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Sábado, Novembro 27, 2021

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VN Barquinha | Município coloca armadilhas à vespa asiática em todas as freguesias

A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha iniciou esta semana a colocação de 250 armadilhas para combater a vespa asiática em todas as freguesias do concelho,

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Em comunicado, é referido que esta intervenção foi adjudicada à empresa “Enxame D’Abelhas”, numa ação financiada através de candidatura ao programa de apoio para destruição dos ninhos de vespa velutina 2019, no âmbito do Fundo Florestal Permanente do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas.

Além da diminuição do número de ninhos de vespa asiática no concelho, com esta ação pretende-se ainda “perceber quais os locais de maior incidência da espécie invasora”, refere a autarquia barquinhense.

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Recorde-se que no concelho de Vila Nova da Barquinha o primeiro ninho de vespa asiática foi detetado em 2018, na freguesia de Praia do Ribatejo.  No ano transato (2020), o município, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, destruiu 31 ninhos de vespa asiática/velutina no concelho.

Refira-se que a vespa asiática distingue-se da vespa europeia pela sua tonalidade mais escura e tamanho ligeiramente maior. “As obreiras medem entre 17 e 32 mm conforme as características do alimento disponível, enquanto a rainha chegará aos 35 mm de comprimento.

O corpo é aveludado e sombrio, assim como os dois pares de asas e as patas castanhas cujas extremidades são amarelo vivo, facto que a nomeia e distingue. Cor que também apresenta em alguns segmentos gástricos e numa banda dorsal do quarto segmento do abdómen. A cabeça é preta com faces amarelo-alaranjado”, conforme é explicado na página de Internet do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Em menos de uma década, a vespa asiática espalhou-se como uma praga, dizimando milhares de colmeias de abelhas. Créditos: DR

O ciclo de vida da vespa asiática tem início na primavera, sendo por altura de fevereiro/março que a rainha acorda da fase de hibernação, sai à procura de alimento e funda a colónia. A partir de abril/maio “com o nascimento das fêmeas obreiras a colónia recrudesce e mover-se-á para um ninho definitivo, geralmente suspenso de ramos de uma árvore alta, podendo superar os 80 cm. Estes ninhos são claros e têm uma forma arredondada, como uma gota, possuindo uma abertura lateral como saída”, elucida o ICNF.

“Em setembro/outubro, a colónia atinge o número máximo de indivíduos que pode ir até 13.000 onde se incluem as potenciais rainhas fundadoras. (…) Em média, cada colónia pode gerar seis novos núcleos. (…) Outono avançado, as futuras rainhas deixam o ninho que será abandonado, no Inverno, por morte da rainha fundadora, dos zangãos e das obreiras. Nessa altura, as novas rainhas hibernarão, explica ainda o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

Em casos de suspeita de ninho de vespa asiática, os cidadãos podem registar tal situação na Plataforma STOPvespa, além da possibilidade contacto à Câmara Municipal.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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