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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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VN da Barquinha | Cândido Godinho com músicas do mundo no Parque Ribeirinho (entrevista)

Músico desde os 12 anos, Cândido Godinho conta já com uma carreira de 40 recheada de música e atuações. Cândido desenvolve agora um novo projeto em Vila Nova da Barquinha, sítio que o viu nascer, viver e crescer como homem e como músico. O mediotejo.net esteve à conversa com o artista, o qual revelou um pouco deste projeto, da sua vida, do seu futuro e da música. Este domingo, Cândido leva novamente músicas do mundo ao parque encantado de Vila Nova da Barquinha.

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Tendo sempre feito vida da música, Cândido Godinho encontra-se agora envolvido num projeto da sua autoria. Fazendo do parque ribeirinho residência enquanto músico de rua, Cândido traz miniconcertos itinerantes de World Music (Música do Mundo), aquilo que o artista define como “música étnica, desde jazz a batidas tipicamente africanas. Não me refiro a Kizomba, mas sim à música africana original, com batidas e assim, é essa a música que mais gosto de tocar”.

Músico Cândido Godinho
Cândido a tocar flauta num espetáculo.

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Estreando-se no dia 3 de junho, o projeto nasceu da vaidade e orgulho que Cândido sente pela sua terra natal. Nesta medida, propôs a sua ideia à Câmara Municipal, a qual aprovou. Assim, o músico aparece, sempre pela zona do parque Ribeirinho mas sem sítio fixo, prepara tudo, e deixa a música fluir, tal como o mesmo revela: “não tenho sítio para atuar. Chego, escolho um sítio aleatoriamente e dou o meu espetáculo, na verdadeira conceção de músico de rua. A única diferença é que não coloco o típico chapeuzinho no chão, não é esse o objetivo”.

 

Tributo a José Afonso com os ‘Arregaita’. Foto: Jorge Santiago

Mas Cândido nem sempre atua sozinho. Entre outros diversos projetos que tem, um deles é a banda Arregaita, composta por ele próprio e pelo seu amigo António Dias (Toni), e que foi formada há 29 anos. Não obstante, os dois já tocam juntos há 39, pois já em pequenos tinham “aptidão” para a música. “E começámos a tocar instrumentos. Formámos alguns grupos, tendo começado por Tomar, e passados cerca de 10 anos formámos a Arregaita”, contou Cândido.

O grupo já deu espetáculos em diversos sítios um pouco por todo o país, tendo inclusive já atuado para as comunidades portuguesas no Canadá e nos Estados Unidos da América. Tocam qualquer coisa, dependendo do que lhes é pedido, pois “se formos atuar numa concentração de motards o reportório é um, se formos a uma festa numa aldeia, o reportório é outro, como é evidente”, explicou o artista.

Arregaita e convidados
Atuação acompanhada dos Arregaita.

“Há músicos que não são fiéis a eles próprios”, é esta uma das razões apontadas por Cândido Godinho quando confrontado com a dificuldade de alguns artistas arranjarem atuações em espaços para música ao vivo. Além de, segundo o mesmo, esta prática de ter música ao vivo nos estabelecimentos ter decaído bastante no distrito de Santarém, há a luta desigual entre os próprios músicos, “há sempre alguém que vai por trás e facilita”, passando a solução pela criação de uma “espécie de associação que escalasse um preço”, refletiu.

Mas não é este o caso que vive a banda Arregaita. “Já temos muitos anos disto e temos sítios onde vamos regularmente, já somos conhecidos”, explica Cândido.

“A música estar muito mais acessível” é, segundo Cândido Godinho, um dos frutos da evolução dos tempos, evolução esta que a música foi acompanhando. Antes, quando alguém queria começar a tocar um determinado instrumento, não existia informação sobre ele. Quem quisesse aulas tinha de ir ter com alguém e percorrer distâncias enormes enquanto que hoje “há academias de música, praticamente, em todos os concelhos, antes não era assim”, disse o artista, acrescentando que “hoje em dia, querer é poder. Basta irmos ao Youtube e temos muitos tutoriais disponíveis para aprendermos a tocar um instrumento. Nada que substitua o verdadeiro ensino, mas facilita bastante as coisas”.

Cândido Godinho
Cândido Godinho a atuar.

Para o futuro, o músico barquinhense tenciona fazer algumas composições, gravar e divulgar, dar concertos em nome próprio e em banda, mas, principalmente, ter originais, visto que “é esse o objetivo de qualquer músico, ter identidade, deixar uma marca”, disse Cândido, tendo adiantado ser provável que lance um CD em outubro.

Paralelamente, o artista tenciona propor à Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha organizar um festival de músicos de rua, o qual está pensado para ser realizado após as festas do concelho, com músicos de rua nacionais e, se possível, estrangeiros.

“O que não é propriamente difícil de arranjar, tendo em conta que se formos ao Algarve deparamo-nos com diversos músicos de rua estrangeiros”, disse o músico, revelando uma faceta sempre disponível para propor, construir e enfrentar novos desafios. Até para si próprio.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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