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Quinta-feira, Setembro 23, 2021

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Volta a Portugal | Longa fuga marcou etapa corrida no Médio Tejo (c/ Fotogaleria)

*Com David Belém Pereira/Fotografia

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Correu-se este sábado, 3 de agosto, uma das etapas mais longas da 81ª edição da Volta a Portugal. Os 194,1 quilómetros a ligar Santarém a Castelo Branco, atravessando toda a região do Médio Tejo, o forte calor que se fazia sentir e a proximidade da etapa rainha da Serra da Estrela, condicionavam a prestação do pelotão.

Numa etapa com um final talhado para os sprinters, o plano B é sempre uma fuga de corredores menos bem posicionados na Geral. Foi o que veio a acontecer. Logo à saída de Santarém saltaram do pelotão Jayde Julius (Protouch) e Guillaume Almeida (BAI Sicasal Petro de Luanda) encetando uma fuga com cheirinho a África. O luso-francês defende uma equipa angolana e Julius é sul-africano.

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Fuga teve tanto de quilómetros como de vã glória. Foto: David Belém Pereira

A fuga começou a ganhar consistência com a complacência do pelotão e à passagem pela Chamusca já registava um avanço superior a doze minutos. A partir daí a Caja Rural-Seguros RGA e a Amore & Vita-Prodir, com candidatos à vitória na etapa, pegaram na perseguição e o tempo da fuga começou a cair. Na Meta Volante em Abrantes, ganha por Jayde Julius, cifrava-se em cerca de sete minutos.

Jayde Julius (Protouch) venceu Meta Volante em Abrantes. Foto: David Belém Pereira

A caminho de Mação o cenário alterou-se. Surgiram as primeiras dificuldades e o tempo da fuga estabilizou nos três minutos, já que havia interesse em controlar mas não em anular completamente a fuga.

Guillaume Almeida ia vencendo as Metas de Montanha em Penhascoso e Gavião. Na subida para o Gavião surgiu o primeiro sinal de alarme na equipa do Sporting/Tavira. Tiago Machado teve uma avaria, foi obrigado a trocar de montada e o grosso da equipa verde e branca foi obrigada a trabalho suplementar para recolocar o líder no pelotão.

Guillaume Almeida (BAI Sicasal Petro de Luanda) foi o primeiro na Meta de Montanha em Gavião. Foto: Jorge Santiago

Com a meta em Castelo Branco a aproximar-se rapidamente, Guillaume Almeida abdicou da fuga acusando o esforço dispendido. Seria o último a chegar, com mais de 21 minutos para o vencedor.

Jayde Julius persistiu na fuga sendo apanhado a apenas sete quilómetros da meta, depois das equipas com ambições à vitória na etapa se começarem a posicionar para uma veloz aproximação à meta.

Jogou melhor a equipa de Nuno Ribeiro, a W52-FC Porto, que levou Daniel Mestre nas melhores condições para vencer num vigoroso sprint ao fim de 5h11m37s de prova.

Daniel Mestre (W52-FC Porto) foi o vencedor do sprint em Castelo Branco. Foto: David Belém Pereira

Cément Russo (Team Arkéa-Samsic) foi segundo e August Jensen (Israel Cycling Academy) fechou o pódio de uma jornada que deixou Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) no topo da classificação geral, com vantagem ainda maior sobre os rivais, pois houve “cortes” de tempo, como seria de prever, numa chegada tão complicada e técnica como a de Castelo Branco.

Uma das “vítimas” foi o candidato à vitória na Volta Jóni Brandão. Na aproximação à meta, o ciclista da Efapel perdeu tempo num “corte”, finalizando a jornada na décima posição da Geral, a 23 segundos do camisola amarela depois duma penalização de dez segundos ditada pelo Colégio de Comissários por ter beneficiado de apoio irregular por parte do carro de apoio, na etapa anterior.

Gustavo César Veloso está, pois, no topo da geral. Tem três segundos de vantagem sobre Mikel Aristi (Euskadi Basque Country-Murias) e oito relativamente a Daniel Mestre (W52-FC Porto), que lhe sucedem na tabela.

A W52-FC Porto é ainda dona da camisola verde, através de Daniel Mestre, e comanda por equipas. Urko Berrade (Euskadi Basque Country-Murias) é o melhor jovem. O basco Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi) teve a competência suficiente para manter o estatuto de melhor trepador.

Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) mantém a camisola amarela. Foto: David Belém Pereira

Este domingo corre-se aquela que é considerada a etapa rainha. Com partida de Pampilhosa da Serra e chegada ao ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre, promete sérias mexidas na classificação e talvez se comece a definir o futuro vencedor da “Grandíssima”.

FOTOGALERIA

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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