VN Barquinha | Pandemia afasta paraquedistas da Casa Mãe no Dia da Unidade (c/AUDIO)

Paraquedistas assinalam Dia da Unidade a 23 de maio, este sábado, por força da pandemia, não haverá festa em Tancos. Foto: DR

O Regimento de Paraquedistas assinala este sábado, dia 23 de maio, o Dia da Unidade e o seu 64º aniversário sem cerimónias oficiais por via da pandemia da covid-19. Este ano, por esse motivo, não haverá também a habitual reunião de antigos militares na zona adjacente à escola de tropas paraquedistas, em Tancos, Vila Nova da Barquinha, como disse ao mediotejo.net o Coronel Paulo Cordeiro, Comandante do Regimento de Paraquedistas.

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“Infelizmente, pelas circunstâncias que todos sabemos, vai ser um aniversário que vai ser comemorado de uma maneira diferente, em alma e em espírito, porque fisicamente vai ser impossível materializar estas comemorações. Mas também vai ser um aguçar do apetite para o próximo ano, o 65º será num domingo, e vamos ter a comunidade paraquedista ansiosa por comemorar dois aniversário num, e é nessa esperança que nos vamos preparar para receber todos os paraquedistas na Casa-Mãe” no próximo ano, disse o militar.

Do programa deste dia destaca-se habitualmente a cerimónia militar, demonstração de formação militar, demonstração de capacidades e meios, saltos em paraquedas, “cães de guerra” (cinotécnica), visitas ao Museu e uma grande confraternização ao longo do dia na zona adjacente à escola de tropas paraquedistas.

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Dia da Unidade junta milhares de paraquedistas no dia 23 de maio em Tancos, Vila nova da Barquinha. Foto arquivo: mediotejo.net

O Coronel lembrou os milhares de paraquedistas e familiares que se juntam habitualmente em Tancos no dia 23 de maio, tendo feito notar que já esta sexta-feira o Dia da Unidade já começou a ser celebrado além fronteiras.

64ª aniversário do Dia da Unidade Paraquedistas assinala-se este sábado, dia 23 de maio. Foto: CMVNB

O Comando da unidade militar confirmou ter recebido esta sexta-feira fotografias de Doboi, na Bósnia Herzegovina, junto ao monumento ali instalado em homenagem aos militares que tombaram no cumprimento da sua missão, tendo o Comandante do Regimento de Paraquedistas lembrado também os militares que estão em missão no exterior do país.

Milhares de militares vindos de todos o país, unidos pelas boinas verdes e pelo lema “que nunca por vencidos se conheçam”, juntam-se todos os anos para assinalar a data, conviver, relembrar histórias e rever amigos. Este ano, devido à covid-19, foi dado o toque de recolher para que os militares não se dirijam para Tancos este sábado.

Pandemia afasta paraquedistas da Casa Mãe no Dia da Unidade. Foto: DR

“Vai haver apenas o ritual do hastear da Bandeira Nacional às 8:00 neste dia dia festivo”, notou Paulo Cordeiro, tendo o Comandante do Regimento afirmado acreditar que “dois a dois, em binómio, vai haver por esse país fora confraternização dos nossos paraquedistas”.

23 de Maio de 2020

Perante o inesperado, o tempo pede-nos para parar e darmos-lhe tempo, para que o futuro próximo seja tempo, de voltarmos a estar juntos para partilhar as histórias de outros tempos. Agora é tempo de parar! Façamos uma inspiração profunda e obedecendo ao toque de recolher, vamos parar! Depois, com a serenidade de quem desce suspenso por um manto de seda, aguardemos a alvorada que há-de chegar.O 23 de maio de 2020, será no sempre, o tempo de lembrar camaradas e histórias coletivas de forma individual, para que daqui a um ano, possamos rejubilar-nos com os tempos e histórias de outrora!Este 23 de maio ficaremos em Casa…Partilhem…“Que nunca por vencidos se conheçam”#QNPVSC

Publicado por Regimento de Paraquedistas em Quinta-feira, 23 de abril de 2020

A zona adjacente ao campo militar de Tancos receber todos os anos os antigos militares e respetivas famílias vindos de todo o país para assistir às comemorações protocolares e recordar os tempos que ali passaram juntos, num convívio marcado sempre pela descontração, camaradagem e muitos petiscos, com os camaradas de armas a conferirem  um ambiente único e demonstrativo da união e camaradagem desta força especial.

