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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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VN Barquinha | Primeiro centro de saúde mental do Concelho em fase final de construção

A Associação de Paralisia Cerebral de Vila Nova da Barquinha, constituída formalmente em 2009, está a construir um Lar Residencial e uma Residência Autónoma para apoio a 12 e cinco utentes, respetivamente, na Rua da Aldeinha, da Moita do Norte.

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As “Casas Moinho de Vento” representam um custo total de 493 mil euros, com financiamento público a rondar os 307 mil euros através do programa PARES II.

Iniciadas há cerca de dois anos, as obras sofreram várias vicissitudes, mas agora encontram-se em fase de conclusão. Nesta altura faltam alguns pormenores de acabamentos e os arranjos exteriores, pelo que se prevê para outubro a conclusão dos trabalhos.

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Num dos edifícios funciona o Lar Residencial, com a parte social e de convívio, espaço de refeições e instalações de apoio e outra parte mais reservada, a dos quartos, duplos e singles, a maior parte deles com casa de banho privativa. Aqui ficam alojados os utentes com mais dependência, mais necessitados de apoio e acompanhamento.

Em frente funciona outro edifício, a Residência Autónoma, para cinco utentes, com espaço de convívio e instalações de apoio, destinadas a pessoas que necessitem de algum acompanhamento mas com elevado grau de autonomia.

A obra custa cerca de meio milhão de euros. Foto: mediotejo.net

“Uma obra extremamente importante”

O terreno onde estão construídos os edifícios, com uma área de 830 m2, foi cedido pela diocese, conforme nos explica Rui Constantino, presidente da Associação promotora, que guiou a reportagem do mediotejo.net na visita às instalações.

Agora que esta fase se encontra quase concluída, a Associação já pensa no próximo projeto: um Centro de Atividade Ocupacionais, que seria instalado no terreno anexo, o qual está a ser negociado com a igreja. Com a Segurança Social também já há conversações no sentido de se poder contar com financiamento.

As “Casas Moinho de Vento” “são uma obra extremamente importante porque não há nada do género no Concelho”, afirma Rui Constantino, que é também Vereador na Câmara. Vem dar resposta a uma lacuna no Concelho, levando os responsáveis da Segurança Social a dizerem que, assim que o equipamento for inaugurado, fica logo esgotado.

As instalações são amplas, com muita luz natural. O mobiliário, ainda dentro dos plásticos, está pronto a ser colocado nos respetivos lugares. Nos quartos as camas e mesas de cabeceira já estão montadas.

Misericórdia pode vir a gerir equipamento

A Associação de Paralisia Cerebral de VN Barquinha está em conversações com a Santa Casa da Misericórdia no sentido de ser esta instituição a assumir a gestão do Centro uma vez que já tem o “know how”, pessoal qualificado, experiência e uma estrutura montada.

A Misericórdia mantém um centro de acolhimento temporário de crianças na Praia do Ribatejo, uma creche, além do apoio à terceira idade. Em termos de recursos humanos tem nos seus quadros psicólogos, técnicos de serviço social e outro pessoal qualificado, recursos de que a Associação não dispõe.

E para “evitar aqui uma duplicação”, espera-se que a Santa Casa aceite este desafio para o qual estão previstos 18 postos de trabalho. “O que pretendemos é que o serviço seja prestado e com qualidade”, sublinha Rui Constantino.

Aponta-se para outubro o final das obras. Foto: mediotejo.net

A ideia da Associação de Paralisia Cerebral começou a surgir em 2000 num ciclo de conferências promovido pela organização local de educação de adultos em que uma das conferências era sobre a problemática da deficiência, onde estavam presentes elementos da antiga Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral. A partir daí gerou-se um movimento que fez surgir no Concelho um subnúcleo daquela associação

A ideia subjacente era criar um espaço de apoio, onde as famílias pudessem deixar, com confiança, os seus filhos deficientes, para que pudessem ir às compras, ir de férias ou tratar dos seus assuntos, explica o nosso interlocutor.

Na génese estiveram o padre José Manuel Laranjeira, as professoras Rosa, Cecília Oliveira e Isabel Carreira (já falecida) e Rogério Andrade, telefonista da Câmara. Este último acabou por ir para Lisboa com os pais por não haver no concelho resposta para o seu problema de mobilidade.

Este grupo restrito iniciou o processo e tentou mobilizar as pessoas para a causa da deficiência. Ainda como núcleo da APPC, os promotores apresentaram uma candidatura ao programa PARES mas que não foi aceite. Depois abriu o programa PARES II e nessa altura, o projeto inicial foi reformulado, com nova enquadramento regulamentar, conseguindo-se a aprovação da candidatura.

Entretanto, relata-nos Rui Constantino, foram assinados protocolos com as Juntas de Freguesia e com a Câmara para se garantir a componente nacional do investimento.

Quando a Associação estava prestes a adjudicar a obra, depois do concurso público, a empresa Aquino, que tinha ganho o concurso, entrou em insolvência. Mais um compasso de espera, com as burocracias normais neste tipo de processos, até que foi aprovado o plano de viabilização da empresa e a obra foi iniciada.

A APCVNB é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como missão “assegurar o alojamento e o acompanhamento psicossocial de pessoas deficientes com diferentes graus de autonomia, desenvolver um serviço permanente e adequados à problemática bio-psicossocial da pessoa com deficiência, contribuir para a melhoria da qualidade de vida do deficiente adulto, na sua autonomia, tentando colmatar as necessidades relacionadas com o processo de envelhecimento, e criando condições que permitam e/ou incentivem a relação interfamiliar e comunitária”.

Além disso, visa a “promoção e desenvolvimento de projetos de ocupação e formação, de acordo com as capacidades individuais, facilitando a participação ativa de todos, quer utentes, quer famílias e figuras de referência, com vista à melhoria da integração social”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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