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Sábado, Julho 31, 2021

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VN Barquinha: Gonçalo Cadilhe revelou os benefícios de viajar na Vila da Saúde

A segunda edição da Vila da Saúde realizou-se esta sexta-feira, dia 15, com um vasto programa. Ao longo de 14 horas decorreram inúmeras ações de sensibilização dirigidas à comunidade escolar e à população em geral e entre elas esteve a sessão com o escritor Gonçalo Cadilhe, que integrou o concelho de Vila Nova da Barquinha na sua rota para falar sobre os benefícios das viagens na saúde.

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O Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha organizou uma autêntica maratona saudável na segunda edição da Vila Saúde com a realização de 17 iniciativas relacionadas com o tema ao longo desta sexta-feira, dia 15. Entre as 9h00 e as 23h00 realizaram-se sessões pedagógicas, palestras, showcookings de receitas saudáveis, projeção de um filme sobre a gravidez na adolescência, um workshop, uma corrida de panquecas e entregas de prémios e certificados. A noite teve o ponto alto com a presença de David Justino, Presidente do Concelho Nacional de Educação, que veio falar sobre “Escola e Família pelo Sucesso Educativo”.

A maioria das atividades partilhava a mesma mensagem, dicas para tratar bem o corpo e a mente, e entre elas esteve a sessão com Gonçalo Cadilhe que aceitou o convite para incluir o concelho na sua lista de destinos. O escritor teve o seu ponto de partida para a vida na Figueira da Foz, onde regressa depois das suas viagens, e na passagem pelo auditório da Escola D. Maria II partilhou as paisagens e as caras com quem se tem cruzado nos últimos 23 anos e 11 livros.

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Hélder Rodrigues, Rita Rodrigues, Alexandra Freitas e Gonçalo Cadilhe. Foto: mediotejo.net

As maleitas das costas são compensadas pelas aprendizagens trazidas dos lugares mais remotos do planeta e os benefícios foram revelados durante esta sessão orientada pelo docente Hélder Rodrigues e as alunas Rita Rodrigues e Alexandra Freitas, ambas do 11º A. Em primeiro lugar, destacou a descoberta de que as certezas que temos quando crescemos num país se tornam relativas quando conhecemos o resto do mundo.

As fotografias apresentadas a meio da manhã a estudantes, docentes e público em geral estão entre as 200 do último livro com edição de autor intitulado “Um Dia na Terra”. Dessas selecionou 60 para a exposição com nome homónimo que tem percorrido o país com o objetivo de explicar a essência do planeta ao grupo de extraterrestres pelo qual “foi raptado”. A primeira tem a luz do nascer do sol e a última é iluminada pelo luar.

O mundo e as viagens estão sempre presentes nos livros do escritor
O mundo e as viagens estão sempre presentes nos livros do escritor. Foto: mediotejo.net

Ao longo dos doze momentos retratados em locais como a Birmânia, Turquia, Índia, Itália ou México, Gonçalo Cadilhe partilhou a sua forma de ver o mundo e as questões que o mesmo lhe suscita. A plateia seguiu atenta os ensinamentos e, de tempos a tempos, surgiam expressões de surpresa ao deparar-se com as perspetivas do escritor sobre a origem da vida na Terra, o luxo de ter água potável na torneira, a diversidade religiosa, o amor paternal e a inclemência do tempo, entre outros.

Apesar da última fotografia suscitar ao escritor viajante a sensação de que “cada nova madrugada traz em si uma espécie de pureza que nos faz acreditar no futuro da presença humana no planeta”, Gonçalo Cadilhe acabou por caraterizar o mundo atual como “uma encruzilhada” que é urgente superar.

A II Vila da Saúde apresentou outros benefícios além de viajar
A II Vila da Saúde apresentou outros benefícios além das viagens. Foto: mediotejo.net

À pergunta colocada por um elemento da plateia sobre o local que lhe falta encontrar dentro de si, o escritor respondeu ser aquele que espera nunca encontrar de modo a perpetuar a busca e assegurar a motivação de “continuar a caminhar”. Uma eterna viagem de descoberta interior que se assemelha aquelas que faz pelo planeta. Até porque a melhor forma de o conhecer, diz, é caminhando.

No final da sessão, o escritor deu uma sessão de autógrafos e entregou os prémios aos vencedores do concurso “Rosa dos Ventos”, conquistados pelos alunos do 7º ano, Bárbara (1º prémio), Beatriz (2º prémio) e Nuno (3º prémio) com os seus projetos criados a partir de materiais reciclados.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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