Milhares de “boinas verdes” regressam assim ao quartel do Regimento de Paraquedistas para comemorar o 63º aniversário daquela tropa militar, evento que se assinala anualmente a 23 de maio.

Mensagem do Coronel Paulo Cordeiro, Comandante do Regimento de Paraquedistas de Tancos:

“777 anos separam dois atos formalizados à data de 23 de maio e que marcam a história de Portugal enquanto Nação e as Forças Armadas Portuguesas. O primeiro protagonizado em 1179 aquando da emissão da bula dedicada ao rei português D. Afonso Henriques e seus herdeiros, na qual o papa Alexandre III reafirmou a proteção da Santa Sé e o reconhecimento inequívoco de Portugal como reino; o segundo, por escolha própria em reconhecimento do valor histórico imaterial do primeiro, materializa em 1956, a inauguração do aquartelamento do Batalhão de Caçadores de Paraquedistas Portugueses, criado por força de letra da Portaria 15671 de 26 dezembro de 1955.

A data de 23 de maio de 1956, depressa se projetou como uma referência no tempo para toda a comunidade paraquedista portuguesa, tendo-se verificado, com o término da administração portuguesa dos territórios coloniais e a relocalização de todas as unidades paraquedistas em território continental, o reforço do valor imaterial desta data festiva, como o dia dos Paraquedistas Portugueses.

No âmbito da manutenção da memória de todos aqueles que deram o melhor de si no cumprimento do Dever, também hoje, em Doboj, Bósnia Herzegovina, faz-se cumprir o acordo assumido entre a Liga dos Combatentes e a Câmara Municipal de Doboj, da evocação aos Paraquedistas mortos naquele Teatro de Operações, com a colocação de uma coroa de flores no monumento ao esforço de Portugal naquele território.

Sendo o Regimento de Paraquedistas (RPara) responsável pela manutenção da identidade e memória das Unidades do passado, e sendo o dia 23 de maio o dia da criação do seu aquartelamento, assinalam-se assim hoje, 64 anos de História escrita, por todos aqueles que dedicaram parte de si a servirem Portugal. Este ano, atendendo à situação epidemiológica da COVID-19 que vivemos não é possível conduzir as tradicionais cerimónias alusivas à efeméride.

Atento à missão e atribuições definidas superiormente ao RPara, durante o último ano, foram cumpridas diversas missões na área da formação, da prontidão de forças e da preservação das tradições herdadas do passado, das quais se relevam: (i) no âmbito da formação, foram realizados 26 ações de formação distribuídas por 22 cursos diferentes, num total de 349 formandos e a finalização processual dos Referenciais de Curso ministrados por este polo de formação na dependência da Escola das Armas; (ii) no âmbito da prontidão de forças destaca-se a prontidão do DAAT/CT/FRI, o apoio a missões aeroterrestres materializado na ativação de bases de partida e operação de zonas de lançamento para pessoal e cargas contabilizando 68 missões de  lançamento aéreo de Pessoal com um total de 3561 saltos de abertura automática e 2016 saltos de abertura manual, 28 missões de lançamento aéreo de carga com um total de 140 cargas, médias e pesadas; a participação do BOAT no Exercício Real Thaw; o apoio à Esquadra 552 na qualificação de tripulações do novo helicóptero da Força Aérea Portuguesa – AW 119 MKII Koala, no que respeita ao transporte de carga suspensa; o apoio ao Corpo de Fuzileiros da Armada Portuguesa na construção, preparação e certificação de plataformas para lançamento de lanchas rápidas da marinha, a partir de aeronaves da FAP; e a cooperação técnico – militar com a Alemanha, através da 1st Airborne Brigade, que contou com a presença de 134 militares. Esta cooperação visou desenvolver a capacidade de infiltração por salto em paraquedas de abertura manual; (iii) no âmbito da preservação da coesão e das tradições paraquedistas, o RPara apoiou a reunião e visita de 25 grupos, num total de 1651 pessoas, representativas de paraquedistas e famílias de ex-combatentes, de incorporações e de cursos de paraquedismo, sendo de relevar, pelo seu significado e dimensão, a iniciativa anualmente conduzida pela União Portuguesa de Paraquedistas para homenagear os cursos dos 50 anos de brevetamento, que este ano contou com os “Boinas Verdes” do ano de 1969.

