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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Abrantes: “Vogar contra a indiferença” em defesa do Tejo

Perto de uma centena de cidadãos portugueses e espanhóis vão “vogar contra a indiferença” no sábado, dia 2 de julho, entre Mouriscas e Abrantes, numa ação de mobilização dos cidadãos em defesa do Tejo e do património natural e cultural associado ao rio. As inscrições estão práticamente esgotadas, disse esta manhã o porta-voz do proTEJO, Paulo Constantino, tendo destacado a presença de dezenas de espanhóis nesta ação de defesa do Tejo e da natureza.

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A iniciativa é da proTEJO – Movimento pelo Tejo, numa atividade que pretende “consciencializar” as populações ribeirinhas para a conservação do rio, procurando realçar a “necessidade de uma regulamentação” da gestão de barragens e açudes que garanta um regime fluvial adequado à prática de atividades náuticas e à migração e reprodução das espécies piscícolas.

Paulo Constantino, porta-voz daquele movimento, defendeu no sábado a necessidade de “regras” que integrem “verdadeiros caudais ecológicos” e uma continuidade fluvial proporcionada por passagens para peixes eficazes e para embarcações de pequeno porte, relativamente a uma iniciativa que visa a “defesa e a valorização dos rios como património cultural e de identidade”, sendo a sua defesa “vital” para as cidades e povoações situadas nas suas margens, que “tendem a perder a sua personalidade quando os rios se degradam ou são desvirtuados os seus leitos”, destacou.

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“Esta é uma manifestação de interesses pela boa saúde do rio e da sua fauna e flora”, afirmou Constantino, tendo acrescentado que a iniciativa é também “um alerta sob a forma de protesto contra a sobre exploração a que o Tejo se encontra submetido em resultado do aumento dos transvases”.

João Gouveia, empresário e proprietário do espaço de turismo ambiental e de natureza Colinas do Tejo, explicou os motivos que o levaram a associar-se ao “Vogar Contra a Indiferença”, tendo referido ao mediotejo.net

Em terras portuguesas, continuou, “o Tejo continua com os mesmos problemas que em Espanha, quanto aos caudais insuficientes, a poluição e as barreiras à conetividade fluvial, provando-se que a defesa dos rios ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos”.

A ação “Vogar Contra a Indiferença”, que assinala no sábado a sua quinta edição, foi apresentada este sábado no Cais das Colinas, em Mouriscas, freguesia ribeirinha do concelho de Abrantes de onde vai partir a comitiva, contando com acampamento e descida em canoa e cuja expedição tem como destino o Aquapolis, em Abrantes, “realçando a beleza do património natural e cultural associado a este troço do rio Tejo e que culminará num almoço convívio em Mouriscas”, ponto de partida da ação ambientalista.

Nesta atividade, que já tem “mais de 50 pessoas inscritas, entre elas duas dezenas de espanhóis”, vai decorrer num percurso de cerca de 9 quilómetros e onde os participantes vão fazer a travessia “por portagem” no travessão construído junto à Central Termoelétrica do Pego.

“É um troço do percurso que terá de ser feito a pé, com as canoas a ombro, um problema para o qual pretendemos chamar a atenção para a necessidade da sua resolução”, disse Paulo Constantino, numa ação em que irá ainda proceder-se à leitura da Carta Contra a Indiferença, e na qual se evidencia a “necessidade de promover a navegabilidade do rio Tejo e defender um Tejo vivo com caudais suficientes e sem poluição, no âmbito de uma gestão sustentável da água na bacia hidrográfica do Tejo ibérico”, destacou o dirigente do proTEJO.

A atividade é organizada pelo proTEJO e pelas Colinas do Tejo, empresa turística de valorização de recursos naturais e ribeirinhos, contando ainda com o apoio da Junta de Freguesia de Mouriscas.

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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