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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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VN Barquinha | Militares vão levar aeronaves não tripuladas para a República Centro Africana (C/VIDEO)

Novos sistemas aéreos não tripulados vão integrar o dispositivo da 6ª Força Nacional Destacada (FND) para a missão na República Centro-Africana, disse na quarta-feira em Tancos, Vila Nova da Barquinha, o 2º Comandante da força militar portuguesa, elogiando as mais valias tecnológicas e de segurança.

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“A força está pronta” [para avançar em setembro para a RCA] e as novidades são o recebimento de dois sistemas, com três veículos aéreos não tripulados cada, adquiridos recentemente no projeto de modernização do Exército no âmbito da vigilância de objetivos e recolha de informação, equipamento que vai integrar a Força [Nacional Destacada Conjunta]”, disse o Major Nuno Silva em Tancos, nas instalações da Brigada de Reação Rápida (BRR), à margem do exercício final de aprontamento “Bangui 192”.

O militar destacou a capacidade dos aparelhos em “transmitir imagens até 10 quilómetros” de distância do operador, que pode manobrar o aparelho a partir de um carro de combate ou de um posto de comando, a capacidade de “vigiar um objetivo de dia ou de noite nas condições atmosféricas mais adversas”, e a vantagem da segurança para os militares, que podem operar “sem estar fisicamente presentes perante o alvo”.

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Novos sistemas aéreos não tripulados vão integrar o dispositivo da 6ª Força Nacional Destacada (FND) para a missão na República Centro-Africana, disse hoje o 2º Comandante da força militar portuguesa, Major Nuno Silva, elogiando as mais valias tecnológicas e de segurança. Foto: mediotejo.net

Na RCA, os militares vão contar com dois sistemas, designados “Raven B Digital Data-Link”, sendo cada um deles composto por três aeronaves não tripuladas (UAV), estação de controlo terrestre e diversos sistemas para obter imagens em tempo real, com capacidade de elevação a 10.500 pés (3.900 metros) e com câmaras de infravermelhos, iluminadores lazer e câmara de alta definição.

Na RCA, os militares vão contar com dois sistemas, designados “Raven B Digital Data-Link”, sendo cada um deles composto por três aeronaves não tripuladas (UAV), estação de controlo terrestre e diversos sistemas para obter imagens em tempo real. Foto: mediotejo.net

Tendo feito notar uma “evolução positiva” nos últimos três anos, nomeadamente com a assinatura em fevereiro dos acordos de paz, o 2º Comandante da FND disse ser “impossível prever qual será o comportamento dos grupos armados nos próximos seis meses”, tendo assinalado algumas “violações aos acordos” de paz.

A situação na RCA – “um país enorme, com grandes divisões étnicas, grupos armados e onde o Estado controla 30% da área” -, notou, é “extremamente volátil”, tendo referido que a missão, como Força de Reação Rápida da MINUSCA (Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana), é a de poderem ser “empregues em qualquer área do setor”, a partir de Bangui, capital daquele país africano, para salvaguarda da segurança e proteção às populações.

Tendo destacado a “experiência internacional” de muitos dos militares, o exercício final de aprontamento teve como objetivo “treinar, avaliar e validar” a 6.ª Força Nacional Destacada Conjunta para o desempenho das tarefas que lhe forem cometidas durante a sua missão no teatro de operações da RCA, a desenrolar-se a partir de setembro e durante seis meses, tendo participado na mesma os 180 militares da Brigada de Reação Rápida (BRR) que vão integrar a missão, na sua maioria paraquedistas do Regimento de Infantaria 15.

Capitão Sérgio Marques, oficial e ligação e relações públicas da 6ª FND. Foto: mediotejo.net

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de fevereiro pelo Governo da RCA e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

O exercício final de aprontamento teve como objetivo “treinar, avaliar e validar” a 6.ª Força Nacional Destacada Conjunta para o desempenho das tarefas que lhe forem cometidas durante a sua missão no teatro de operações da RCA. Foto: mediotejo.net

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), cujo 2.º comandante é o major-general Marcos Serronha, onde agora tem a 5.ª Força Nacional Destacada (FND) e tem militares na Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), cujo 2.º comandante é o coronel Hilário Peixeiro.

A 5.ª FND, que tem a função de Força de Reação Rápida, integra 180 militares do Exército, na sua maioria elementos dos Comandos (22 oficiais, 44 sargentos e 114 praças, das quais nove são mulheres), e três da Força Aérea.

Agência de Notícias de Portugal

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