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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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VN Barquinha | Movimento pelo Tejo define ações prioritárias para 2022

O proTEJO – Movimento pelo Tejo já definiu as linhas de ação prioritárias para o ano 2022, estando na linha da frente a mobilização “por um Tejo livre de açudes e barragens e por caudais ecológicos nos planos de gestão da região hidrográfica do Tejo, a apresentação de uma queixa à Comissão Europeia por “inadequada gestão da água”, a despoluição do rio Alviela e a sensibilização ambiental junto da comunidade escolar da região.

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Em comunicado, o movimento proTEJO refere que “centrará a sua atuação durante o ano de 2022 na mobilização e sensibilização dos cidadãos da bacia do Tejo para a despoluição dos afluentes do rio Tejo, nomeadamente, o rio Alviela, para defenderem a biodiversidade de um rio Tejo e afluentes livres de barragens e açudes, com dinâmica fluvial adequada à preservação dos fluxos migratórios das espécies piscícolas e ao usufruto das populações ribeirinhas, e pela definição de caudais ecológicos nos planos de gestão da região hidrográfica – 2022/2027, nomeadamente, à entrada do rio Tejo em Portugal na barragem de Cedilho e na Ponte de Muge”, atuais pontos de controlo dos caudais mínimos da Convenção de Albufeira.

A 18 de junho será realizada a 10ª edição do “Vogar Contra a Indiferença – Pela despoluição do rio Alviela” com uma descida de Canoa no rio Alviela para “evidenciar a necessidade de relevar o princípio da precaução para evitar a sua poluição, nomeadamente pela regularidade e oportunidade da fiscalização das descargas de efluentes pelas atividades agrícolas, pecuárias e industriais”.

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Em maio, o proTEJO celebrará o “Dia Mundial da Migração dos Peixes” e participará no “Seminário internacional sobre a intensificação da remoção de barragens como ferramenta de restauração de rios na Europa”, organizado pela Dam Removal Europe para “defender a biodiversidade de um rio Tejo e afluentes livres de barragens e açudes, com dinâmica fluvial adequada à preservação dos fluxos migratórios das espécies piscícolas e ao usufruto das populações ribeirinhas”.

Nesse sentido, o Movimento pelo Tejo dá conta que participará “ativamente na remoção de açudes e barragens obsoletos inoperacionais na bacia do Tejo cujo descomissionamento aumente os troços de rios livres que criam novos habitats e novas condições para a regeneração da água e da biodiversidade, contribuindo para a Estratégia Europeia para a Biodiversidade 2030”.

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Ao nível da sensibilização ambiental, o proTEJO pretende divulgar projetos de Educação Ambiental sobre “Água e Rios, bem como a efetivação de ações de Restauração Fluvial e de Educação Ambiental junto da comunidade escolar e em cooperação com os municípios que através do conhecimento da ecologia sensibilizem para a conservação da biodiversidade e do rio Tejo e seus afluentes.

Ainda nesse âmbito, e com o objetivo de “sensibilização das comunidades ribeirinhas para o impacto das alterações climáticas sobre os recursos hídricos”, o movimento proTEJO anuncia a participação “com as novas gerações de jovens pela justiça climática, na organização da “Caravana pela Justiça Climática” que envolverá a realização de um percurso ao longo do curso do rio Tejo desde a entrada do rio em Portugal até ao estuário do rio Tejo”, em Lisboa.

O proTEJO dá ainda conta que vai defender a “definição de caudais ecológicos em alegações na participação pública do projeto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo de Portugal 2022/2027, a ser apresentado pela Agência Portuguesa do Ambiente no início do ano de 2022, e nas alegações ao Plano Hidrológico del Tajo 2022/2027 de Espanha, cuja consulta pública se encontra em curso”, em que participará com a Rede Ibérica de Cidadania por Uma Nova Cultura da água do Tejo / Tajo e seus afluentes.

Por outro lado, o movimento pelo Tejo, com sede em Vila Nova da Barquinha, reitera que vai apresentar uma “Queixa à Comissão Europeia por Incumprimento da Diretiva Quadro da Água pela permissão de inadequada gestão da água às concessionárias hidroelétricas por parte dos governos de Portugal e Espanha”.

O proTEJO vai ainda em 2022 “elaborar uma iniciativa legislativa de cidadãos para a proteção dos cidadãos / ativistas ambientais para subscrição no sítio do Parlamento como proposta de alteração da lei de proteção dos denunciantes que não contemplou ativistas ambientais de que é exemplo o chamado Guardião do Tejo, Arlindo Marques, que esteve a braços com um processo de difamação por ter denunciado infrações ambientais, mas que ficou fora do âmbito da proteção agora aprovada pelo Parlamento”.

O proTEJO – Movimento pelo Tejo aprovou ainda, em reunião do seu Conselho Deliberativo realizada este mês de dezembro, além da estratégia e programação de atividades para o ano de 2022, as eleições para as unidades orgânicas do proTEJO para o período de 2022/2024, com o ato eleitoral a decorrer a 19 de fevereiro.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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