- Publicidade -
Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
- Publicidade -

VN Barquinha | N. S. da Piedade encontrou-se com S. Marcos (c/ fotogaleria)

O encontro é, literalmente, “sagrado”. Todos os anos, por ocasião do feriado da Assunção de Nossa Senhora, os santos padroeiros de Tancos e Arripiado encontram-se. Esta tradição religiosa chegou a ser interrompida, mas não morreu e no dia 15 de agosto voltou a cumprir-se com N. S. da Piedade a atravessar o rio Tejo para ser recebida por S. Marcos no cais ribeirinho a que este dá nome.

- Publicidade -

A procissão fluvial é o momento alto dos festejos de verão realizados nas freguesias de Tancos e Carregueira, aproximando os concelhos de Vila Nova da Barquinha e da Chamusca que superam diariamente a barreira da água com uma Barca de Passagem. O obstáculo imposto pela natureza foi suplantado e a imagem da santa viajou até à aldeia vizinha na última data das festas que começaram no dia 11 no Médio Tejo e no dia 12 na Lezíria do Tejo.

O encontro dos santos padroeiros teve lugar este ano no Arripiado. Foto: mediotejo.net

O ponto de encontro vai alternando e em 2016 foi S. Marcos quem fez a travessia para manter vivo o ritual religioso que esta terça-feira levou N. S. da Piedade a sair da pequena capela construída no século XVIII à entrada da localidade. Ali regressou horas mais tarde, sempre acompanhada pela banda filarmónica, para aguardar o encontro de 2018, depois de percorrer as ruas de Tancos e Arripiado e da missa na Igreja de S. Marcos.

- Publicidade -

Os primeiros encontros dos santos padroeiros não se realizavam ali. O novo local de culto veio substituir a pequena capela que existiu na margem até ser demolida e transportou a memória através dos azulejos que podem ser encontrados no seu interior. No exterior, preserva a fachada da antiga Igreja de Santa Apolónia, demolida em Lisboa por ocasião do alargamento da estação ferroviária.

A missa realizou-se na Igreja de S. Marcos. Foto: mediotejo.net

As imagens de N. S. da Piedade e S. Marcos foram recebidas pela população com as tradicionais colchas penduradas nas janelas. Poucas, mas simbólicas, numa tentativa de manter vivo o cortejo sagrado que une mais do que a fé de ambas as margens.

- Publicidade -

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome