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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Voz aos Autarcas: Júlia Amorim, Constância

É TEMPO DE TERMOS TEMPO!

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Desta vez decidi partilhar convosco algo que me preocupa há já muito tempo: “A falta de tempo para não fazermos nada”!

Sei que, felizmente, o que vou dizer não se aplica a todos! Mas, ainda assim, deixo aqui a reflexão para que todos possam refletir também.

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Vivemos uma época de grande aceleração. Corremos atrás de muitos objetivos, queremos concretizar muitos projetos, às vezes temos de acumular afazeres para tentar ganhar mais algum dinheiro e procurar assim passar menos dificuldades ou alcançar algum desafogo financeiro, procuramos arranjar tempo para tudo, de manhã cedo até alta noite, e prolongamos frequentemente o nosso esforço pelo fim de semana. E depois temos as nossas obrigações familiares e cívicas, ir às compras, cozinhar, limpar a casa, participar nas atividades da nossa associação, comparecer nas reuniões a que não devemos faltar, ir pôr as crianças à escola ou às diversas atividades em que também elas andam envolvidas… Trabalhamos muito. Trabalhamos demais. Cansamo-nos imenso, vivemos mergulhados no stresse do dia a dia. E parece-nos que, por muito que façamos, há sempre muito mais para fazer. Dizemos, por isso, muitas vezes, que não temos tempo para nada…

Ouvir dizer que o tempo voa é um lugar comum. Ora, se o tempo voa, é porque temos tantas solicitações e afazeres que elas não cabem nas 24 horas do dia… Não são as horas que são poucas, são as solicitações e afazeres que são demais…  E cansamo-nos todos os dias numa luta permanente contra o tempo. Que voa…

No entanto, todos reconhecemos que, a bem da nossa saúde mental, precisamos ter tempo para não fazer nada. É o tempo para termos tempo!

Estamos já em julho, virá agosto a seguir. São meses propícios ao gozo de férias. Ora, férias significa, antes de mais, tempo livre para nós, para os nossos familiares e para os nossos amigos.

Assim, a todos incentivo a que gastem um bocadinho de tempo a refletir sobre o que fazem com o seu tempo e que assumam a organização do seu tempo de uma forma equilibrada e saudável. E, conseguindo reunir condições para isso – o que, muitas vezes, dependente fundamentalmente das prioridades que estabelecemos –, não deve haver problema nenhum ou vergonha de dizer: Hoje não me apetece fazer nada! Hoje vou apenas brincar com os meus filhos ou passear com os meus pais ou visitar os meus avós! Hoje vou convidar um amigo que não vejo há meses para tomarmos um café! Esse tempo que despendemos dessa forma não é tempo desperdiçado: é, ao contrário, um investimento no nosso bem-estar e na felicidade de quem mais gostamos.

Bom verão! Boas férias!

Presidente da Câmara Municipal de Constância

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