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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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VN Barquinha | Novos casos de gripe das aves interditam parque ribeirinho (C/ÁUDIO)

Foram confirmados esta semana novos casos de infeção por vírus de gripe aviária em patos selvagens encontrados mortos no parque ribeirinho em Vila Nova da Barquinha, tendo a autarquia decidido interditar o espaço ao público. Em aviso à população, o município confirma o novo foco em patos mudos encontrados mortos no parque ribeirinho, reiterando as medidas de segurança a adotar por criadores de aves e munícipes. Portugal tem atualmente seis focos de infeção pela gripe das aves, após o vírus ter sido também confirmado na terça-feira numa gaivota no Baleal (Peniche), disse à Lusa fonte da DGAV.

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Neste momento, o Barquinha Parque encontra-se interdito ao público, numa decisão tomada pela autarquia acompanhada pelo apelo a que não se alimentem os animais na zona do parque, “evitando assim a aproximação dos mesmos”. É também solicitado que não se circule no perímetro sinalizado “a fim de não ser um agente da propagação do vírus em capoeiras ou cativeiros onde coabitem espécies que sejam afetadas por esta gripe”.

Portugal tem atualmente seis focos de infeção pela gripe das aves, após o vírus ter sido hoje confirmado em patos selvagens em Vila Nova da Barquinha e numa gaivota no Baleal (Peniche), disse à Lusa fonte da DGAV.

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“Em Vila Nova da Barquinha foi detetado o vírus da gripe aviária em patos selvagens, situação que vem reforçar que a doença existe em circulação nos animais selvagens e que é através destas que chega às espécies domésticas”, disse à Lusa Susana Pombo, da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que confirmou ainda a sinalização de um novo foco em Peniche.

“Aos cinco focos que já conhecíamos, sendo o quinto foco confirmado em Alpiarça” (Santarém) no dia 04 de janeiro, num ganso selvagem encontrado morto na Barragem dos Patudos, “podemos hoje sinalizar um sexto foco de infeção pela gripe das aves de alta patogenicidade [GAAP] em Peniche, também em animais selvagens, numa gaivota”, afirmou na terça-feira, apelando ao cumprimento das regras de biossegurança.

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ÁUDIO | SUSANA POMBO, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV):

No dia 31 de dezembro tinha sido confirmado um foco numa exploração de perus, em Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, sendo que a confirmação de hoje da existência de novos casos de gripe aviária do subtipo H5N1 de alta patogenicidade em patos mudos, encontrados mortos no parque ribeirinho daquele município, não configura um novo foco da doença estando, antes, ligados ao foco já existente.

“Em Vila Nova da Barquinha, os patos selvagens encontrados mortos não configuram um novo foco uma vez que já estão incluídos na zona de vigilância demarcada aquando do foco ali detetado” em dezembro, disse Susana Pombo.

No entanto, e por medida de precaução e de contenção da doença, o município de Vila Nova da Barquinha, em articulação com a DGAV, decidiu interditar o acesso ao parque ribeirinho.

Novos casos de infeção por vírus de gripe aviária de alta patogenicidade H5N1 foram confirmados esta terça-feira, 11 de janeiro, no Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha. Imagem de arquivo: Ana Rita Cristóvão | mediotejo.net

“A autarquia interditou o parque ribeirinho ao público, solicitando aos munícipes que não alimentem os animais na zona do parque evitando assim a aproximação dos mesmos, que não circulem no perímetro sinalizado a fim de não ser um agente de propagação do vírus em capoeiras ou cativeiros onde coabitem espécies que sejam afetadas por esta gripe”, informou o município, em comunicado.

Os dois primeiros focos foram detetados em 01 de dezembro, numa capoeira doméstica em Palmela, e em 23 de dezembro, numa exploração de perus em Óbidos, com cerca de 18 mil aves, existindo “uma ligação” entre essa exploração e o terceiro foco detetado em 30 de dezembro, e confirmado no dia seguinte, em Vila Nova da Barquinha, numa exploração com cerca de seis mil perus.

No dia 04 de janeiro foi detetado um quarto foco de gripe aviária numa exploração de galinhas e patos em Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e no dia seguinte foi confirmado um quinto foco em Alpiarça, num ganso selvagem, a que se junta agora um sexto foco, em Peniche, detetado numa gaivota.

A DGAV lembrou que “não existem evidências de que a gripe aviária seja transmitida para os humanos através do consumo de alimentos”, como carne de aves de capoeira ou ovos, salientando que “na origem da doença estará a regular migração de aves selvagens na Europa, provenientes da Ásia e do leste da Rússia, que têm permitido a circulação viral e a sua transmissão a longas distâncias”.

Face à “situação epidemiológica atual”, a DGAV defendeu ser importante “cumprir e reforçar” as regras de biossegurança, assim como as boas práticas de produção avícola, evitando contactos entre aves domésticas e selvagens.

“É ainda de extrema importância a notificação imediata de qualquer suspeita, de forma a permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença”, acrescentou.

A notificação de mortalidade de aves selvagens pode ser feita através da aplicação ANIMAS (http://animas.icnf.pt).

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

Agência de Notícias de Portugal

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