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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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VN Barquinha | Noivo revela como preparou pedido de casamento no Castelo de Almourol

Lembra-se do insólito pedido de casamento que aqui relatámos e que teve o Castelo de Almourol, no Concelho de Vila Nova da Barquinha, como cenário? Agora contamos-lhe a história toda, relatada por um dos protagonistas: o noivo.

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Tudo aconteceu no dia 28 de julho, durante uma descida do rio Tejo em canoa, mas os preparativos para a surpresa começaram alguns meses antes.

O jovem casal de namorados, ele técnico superior da função pública, 29 anos, e ela jurista, de 27 anos, ambos de Lisboa, começaram a namorar ainda nos tempos de faculdade e partilham casa há dois anos. Entre os dois começou a surgir a ideia, ainda um pouco vaga, de casarem aos 10 anos de namoro, que se completam no próximo ano.

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Em maio deste ano, quando completara nove anos de namoro, o noivo (que prefere manter o anonimato) começou a pensar no pedido de casamento. O Castelo de Almourol surgiu como ideia “pelo facto de ser um lugar muito especial”, já que “havia sido precisamente em julho de há nove anos o primeiro sítio onde passámos férias juntos (mais propriamente no parque de campismo de Constância, tendo visitado o castelo ao pôr-do-sol), lugar já por mim na altura escolhido por ser dos monumentos que mais gosto do país (e onde a minha, agora noiva, nunca havia ido)”, relata o noivo.

Pensou, portanto, no que poderia fazer no Castelo de Almourol que fosse memorável, tendo-se lembrado de uma faixa enorme que, por numa Associação de Estudantes em que esteve envolvido na Faculdade, terem criado algo semelhante no campus, cujo impacto foi muito satisfatório.

Para que fosse visível o pedido, teria de se cingir à largura da muralha mais larga sem torres (cerca de 15 metros) e encurtar a frase de forma a ter as letras suficientemente grandes para serem visíveis do rio. Daí o desenho que se vê à esquerda e não o nome da noiva (um pequeno cartoon de autoria do noivo representativo da alcunha da noiva, uma “borreguita”), e a abreviação do “comigo” para “cmg”. Este design foi testado com recurso a “printscreens” do Googlemaps para deduzir os tamanhos ideais das letras e planear o posicionamento na faixa, que teria de ter 15m de largura por 2m de altura, com garrafas de água amarradas por cordas para esticar a faixa, e que haveria de ser pintada a spray pelo próprio noivo e colegas de trabalho, que o ajudaram nesta tarefa.

A faixa foi colocada nas muralhas do Castelo de Almourol. Foto: Filipe Bento

O tecido para a faixa foi fornecido pela futura-madrinha do noivo, o anel foi comprado por empréstimo do futuro-padrinho, para que a noiva não suspeitasse de dinheiro desaparecido da conta comum, e os amigos convocados para largar a faixa, apesar de amigos de ambos, foram divididos entre uns mais próximos do noivo e uns mais próximos da noiva.

Faltava ainda a parte da descida do rio em canoa. Para isso, o noivo combinou com um amigo seu, que é dono de um kayak, que convidasse o casal a ir a Constância e Almourol para passear no rio, ao mesmo tempo que secretamente iam falando com todos os restantes de forma a preparar tudo sem a noiva desconfiar. No relato que fez ao mediotejo.net, o noivo confessa que foi a noiva que lhe perguntou se estaria interessado em ir descer o rio em canoa, algo com que concordou, depois de se fingir relutante.

No dia combinado, já a navegar no rio Tejo e perante a faixa que de repente avistou no Castelo de Almourol, a noiva ficou primeiro confusa e surpreendida, tentando decifrar o que se passava, a que se seguiu a euforia do “sim” quando, de forma mais formal, o noivo fez o pedido de casamento, mostrando o anel que levava a bordo do kayak. Nesse preciso momento, um outro cúmplice, escondido nas margens da ilha, pôs a tocar numa coluna portátil ligada a um telemóvel uma música romântica com significado especial para os noivos.

Perante todo este cenário romântico, ouviram-se palmas de um grupo que passava no barco Ninfa do Tejo que felicitou os noivos e associou-se ao momento festivo. Do topo do castelo, os amigos do noivo fizeram soar umas cornetas e buzinas que compraram de propósito para festejar o “sim”. Já os risos da noiva, só terminaram com a chegada a terra, onde perante todos os amigos, que entretanto deixaram o seu posto no Castelo para se encontrarem com os noivos, deram lugar a algumas lágrimas, comovidas, mas não menos felizes.

O jovem casal de Lisboa espera casar em 2019, quando completarem 10 anos de namoro.

O noivo não termina o seu relato sem fazer questão de agradecer “aos amigos Gonçalo, Joana, Samuel e Lu, Fernando A., Diogo e Mónica, Rui, Sandra e Fernando, Rui B. e Manuel, à Junta de Freguesia de Tancos e à Glamira, sem os quais nada disto teria sido possível, e claro, ao mediotejo.net, por engrandecerem este nosso momento”. 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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