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Sábado, Outubro 16, 2021

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VN Barquinha | Proteção Civil eliminou 31 ninhos de vespa asiática em 2020

O Município de Vila Nova da Barquinha, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, destruiu durante o ano transato 31 ninhos de vespa asiática/velutina no concelho. Nestas ações de eliminação dos ninhos, o Município contou com apoio resultante de uma candidatura aprovada em 2019 ao Fundo Florestal Permanente, no âmbito do ICNF.

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Foram 4 ninhos primários e 27 ninhos definitivos de vespa asiática (ou velutina) que durante o ano de 2020 foram identificados e exterminados no concelho de Vila Nova da Barquinha, numa operação gerida pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e que contou com o apoio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha.

A destruição dos ninhos foi possível graças também ao resultado de uma candidatura que o Município viu aprovada ao programa de “Apoio para a destruição dos ninhos de Vespa Velutina – 2019”, no âmbito do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, concretamente ao Fundo Florestal Permanente. Um apoio anunciado pelo Governo em fevereiro de 2019 que disponibilizou um milhão de euros para uma campanha nacional de destruição da vespa asiática, a cargo dos Municípios.

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A autarquia barquinhense explica que a referida candidatura tinha como propósito “contribuir para a destruição dos ninhos e colónias de vespa velutina” no respetivo território, uma vez que esta espécie é “grande predador de abelhas e de outros insetos que, ao colocar em risco os recursos apícolas, surge como uma ameaça ao cumprimento, pelos espaços florestais, sensu lato, da imprescindível função ecológica e, por consequência, agrícola e económica, que é a polinização das plantas”.

O apoio solicitado, na ordem dos 4 mil euros, permitiu, explana a autarquia “fazer face a despesas ocorridas com esta importante ação”, sendo que o financiamento em causa compreende, nomeadamente, “as tarefas de identificação, validação, injeção e registo na Plataforma StopVespa”.

Recorde-se que no concelho de Vila Nova da Barquinha o primeiro ninho de vespa asiática foi detetado em 2018, na freguesia de Praia do Ribatejo. Em casos de suspeita de ninho de vespa asiática, os cidadãos podem registar tal situação na Plataforma STOPvespa, além da possibilidade contacto à Câmara Municipal.

Em menos de uma década, a vespa asiática espalhou-se como uma praga, dizimando milhares de colmeias de abelhas. Créditos: DR

Refira-se que a vespa asiática distingue-se da vespa europeia pela sua tonalidade mais escura e tamanho ligeiramente maior. “As obreiras medem entre 17 e 32 mm conforme as características do alimento disponível, enquanto a rainha chegará aos 35 mm de comprimento.

O corpo é aveludado e sombrio, assim como os dois pares de asas e as patas castanhas cujas extremidades são amarelo vivo, facto que a nomeia e distingue. Cor que também apresenta em alguns segmentos gástricos e numa banda dorsal do quarto segmento do abdómen. A cabeça é preta com faces amarelo-alaranjado”, conforme é explicado na página de Internet do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

O ciclo de vida da vespa asiática tem início na primavera, sendo por altura de fevereiro/março que a rainha acorda da fase de hibernação, sai à procura de alimento e funda a colónia. A partir de abril/maio “com o nascimento das fêmeas obreiras a colónia recrudesce e mover-se-á para um ninho definitivo, geralmente suspenso de ramos de uma árvore alta, podendo superar os 80 cm. Estes ninhos são claros e têm uma forma arredondada, como uma gota, possuindo uma abertura lateral como saída”, elucida o ICNF.

“Em setembro/outubro, a colónia atinge o número máximo de indivíduos que pode ir até 13.000 onde se incluem as potenciais rainhas fundadoras. (…) Em média, cada colónia pode gerar seis novos núcleos. (…) Outono avançado, as futuras rainhas deixam o ninho que será abandonado, no Inverno, por morte da rainha fundadora, dos zangãos e das obreiras. Nessa altura, as novas rainhas hibernarão, explica ainda o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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