tejo, entre outros. Eventos todo o ano. Gastronomia e doçaria.

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Em breve dois edifícios com história, localizados no centro histórico, serão alvo de uma intervenção de fundo.

Depois de recuperado e musealizado, o Convento de S. Domingos vai acolher nos espaços expositivos as exposições permanentes da coleção de arqueologia e arte municipal, do espólio de pintura contemporânea da pintora Maria Lucília Moita e da coleção de arqueologia e arte propriedade da Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos. Nunca desistimos do Museu de Arqueologia e Arte para tornarmos público o acesso a estas coleções de valor inestimável. Mas foi preciso adaptar o projeto inicial às circunstancias económicas que o país atravessa. Redimensiona-lo e esperar por financiamento comunitário.

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Mas também recentemente concretizamos as condições para o acolhimento do acervo doado pelo escultor Charters de Almeida, que tem uma ligação afetiva com Abrantes por via dos seus antepassados, e apresentamos o projeto de regeneração do Edifício Carneiro.

Na Vila do Tramagal, estamos a trabalhar no Núcleo Museológico Industrial, equipamento que pretende perpetuar o legado da Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF).

A par desse equipamento, há todo um trabalho disseminado pelo concelho de núcleos museológicos promovidos pelas juntas de freguesia, igrejas, ranchos folclóricos ou associações, que naturalmente apoiamos e que são fundamentais para a preservação e salvaguarda da memória e das tradições locais.

Porque é que estamos a fazer esta aposta em equipamentos culturais?

Desde logo em complemento ao trabalho meritório, nunca me canso de o sublinhar, que as nossas associações e agentes culturais – e são muitos – fazem há anos por todo o nosso território. Não nos queremos sobrepor ao seu trabalho. Ansiamos complementa-lo.

Mas fundamentalmente porque é para nós prioritário revitalizar o centro histórico.

Acreditamos que ao maximizarmos o fator cultura, aliado ao conhecimento, acrescentaremos mais valor ao nosso turismo, logo, à economia local. Ao mesmo tempo estamos a reabilitar património no nosso centro histórico. Edifícios que são marcos da história coletiva desta cidade que é centenária. Já o fizemos com o novo mercado diário, com o antigo edifício da rodoviária que intervencionámos para ser Unidade de Saúde Familiar. Ou o antigo quartel dos bombeiros a que demos nova vida, mantendo a tipologia do edifício, e que é hoje a Galeria Municipal de Arte.

Depois das intervenções futuras, importa “coser” e definir este novo circuito turístico.

Reconstruir o património edificado e combina-lo com uma oferta cultural diferenciada para atrair vários segmentos de turistas e projetar o concelho como destino, integrado na região do Médio Tejo mas também como complemento à oferta das regiões de fronteira territorial (distritos de Portalegre e Castelo Branco) e de Lisboa, onde hoje chegam diariamente milhares de turistas. Uma aposta no turismo enquanto fator de desenvolvimento económico de sustentabilidade do território concelhio valorizando a identidade local.

Saliento ainda a incontornável a importância dos recursos endógenos como a Albufeira de Castelo de Bode e o corredor fluvial do Tejo na ótica da estruturação da oferta turística local. A inclusão destes recursos nos projetos da Grande Rota do Zêzere e da Rota do Tejo permite perspetivar novas oportunidades para a sua valorização económica.

Quando perguntaram à grande poetisa Natália Correia o que é que ficou da revolução do 25 de Abril, ela respondeu que ficou uma grande disponibilidade para as pessoas se organizarem.

À Câmara compete aproveitar da melhor forma a possibilidade dada a todos os Estados membros e candidatar a financiamento europeu investimentos públicos que criem condições de atratividade.

A sociedade civil, através dos nossos empresários e do nosso movimento associativo, está também a fazer a sua parte.

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1 COMENTÁRIO

  1. Muito boas ideias de transformar os valores culturais e potencialidades naturais em produtos turísticos.
    Ideias, certamente inspiradoras num possível encontro de potenciais empresários, para completar a composição do produto turístico “Nada como d’Antes: O que ver, o que fazer, onde comer, onde dormir.

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