No recente quadro da prevenção e combate à COVID-19, evidencia-se o trabalho que o RPara desenvolveu no âmbito da cedência de material e montagem de camas, em apoio às estruturas integradas da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e na distribuição de material de proteção e higiene aos estabelecimentos de ensino em apoio ao Ministério da Educação.

Perante a adversidade que a Nação vive, o Exercito conta com o RPara que se mantém focado e disponível em contribuir para um Exército, credível, moderno, atrativo, de elevada prontidão e competência, pronto para a defesa militar da República e contribuinte ativo para a segurança cooperativa, para a proteção e bem-estar das populações e para a salvaguarda do património nacional.

Parabéns a todos os militares e civis que prestaram ou prestam serviço no RPara, sendo este estendido a todos os Paraquedistas Portugueses, os de ontem, os de hoje e os de sempre, em especial aqueles que hoje servem a Nação Além-Fronteiras, ao 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista destacado na República Centro Africana, dirigimos a nossa gratidão.

“Que nunca por vencidos se Conheçam!”.

Paulo Cordeiro, Coronel

Fernando Freire, presidente do município de Vila Nova da Barquinha, e o Coronel Paulo Cordeiro, Comandante do Regimento de Paraquedistas. Foto: CMVNB

VN Barquinha | Município associa-se ao Dia das tropas paraquedistas

Em 1955, através do Decreto n.º 40394, eram criados os paraquedistas em Portugal.
Também, através desse diploma era autorizado o uso de uma boina como artigo de fardamento. As Tropas paraquedistas, desde 1956 estão presentes no concelho de Vila Nova da Barquinha e fazem parte da memória e da história do nosso concelho.

Contam 64 anos de serviço à Pátria e ao nosso território. Primeiro com a designação de Regimento de Caçadores Paraquedistas, posteriormente como Base Escola das Tropas Paraquedistas, Escola de Tropas Paraquedistas e, ultimamente, como Regimento de Paraquedistas.

Sempre com sede no Polígono Militar de Tancos e dependentes do então ramo Força Aérea formaram milhares de cidadãos que combaterem na guerra do ultramar desde 1960 até 1975. Em 1 de Janeiro de 1994 transitam para o ramo Exército.

Os “páras” granjearam a fama de militares de elite, não só pelas operações de combate e aparições públicas, mas também e muito especialmente porque para ser “boina verde” é necessário palmilhar um longo e duro caminho de instrução e combate.

Vocacionados para a formação e missões operacionais de apoio aeroterrestre, têm participado em inúmeras missões internacionais de paz e cooperação dando enorme prestígio a Portugal e às organizações internacionais de que fazemos parte.

No 64.º aniversário das tropas paraquedistas, as comemorações do seu dia, devido à pandemia do Covid19, não se podem realizar.  Ficam, assim, impossibilitados milhares de “páras” de visitar a casa mãe.

O Município de Vila Nova da Barquinha quer associar-se a esta data, o 23 de maio de 2020 – dia das tropas paraquedistas, e reconhecer todos aqueles que ao longo destes 64 anos contribuíram, e contribuem, com o seu mérito, o seu percurso pessoal e profissional para a dignificação das tropas paraquedistas, das Forças Armadas e do Estado Português.
“Que nunca por vencidos se conheçam!”.

O Presidente da Assembleia Municipal, António Ribeiro
O Presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire

 

 

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