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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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VN Barquinha: Vídeo promocional, peixe do rio e Almourol são fortes apostas turísticas

A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha apresentou esta quinta-feira, dia 18, as principais apostas turísticas para os próximos tempos. O novo vídeo institucional promove o que de melhor existe no concelho, incluindo o peixe do rio que estará em destaque no XII Mês do Sável e da Lampreia entre 27 de fevereiro e 27 de março. Motivos de sobra para atrair visitantes e turistas, complementados pelas obras de requalificação no Castelo de Almourol.

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O Castelo de Almourol rodeado de água, neblina e silêncio. Assim começa o novo vídeo de promoção turística apresentado ontem pelo município que dá a conhecer o que diferencia Vila Nova da Barquinha. A riqueza histórica do património, a contemporaneidade da arte, a adrenalina do desporto, a paz da natureza, a unicidade da gastronomia e a descoberta através da ciência são seis propostas de peso, não só para atrair visitantes e turistas, mas também para usufruto da população.

Os cerca de oito minutos de imagens, que alternam entre vistas panorâmicas e pormenores, resultam de um trabalho desenvolvido ao longo de mais de um ano com a coordenação do presidente da autarquia, Fernando Freire, e Pérsio Basso, técnico municipal responsável pelo Gabinete de Informação e Relações Públicas. João Guerra Madeira e Carlos Mateus de Lima asseguraram a música e a montagem, respetivamente.

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Fernando Freire destacou a importância desta aposta para o desenvolvimento do município, cuja oferta hoteleira ronda as 120 camas, e que vem complementar as iniciativas previstas para os próximos meses. Entre elas, estão agendadas novas exposições na Galeria do Parque e Galeria de Santo António, a participação na Bolsa de Turismo de Lisboa, uma conferência nacional sobre a questão ambiental do rio Tejo, a promoção municipal no Convento de Cristo no âmbito do protocolo assinado esta semana, provas desportivas nacionais (BTT, canoagem e motonáutica) e as Festas do Concelho, que este ano decorrerão entre 9 e 13 de junho.

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O vereador Ricardo Honório e o presidente Fernando Freire

O presidente da autarquia repetiu várias vezes “só se ama o que se conhece”, expressão que poderia dar título ao vídeo que pode ser visto aqui. Questionado pelo mediotejo.net se esse é o lema do concelho para os próximos anos, Fernando Freire respondeu que sim e salientou a importância de “dar a conhecer o que se tem”. O mesmo reforçou a ideia dizendo “saibam as pessoas dar-lhe o respetivo valor e verificar os sentimentos e os monumentos. Temos muitos afetos a partilhar com outras pessoas e é importante que saibamos viver e sentir Vila Nova da Barquinha”.

O impacto do vídeo no setor turístico e na economia local é apontado como uma mais-valia. Segundo o presidente da autarquia, “se damos a conhecer, praticam-se artes de comércio. As pessoas vão ver a cultura, visitam as exposições, interagem com as pessoas, dormem, descansam, vão aos restaurantes e levam os meninos ao Centro Integrado de Educação e Ciências”. O caminho traçado é considerado “certo” e segue no sentido de “viver e sentir arte e ciência, é isso que queremos”.

A gastronomia teve destaque entre as diversas apostas turísticas referidas ao início da tarde com a apresentação do mês do Sável e da Lampreia. A 22ª edição da iniciativa decorrerá de 27 de fevereiro a 27 de março e foi apresentada como “um verdadeiro festival dos sabores do rio” num concelho com forte ligação à atividade piscatória.

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Cartaz do XXII mês do Sável e da Lampreia

Ricardo Honório, vereador responsável pelo pelouro do Turismo, destacou os seis restaurantes aderentes onde a açorda de sável e o arroz de lampreia, entre outros, serão a principal sugestão das ementas. Os apreciadores destes peixes de rio podem optar pelos restaurantes “Almourol”, “Chico”, “Ribeirinho”, “Soltejo”, “Stop” e “Tasquinha da Adélia”. Ao saborearem os pratos típicos ficam habilitados a ganhar bilhetes para passeios de barco ao ex-libris do concelho, o Castelo de Almourol, recém intervencionado no âmbito da candidatura de Musealização comparticipada em 85% por fundos comunitários.

O orçamento previsto para a reabilitação da fortaleza reconstruída por Gualdim Pais após a Reconquista Cristã está estimado em 40.000 euros e inclui trabalhos na edificação, ilha envolvente e acessibilidades. A primeira fase foi concluída em meados de 2015 e o município já preparou uma nova candidatura para a requalificação paisagística da ilhota do Tejo que torna o Castelo de Almourol num caso único. A melhoria dos acessos e a colocação de um palco em madeira no interior das muralhas permitirá tornar igualmente ímpar a oferta cultural do concelho com a realização regular de espetáculos artísticos e de uma Feira Medieval.

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A primeira fase de intervenção no Castelo de Almourol envolveu a conservação das muralhas

Após a apresentação foi realizada uma visita ao monumento classificado como Monumento Nacional desde 1910, durante a qual Fernando Freire referiu que o investimento teve como principal objetivo conservar as muralhas e a torre de menagem de forma a minimizar alguns perigos sinalizados. O acesso à torre também sofreu obras, incluindo a substituição das escadas de madeira “que eram muito íngremes e colocavam em causa a segurança dos visitantes”.

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A escadaria no interior da torre de menagem foi substituída

Segundo o presidente da autarquia, uma vez realizadas as intervenções materiais “o passo seguinte foi darmos a conhecer a história dos templários” através de diversos painéis estáticos com códigos de barras bidemsionais, QR (Quick Response), que direcionam os turistas para o website municipal. Os suportes com conteúdos multimédia chegaram a ser equacionados, mas a hipótese foi descartada devido à humidade do local.

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Pormenor de um painel

No interior da torre de menagem cada piso conta uma história. O primeiro contextualiza a edificação do castelo, no segundo a temática é a Ordem do Templo e mais acima surgem as lendas e a vertente mística associadas ao monumento. Fernando Freire referiu ainda que o terraço reserva aos visitantes “uma orientação do próprio castelo, nomeadamente no tempo da Reconquista com o Castelo de Ozezere e o Castelo da Cardiga”, caraterizando o Castelo de Almourol como o “guardião do território”.

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Cada piso da torre de menagem tem uma temática diferente

Os próximos meses serão intensos e a autarquia espera que visitantes e turistas aceitem o convite para se deslocarem a Vila Nova da Barquinha de modo a que estes investimentos se tornem profícuos pois, segundo Fernando Freire, “só com melhorias e a dinamização do próprio território poderemos ter mais-valias. O Futuro vem aí, é já amanhã”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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