VN Barquinha | Movimento Protejo debateu plano para “Alqueva do Tejo”

Apresentação do Projeto Tejo aos ambientalistas do Movimento Protejo (Foto: mediotejo.net)

Muitas perguntas e várias críticas foram apresentadas pelos ambientalistas do Movimento Protejo em relação ao chamado “Alqueva do Tejo”, um “pré-plano” de “Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste” explicado por Jorge Froes, engenheiro especialista em planeamento hidráulico que esteve ligado aos projeto de regadio do Alqueva.

PUB

PUB

A apresentação decorreu na primeira parte de uma reunião de trabalho do Movimento realizada na antiga Junta de Freguesia da Moita do Norte, concelho de Vila Nova da Barquinha, na tarde do dia 7.

Cerca de 20 pessoas assistiram à apresentação do projeto que prevê a construção de seis açudes no rio Tejo e, se houver necessidade, quatro barragens.

PUB

“O Tejo está abandonado, está doente e preciso de “pace-makers” que são estes açudes”, afirmou Jorge Froes, realçando o impacto positivo do projeto sobretudo ao nível da agricultura.

Os açudes previstos, com uma altura média de quatro metros, localizam-se em Castanheira, Valada, Santarém, Pombalinho, Almourol (a montante do castelo) e Abrantes (a montante do atual).

PUB

O investimento final global ronda os 4 mil e 500 milhões de euros para uma área abrangida na ordem dos 300 mil hectares.

No final da apresentação, alguns ambientalistas teceram duras críticas ao projeto, questionando os interesses que estão por trás do projeto. “Isto é exatamente o oposto daquilo que defendemos”, afirmou um dos presentes. Outros, mais moderados, questionaram a pertinência do projeto e a consequente “artificialização do rio Tejo”.

O impacte visual dos açudes e as suas consequências para a fauna, a atividade piscatória e os terrenos afetados foram outros problemas levantados.

De qualquer forma, os cerca de 20 elementos do Movimento Projeto manifestaram interesse em acompanhar a evolução do plano.

“A licença de rejeição de águas residuais da Celtejo” era outro assunto da ordem de trabalhos. Uma vez que o ministro do Ambiente anunciou para a próxima semana a proposta de licença definitiva à Celtejo e nas próximas duas semanas as licenças de 10 estações de tratamento urbanas e industriais no Tejo, os ambientalistas decidiram aguardar esse anúncio para depois tomarem uma posição.

Foi dado conhecimento acerca dos resultados da campanha de crowdfunding para apoio ao ativista Arlindo Consolado Marques, processado pela Celtejo. Foram angariados mais de 21 mil euros, verba que será utilizada para apoio judicial nos processos em tribunal.

No final da reunião, foram abordados os pormenores da organização do 6º Vogar Contra a Indiferença e encontro em defesa dos ativistas ambientais, marcado para dia 19 de maio em Vila Velha de Rodão. Uma descida em canoa do rio Tejo ao longo de cinco quilómetros, um pic-nic e a distribuição de informação aos residentes locais fazem parte do programa.

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).

- publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here