Voz aos Autarcas: Fernando Freire – VNBarquinha

Castelo de Almourol Foto: CM Vila Nova da Barquinha

O contexto geográfico e histórico da Barquinha é favorecido pelo cruzamento de eixos principais de autoestradas e caminhos-de-ferro. Isso potencia a sua integração em rotas turísticas nacionais ou internacionais, como é exemplo a rota dos Caminhos de Santiago (no monumento nacional – Igreja da Atalaia), Rota dos Templários (no monumento nacional – Castelo de Almourol), e o Museu Nacional Ferroviário, na cidade do Entroncamento. Estes monumentos, e o museu, representam um potencial de alavancagem do turismo no nosso território que aproveita as sinergias e as complementaridades de produtos endógenos já estabilizados e reconhecidos pelos diferentes operadores turísticos.

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Temos, no nosso concelho, vários estabelecimentos de turismo em espaço rural, com 118 camas no total, segundo os últimos dados do Turismo do Centro. Estes novos dados revelam uma potencial de oferta de alojamento em espaço monumental e natural com notável proeminência para os rios Zêzere e Tejo. Revelam, ainda, a capacidade do turismo temático (percursos pedestres, canoagem, BTT, etc.) que percorre as freguesias da Praia do Ribatejo, Tancos, Barquinha e Atalaia.

A congruência estrutural de uma educação de excelência no concelho, na sequência dos avanços obtidos por via da requalificação física do nosso parque escolar; a aposta contínua na temática “Barquinha é Ciência e Arte” que tem vindo a ser adotada como desígnio estratégico para as nossas Escolas; a criação do Parque de Esculturas Contemporânea Almourol; a fruição artística do Parque, com o Centro de Estudos de Arte Contemporânea e a residência de artistas e, no ano de 2017, o alargamento do projeto das artes às freguesias, numa parceria com a Fundação EDP, são fatores de desenvolvimento que devemos relevar e estimular.

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A reabilitação urbana tem sido também um dos eixos prioritários de desenvolvimento para o Município, com a sensibilização dos proprietários para o seu dever de conservação dos imóveis e com a realização de levantamentos das construções degradadas, com a cedência de incentivos fiscais para quem recuperar, e agravamento para quem não conservar. O trabalho da Divisão Municipal de Serviços Técnicos em conjunto com o Gabinete de Apoio e Desenvolvimento ao Empreendedorismo Local (GADEL) nos investimentos em áreas de atividades económicas, agrícolas e não agrícolas, tem sido inexcedível.

Com a aprovação do recente Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) e com intervenções já asseguradas com fundos comunitários, na reabilitação do espaço público – na Rua da Misericórdia, Praça República, Largo José da Cruz/Largo Marechal Carmona e na reabilitação integral de imóveis com mais de 30 anos, atualmente devolutos, vamos instalar um Ninho Empresas e lojas de produtos locais – estamos, assim, a combater as fragilidades do espaço público do centro histórico da vila e a incentivar os privados a recuperar os seus imóveis. Podemos acrescentar que registamos com grande agrado uma estimulante revitalização do edificado privado.

Desejamos um concelho com um modelo híbrido de povoamento, que integra realidades urbanas e rurais numa interação que deverá aprofundar os objetivos da revitalização económica e da sustentabilidade da vivência campestre.

Vila Nova da Barquinha tem vindo a ser reconhecida como zona cultural, com qualidade de vida e com uma relação equilibrada com a natureza. Queremos continuar a apostar num lugar cultural diferenciado, coeso e com espaços de oportunidades de negócio, capaz de afirmar e gerar vida urbana e rural com qualidade de vida e bem-estar.

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