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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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VN Barquinha | Uma boina verde, 61 anos e milhares de histórias (c/ vídeo e fotos)

O Regimento de Paraquedistas abre portas todos os anos a 23 de maio por ocasião do Dia da Unidade para receber os militares que partilham memórias dos tempos em que usaram a boina verde e o brevet e se juntam a quem está a começar o seu caminho. A história repetiu-se esta terça-feira e foram milhares os que voltaram a marcar presença unidos pelo lema “que nunca por vencidos se conheçam”.

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O sexagésimo primeiro aniversário foi assinalado nos dois lados da vedação, como manda a tradição, e a preparação das atividades do programa oficial em Tancos voltou a ser acompanhada pelas das viagens que têm como ponto de partida o resto do país. O ambiente varia, mas o sentimento de orgulho é global.

Foto: mediotejo.net

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O dia começou com as bancadas cheias da parada Alferes Paraquedista Mota da Costa durante a cerimónia presidida pelo Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General António de Faria Menezes, ladeado pelo antigo antigo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos Hernandez Jerónimo, e o Major-General Carlos Perestrelo, que deixa o cargo de Comandante da Brigada de Reação Rápida em junho.

Entre os diversos momentos da manhã esteve o discurso do Coronel Hilário Dionísio Peixeiro, Comandante do Regimento de Paraquedistas desde o início do mês de novembro. As demonstrações terrestres e aéreas e o desfile das tropas em parada fizeram a ponte entre quem trouxe as memórias e aqueles que entraram recentemente para a família paraquedista, todos unidos pelo gosto de voar.

Foto: mediotejo.net

A homenagem aos mortos em combate realizou-se em simultâneo no Regimento de Paraquedistas e junto do monumento de Doboj, na Bósnia, e foram impostas medalhas de Serviços Distintos, D. Afonso Henriques, Comportamento Exemplar, Comemorativa das Campanhas, Grifos de Honra e Brevets Especiais. O programa incluiu ainda a inauguração do Núcleo de Simulação Aeroterrestre, orientado para o treino de procedimentos a bordo.

O almoço foi o ponto alto do convívio, marcado pela descontração e as recordações que se fortalecem de em cada aniversário da unidade. Entre petiscos, música, bebida fresca e stands de venda conhecemos histórias de vida, a forma como os mais velhos encaram as mudanças e os conselhos que deixam aos mais novos.

Foto: mediotejo.net

Armindo Fadigas, Hermelino dos Santos, António Silva ou José Tomé são alguns dos boinas verdes com quem conversámos. As experiências foram diferentes, desde a Guerra do Ultramar à dobragem de paraquedas, e marcaram de forma diferente quem as partilhou. Em qualquer um dos casos, a passagem pelo Regimento de Paraquedistas deixou saudades e a despedida neste dia é sempre feita da mesma forma: “até para o ano”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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